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Cachorro carente: como lidar e prevenir

 
Por Eduarda Piamore. 23 setembro 2019
Cachorro carente: como lidar e prevenir

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Não é por acaso que o cachorro é considerado o melhor amigo do ser humano e se tornou um dos animais de estimação mais populares e queridos no mundo inteiro. A devoção, a lealdade, o carinho, a sensibilidade e a alegria inerente à forma de ser desses peludos conquistam qualquer coração e rapidamente é impossível imaginar uma vida sem eles. Porém, quando um cão se torna excessivamente dependente ou demandante de seus tutores e familiares, esse vínculo emocional deixa de ser saudável e começa a prejudicar tanto o bem-estar do cachorro como a convivência no núcleo familiar.

Um cachorro mais carente do que o normal não consegue gerenciar a própria solidão nem desfrutar de uma vida social positiva, sofrendo quadros de depressão ou problemas de comportamento. Além disso, cuidar de um cachorro carente requer uma enorme quantidade de tempo e uma dedicação extrema que se torna difícil conciliar com os compromissos profissionais e com outros aspectos da vida pessoal.

Por isso, é muito importante saber como lidar e principalmente como prevenir um cachorro carente. Nesse artigo do PeritoAnimal, vamos explicar o que fazer para que o seu peludo não se torne possessivo ou excessivamente dependente de você e saiba como se comportar corretamente quando está sozinho, além de respeitar os momentos em que você deseja ou precisa dar atenção a outras pessoas ou tarefas. Não deixe de conferir esses conselhos!

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Sinais de cachorro carente

Um cachorro carente é aquele que demanda constantemente a atenção dos tutores e familiares, podendo também ter o mesmo comportamento com outras pessoas. E como cada cachorro é um indivíduo singular com uma personalidade única, é possível encontrar vários sinais ou sintomas de cachorro carente. Ou seja, no intuito de conseguir chamar a atenção e despertar o interesse das pessoas, cada peludo pode realizar várias ações e gestos, inclusive alguns problemas de conduta.

Não é raro ver cães carentes que choram ou latem excessivamente (principalmente quando ficam sozinhos), pulam em cima das pessoas, mordem ou destroem roupas, objetos e móveis da casa ou sofrem com a ansiedade por separação. Inclusive é possível que um cachorro com muita carência possa se mostrar agressivo em relação a outras pessoas e animais que se aproximam dos seus tutores. Por tudo isso, a carência excessiva e o comportamento possessivo não devem ser ignorados ou considerados inofensivos nos cachorros. Além de causar problemas no próprio vinculo do cachorro com o tutor, um cachorro muito carente pode se tornar perigoso para todos que convivem com ele.

Nesse sentido, vale lembrar que o comportamento de um cachorro não é determinado apenas pela raça e herança genética, mas também depende (e em grande medida) da educação e do ambiente proporcionados por cada tutor. Embora existam raças de cachorros mais independentes e outras mais apegadas (que tendem a ser mais carentes), o tipo de relação que um peludo desenvolve com seu tutor e outros indivíduos também será muito influenciado pela socialização, o adestramento e a rotina que cada cachorro recebe.

A seguir confira algumas informações sobre o que fazer para prevenir e cuidar de cachorro carente.

Cachorro carente: o que fazer?

Antes de saber o que fazer ou como lidar com cães carentes, é fundamental tentar identificar por que seu cachorro demanda tanta atenção. Geralmente, quando um cachorro é mais carente que o normal, isso está relacionado com alguns problemas ou insuficiências em sua rotina e/ou educação. E se falamos de um cachorro filhote carente, também é possível que ele tenha sido separado da mãe e dos irmãos de forma prematura, não podendo concluir o período de desmame nem aprender os códigos básicos de conduta social que os seus progenitores lhe ensinariam para prepará-lo para a vida adulta.

A seguir, vamos resumir as principais causas e soluções para um cachorro carente. Porém, vale a pena ressaltar que, caso seu peludo mostre problemas de conduta ou você perceba que o comportamento do seu cachorro está diferente, o ideal é levá-lo a um veterinário especialista em etologia canina (que também pode ser chamada de psicologia canina). Esse profissional te ajudará a reconhecer as causas específicas dessas condutas inapropriadas e recomendará um tratamento personalizado segundo as necessidades do seu cachorro.

Cachorro carente e a importância da socialização

Para começar, todos os cachorros, independente da raça, da idade ou do gênero, precisam ser socializados corretamente para aprender a se relacionar de forma positiva com outros indivíduos, inclusive com seus próprios tutores e familiares. A maioria dos cães carentes ou possessivos não teve a oportunidade de experimentar um processo de socialização adequado, mostrando-se excessivamente inseguros na hora de interagir com outros indivíduos.

Por isso, a melhor maneira de evitar que o seu peludo se torne muito dependente ou tenha problemas de conduta será começar a socializá-lo enquanto ele ainda é um filhote (de preferência, antes dos 3 meses de vida). Porém, é importante que você saiba que é possível socializar um cachorro adulto com ajuda do reforço positivo, paciência e muito afeto. Então, se você ainda não socializou o seu cachorro ou acabou de adotar um peludo, confira nossos conselhos sobre como socializar corretamente um cão adulto.

Novamente, reforçamos a importância de respeitar o período de desmame antes de separar os filhotes da mãe. Não adote filhotes antes de completar, pelo menos, 60 ou 90 dias de vida. Mas, se por algum motivo você tiver que resgatar ou adotar um filhote com pouco tempo de vida, não deixe de conferir essas dicas para alimentar e cuidar de cachorros recém-nascidos.

Cães carentes precisam de estímulos físicos e mentais

Outro motivo que pode explicar por que um cachorro é mais carente que o normal é a falta de estimulação física e mental no dia a dia. Não é novidade que os cachorros são ativos, curiosos e inteligentes, certo? Por isso mesmo, eles precisam realizar exercícios físicos diariamente e contar com um ambiente que estimule os sentidos, evitando que se sintam entediados quando ficam sozinhos em casa. Lembrando também que o sedentarismo costuma favorecer a obesidade e o desenvolvimento de problemas de conduta associados ao estresse e à energia acumulada.

O ideal é que seu cachorro realize pelo menos 3 passeios diários, cada um deles com 30 a 45 minutos. Você também poderá considerar a possibilidade de iniciá-lo em algum esporte ou atividade para cães, como os circuitos de agility. Além disso, é fundamental melhorar o enriquecimento ambiental dentro da sua casa, oferecendo ao seu cachorro brinquedos, jogos de inteligência e outros acessórios que poderão ajudar a prevenir o estresse, o tédio e problemas de conduta comuns nos cachorros, como a ansiedade por separação.

O adestramento será o exercício mais completo quer você poderá oferecer ao seu melhor amigo, pois permite trabalhar de forma integral as habilidades físicas e cognitivas dos cães. Aqui no PeritoAnimal, você pode ver várias dicas e truques para adestrar o seu peludo. Mas você também pode entrar em contato com um adestrador ou um educador canino para trabalhar de forma profissional os comandos fundamentais do adestramento canino. O importante é que você não deixe de lado a educação do seu cachorro já que esse será o aspecto crucial tanto para conseguir um cachorro obediente, equilibrado e seguro de si mesmo, que não precisa agir de forma possessiva ou excessivamente dependente para desfrutar da companhia do seu tutor.

Confira nosso vídeo no YouTube com os 10 erros comuns ao passear com seu cachorro:

Para cuidar de cachorro carente é preciso consciência na hora de adotar

Além de prestar atenção na educação, na rotina e no ambiente do seu melhor amigo, é fundamental que você seja muito consciente na hora de adotar para escolher um cãozinho que combine não apenas com a sua personalidade, mas também que possa se adaptar ao seu estilo de vida, ao espaço disponível na sua casa e à sua própria disponibilidade de tempo para cuidar dele.

No próprio refúgio ou na protetora de animais, você poderá se informar sobre o comportamento de cada cãozinho que está disponível para adoção. Os voluntários e profissionais que participam dos cuidados dos animais resgatados são as melhores pessoas para te contar como esse cachorro se comporta, se é mais agitado ou mais calmo, se é mais carente ou mais independente, entre outros detalhes sobre a personalidade e as necessidades específicas de cada cachorro.

Todos os cachorros requerem alguns cuidados fundamentais para levar uma vida saudável e feliz. Isso implica dedicar tempo, paciência e dinheiro em uma alimentação de qualidade, um ambiente enriquecido, consultas veterinárias, vacinas, tratamentos antiparasitários, etc. Por isso, é importante que você se pergunte e seja honesto com você mesmo ao refletir se está preparado para assumir a responsabilidade de cuidar de um cachorro.

Lembre-se que também existem outros animais que podem te fazer companhia e trazer alegria ao seu lar, mas que requerem cuidados mais simples ou são naturalmente mais independentes que um cachorro, como gatos, hamsters, porquinhos-da-índia e até pets mais exóticos, como um pequeno lagarto ou uma iguana. Para ajudar nessa escolha tão importante, leia nosso artigo com algumas dicas para escolher o seu animal de estimação.

Se você optar por adotar um cachorro, veja nosso vídeo no YouTube sobre como cuidar de um cachorro para que ele viva mais:

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