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Vacina polivalente para cachorros - Para que serve e quando aplicar

 
Por Maria Besteiros. 21 setembro 2021
Vacina polivalente para cachorros - Para que serve e quando aplicar

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As vacinas protegem nossos cães contra doenças tão graves e potencialmente fatais como a cinomose a parvovirose. Isso ocorre porque elas agem fazendo com que o sistema imunológico do cão construa defesas contra esses patógenos.

Assim, se o cão entrar em contato com uma dessas doenças, seu corpo se defenderá e ela não produzirá sintomas, ou eles serão muito leves. Neste artigo do PeritoAnimal falaremos sobre a vacina polivalente para cachorros, que permite, numa única punção, proteger o nosso melhor amigo peludo contra várias doenças.

Para que serve a vacina polivalente para cachorros?

As vacinas podem ser eficazes contra um único patógeno, mas também proteger contra várias doenças em uma única aplicação. Essas últimas vacinas são chamadas polivalentes que, por sua vez, podem ser bivalentes, se atuam contra duas doenças, trivalentes se atuam contra três e assim sucessivamente, serão chamadas de tetra, penta, hexa, hepta e até octovalentes, quando sua ação abrange até oito patógenos. Portanto, o prefixo indica o número de doenças contra as quais estamos protegendo nosso cão. Muitos ainda as chamam de vacinas V3, V5 e V8, por exemplo.

Nesse ponto, deve-se observar que, se vacinas polivalentes para cachorros são comercializadas, é porque comprovadamente funcionam. São também uma vantagem porque poupam material, recursos e, acima de tudo, evitam ter que perfurar o cão muitas vezes. Com uma única aplicação podemos cobrir, como vemos, muitas patologias.

Vacina polivalente para cachorros - Para que serve e quando aplicar - Para que serve a vacina polivalente para cachorros?

O que contém a vacina polivalente para cachorros?

Como já explicamos, uma vacina polivalente para cachorros será eficaz contra três, quatro, cinco ou até oito doenças, dependendo da escolha do veterinário. Estas são as vacinas polivalentes mais amplamente utilizadas:

  • Trivalente ou vacina V3: atua contra doenças de grande importância, como a cinomose, a hepatite e a leptospirose.
  • Tetravalente ou vacina V4: além das doenças anteriores, protege também contra o parvovírus canino.
  • Pentavalente ou vacina V5: cinomose, hepatite, tosse dos canis, parvovirose e parainfluenza são as doenças contra as quais esta vacina protege.
  • Hexavalente ou vacina V6: conta com a mesma proteção da vacina anterior, mas troca a parainfluenza por duas cepas contra a leptospirose.
  • Octovalente ou vacina V8: esta vacina é muito completa, pois inclui proteção contra cinomose, hepatite, tosse dos canis, parvovírus, parainfluenza, coronavírus (não é o mesmo vírus do novo corona vírus, da pandemia iniciada em 2020) e duas cepas de leptospirose.

Quais são as vacinas essenciais para cachorro?

Dadas tantas possibilidades, é normal que você tenha dúvidas sobre qual é a vacina da qual seu cachorro necessita. É preciso saber que algumas são consideradas essenciais ou obrigatórias, como as ativas contra a cinomose e o parvovírus, enquanto outras podem ser administradas ou não dependendo das circunstâncias de cada cão. Um exemplo é a vacina contra a tosse dos canis. É por isso que é o veterinário quem, avaliando os riscos aos quais seu cão está exposto, vai decidir de quais vacinas ele precisa e quando administrá-las.

Com que frequência a vacina polivalente para cachorros deve ser administrada?

O regime de administração da vacina polivalente para cachorros é uma das decisões que o médico veterinário deve tomar. Em geral, a recomendação é começar a vacinar filhotes por volta das oito semanas de idade. Mas esta primeira dose não dará ao cão toda a proteção necessária, e por isso deve ser repetida após cerca de quatro semanas. Considera-se que esta vacinação primária não deve terminar antes das 12-16 semanas de vida.

Depois, é mais comum a revacinação anual, embora para algumas doenças a proteção da vacinação primária se prolongue por até três anos. Assim, será o veterinário quem indicará quando retornar à clínica para revacinar seu amigo de quatro patas.

Vacina polivalente para cachorros - Para que serve e quando aplicar - Com que frequência a vacina polivalente para cachorros deve ser administrada?

É sempre bom administrar a vacina polivalente para cães?

Como explicamos no início do artigo, as vacinas são preparações que servem para estimular o sistema imunológico a produzir defesas contra a doença que foi demonstrada. Portanto, para que funcionem e possamos considerar que o cão está bem vacinado, é fundamental que seu sistema imunológico possa dar a resposta esperada. Em outras palavras, existem algumas contraindicações à vacinação, como as seguintes:

  • Filhotes que ainda têm defesas maternas.
  • Cães imunossuprimidos ou desnutridos.
  • Indivíduos idosos.
  • Parasitados, ou seja, que estejam com parasitas.
  • Estressados.
  • Doentes.
  • Em tratamento com fármacos imunossupressores, como os corticoides.
  • Algumas vacinas não podem ser administradas a cadelas em período de gestação ou lactação.

Isso não quer dizer que um cachorro em qualquer uma dessas circunstâncias jamais possa ser vacinado, mas será necessário vaciná-lo assim que a contraindicação for resolvida. Insistimos que a vacinação é um ato clínico que vai além de aplicar uma injeção. O veterinário deve avaliar se o animal está apto para receber a vacina e se beneficiar de seus efeitos.

Vacina polivalente para cachorros - Para que serve e quando aplicar - É sempre bom administrar a vacina polivalente para cães?

Efeitos colaterais da vacina polivalente para cachorros

As vacinas geralmente não provocam qualquer efeito no cachorro. Será possível notar, no máximo, perda de energia ou de apetite durante as primeiras 24 horas. Também pode ocorrer um pouco de febre. Em todos caso, esses sintomas costumam melhorar espontaneamente, sem que seja necessário administrar qualquer tratamento. Se você achar necessário tratar, será o veterinário quem decidirá com quais medicamentos. Em alguns cães, é possível detectar inflamação no local da punção, que também se resolve espontaneamente ao longo de cerca de sete dias.

Apenas em uma pequena porcentagem dos casos um cão pode sofrer uma reação alérgica grave, a ponto de chegar a ter anafilaxia, o que requer atenção veterinária urgente. Outras reações de hipersensibilidade são o edema facial e a coceira. Esses cães também podem apresentar vômitos, diarreia, tremores ou descoordenação. Esta é mais uma informação que deixa claro que vacinar é um ato clínico que deve ser realizado em um centro veterinário e sempre por um profissional.

Qual é o preço da vacina polivalente para cachorros?

Não existe um preço único para a vacina polivalente, pois depende da escolha do médico veterinário e, além disso, existem variações dependendo da clínica que procuramos, já que cada profissional é livre para definir os preços dos seus serviços.

A título de exemplo, uma vacina polivalente V3 ou V4 podem custar entre R$ 60 e R$ 120, cada. A vacina pentavelente, quíntupla ou V5 pode variar, por sua vez, entre R$ 100 e R$ 160 dependendo do profissional e da região onde você for comprá-la.

Agora que você já sabe bem os detalhes da vacina polivalente para cachorros, recomendamos o seguinte vídeo sobre as vacinas para cachorros filhotes e adultos:

Este artigo é meramente informativo, no PeritoAnimal.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos veterinários nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Sugerimos-lhe que leve o seu animal de estimação ao veterinário no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

Se deseja ler mais artigos parecidos a Vacina polivalente para cachorros - Para que serve e quando aplicar, recomendamos-lhe que entre na nossa seção de Vacinação.

Bibliografia
  • Hospital Veterinário da Universidade de Passo Fundo. Vacinação. Disponível em: <http://www.hospitalveterinario.upf.br/index.php/vacinacao>. ACesso em 20 de agosto de 2021.
  • Carlson y Giffin (2002): Manual práctico de veterinaria canina. Madrid: Editorial el Drac.
  • Fariñas, Fernando (2015): «Fallos vacunales dependientes del animal: mitos y realidades». Portal Veterinaria.

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