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Polaramine para cachorro: doses e usos

 
Por Maria Besteiros. 31 janeiro 2020
Polaramine para cachorro: doses e usos

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O Polaramine é um anti-histamínico frequentemente utilizado na medicina humana, por isso não é raro encontrá-lo nos armários de remédios de muitas casas. Isso faz com que alguns cuidadores considerem usá-lo com seus cachorros, algo que pode ter consequências negativas. O Polaramine é um medicamento que só pode ser administrado a cachorros após a avaliação de um veterinário e sempre de acordo com suas instruções.

Neste artigo do PeritoAnimal, compartilhamos todas as informações sobre o Polaramine para cachorros, a dose recomendada, seus usos mais comuns e seus possíveis efeitos colaterais.

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O que é Polaramine para cachorro?

O Polaramine é um medicamento anti-histamínico, é composto de maleato de dexclorfeniramina. Ser um anti-histamínico significa que atua sobre os efeitos causados pela histamina, que são todos aqueles relacionados principalmente às alergias, mas também às úlceras gastrointestinais. Os anti-histamínicos também servem para tratar enjôos, tonturas ou enxaquecas.

Os anti-histamínicos formam um grupo muito grande de medicamentos e têm sido usados na medicina humana há décadas com grande sucesso. O problema é que, em cachorros, eles não são tão eficazes e, portanto, não costumam ser a primeira opção no tratamento de alergias, como a dermatite alérgica à picada de pulga ou DAPP, a atopia canina ou a alergia alimentar, nem de choques anafiláticos, que são reações alérgicas graves.

Para que serve o Polaramine para cachorro?

Alguns anti-histamínicos podem ser utilizados em cachorros. Embora sua eficácia seja considerada média e não tenham um efeito antiprurítico imediato, o veterinário pode prescrevê-los, por exemplo no caso de prurido leve ou de picadas de inseto. Já foi observado que os sintomas da dermatite atópica melhoram se eles forem co-administrados com ácidos graxos ômega 3 e ômega 6. Este efeito pode conseguir reduzir a dose de corticóides, que são os fármacos geralmente utilizados para esse tipo de alergia.

Em cachorros atópicos, os anti-histamínicos que demonstraram maior efeito são a clemastina, a combinação de clorfeniramina e hidroxizina ou a oxatomida. Como você pode ver, neste caso é possível que o veterinário prescreva o Polaramine, embora geralmente o faça juntamente com outros medicamentos. Além disso, deve-se levar em consideração que o sucesso desses medicamentos é individual, ou seja, varia em cada cachorro. Portanto, não é previsível e talvez seja necessário experimentar vários anti-histamínicos até encontrar o que funciona para seu cachorro.

Doses de Polaramine para cachorro

A dosagem e o padrão de uso são de competência exclusiva do médico veterinário e dependerão do quadro clínico do cachorro e de seu tamanho. Além disso, o Polaramine é comercializado em várias apresentações, como comprimidos, xarope, injetável ou pomada. Por isso, a dose é muito variável e também depende dos horários que você dispõe para administrá-la diariamente, já que as doses diárias podem ser duas ou três, ou seja, a cada 12 ou 8 horas, respectivamente. Como exemplo, a dose mais comum é de 0,4 mg por kg de peso a cada oito horas por via oral.

No entanto, insistimos que, se for necessário administrar o Polaramine para cachorro em xarope, em comprimido ou em qualquer outro formato, é o especialista quem deve determinar a dose.

Contraindicações e efeitos colaterais do Polaramine para cachorro

Mais uma vez, vale lembrar que só convém utilizar o Polaramine para cachorros se o veterinário receitá-lo. Sem a avaliação de um profissional, corre-se o risco do medicamento não fazer efeito algum no cachorro, o que pode ser grave se ele estiver sofrendo, por exemplo, de um choque anafilático. Nesses casos, um tratamento inadequado pode ser mortal.

Quando os anti-histamínicos são administrados de acordo com a prescrição do profissional, seu uso é geralmente muito seguro, ou seja, não contabiliza efeitos colaterais adversos. Em raras ocasiões pode ocorrer sonolência, distúrbios gastrointestinais, descoordenação, etc. Também pode haver um aumento na coceira. Obviamente, qualquer um desses sintomas é um motivo para consultar o veterinário.

Além disso, os anti-histamínicos devem ser utilizados com cautela em cachorros que sofrem de problemas no fígado, em certos distúrbios gastrointestinais, glaucoma, hiperplasia prostática, convulsões ou em cadelas gestantes.

Este artigo é meramente informativo, no PeritoAnimal.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos veterinários nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Sugerimos-lhe que leve o seu animal de estimação ao veterinário no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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Bibliografia
  • Bravo, Verónica, Martorell, Ana María y González, José Luis. (2011). Opciones terapéuticas para la dermatitis atópica canina. Portal Veterinaria.
  • Sagredo, Pilar. Enfoque diagnóstico y control del prurito en el perro. Centro Veterinario.

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