Doenças infecciosas

Mixomatose em coelhos - Sintomas e prevenção

 
Equipe editorial do PeritoAnimal
Por Equipe editorial do PeritoAnimal. 8 fevereiro 2021
Mixomatose em coelhos - Sintomas e prevenção
Coelhos

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Os coelhos são considerados animais de estimação excepcionais, por isso cada vez mais pessoas decidem adotar este peludo de longas orelhas. E nesse caso, como em qualquer outro, acaba-se criando um vínculo emocional tão forte quanto especial.

E como qualquer outro animal, os coelhos requerem múltiplos cuidados e precisam de um completo estado de bem estar que é obtido quando suas necessidades físicas, psíquicas e sociais estão cobertas.

Neste artigo do PeritoAnimal, vamos falar sobre a Mixomatose em coelhos - sintomas e prevenção, uma doença que é tão grave quanto fatal e, por isso, as informações a seu respeito são tão importantes. Boa leitura.

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Índice
  1. O que é a Mixomatose em coelhos
  2. Sintomas da mixomatose em coelhos
  3. Cuidados do coelho com mixomatose
  4. Prevenção da mixomatose em coelhos
  5. Curiosidades sobre a mixomatose

O que é a Mixomatose em coelhos

A Mixomatose é uma doença infectocontagiosa causada pelo vírus myxoma, originária de coelhos selvagens, e afeta os coelhos causando a morte em uma média de 13 dias se o animal não apresentar nenhuma resistência à doença.

Ela causa tumores nos tecidos conjuntivos, aqueles que sustentam as diversas estruturas do corpo, causando inchaços na pele e nas mucosas que são observados principalmente na cabeça e nos órgãos genitais. Nessas regiões formam nódulos subcutâneos gelatinosos o que acaba dando ao coelho um aspecto leonino.

A mixomatose pode ser transmitida diretamente pela picada de artrópodes (mosquitos, pulgas e ácaros) que se alimentam de sangue, especialmente pela pulga, embora também possa ser transmitida indiretamente pelo contato com instrumentos ou gaiolas infectadas ou, ainda, pelo contato direto com uma pessoa que manipulou um coelho infectado. Ou seja, o coelho pode transmitir doença para outros coelhos.

É importante esclarecer que não existe um tratamento eficaz para eliminar o vírus, por isso a prevenção é de vital importância.

Se você quiser conhecer melhor as doenças mais comuns em coelhos, não perca este outro artigo do PeritoAnimal.

Mixomatose em coelhos - Sintomas e prevenção - O que é a Mixomatose em coelhos

Sintomas da mixomatose em coelhos

Os sintomas da mixomatose em coelhos dependerão da cepa viral que causou a infecção e da suscetibilidade do animal. Além disso, podemos distinguir diversos grupos de sintomas de acordo com a forma que a doença se manifesta:

  • Forma periaguda: a doença progride de forma rápida, causando a morte aos 7 dias de infecção e 48 depois do aparecimento dos primeiros sintomas. Causa letargia, inflamação nas pálpebras, perda de apetite e febre.
  • Forma aguda: causa acúmulo de fluídos sob a pele, de modo que é possível observar um estado de inflamação na cabeça, na face e nas orelhas, o que pode levar a uma otite interna. Em 24 horas, pode causar cegueira porque a progressão é muito rápida, os coelhos morrem por hemorragias e convulsões em um período de aproximadamente 10 dias.
  • Forma crônica: não é uma forma frequente, mas ocorre quando o coelho consegue sobreviver à forma aguda. É caracterizada por uma densa secreção ocular, nódulos na pele e inflamação na base das orelhas. Também pode ser acompanhada de sintomas respiratórios, como dificuldade para respirar. A maioria dos coelhos morre em duas semanas, mas se sobreviverem, são capazes de eliminar o vírus em um período de 30 dias.

Regiões sintomáticas da mixomatose em coelhos:

  • Áreas genitais
  • Patas
  • Focinho
  • Olhos
  • Orelhas

Se você suspeita que seu coelho sofre de mixomatose, é necessário ir urgentemente ao veterinário, além disso, em alguns países essa doença é considerada de declaração obrigatória, como é o caso do Brasil. Por isso, se houver algum caso comprovado, é necessário notificar os órgãos de saúde e zoonoses.

Neste outro artigo explicamos para você as vacinas para coelhos.

Mixomatose em coelhos - Sintomas e prevenção - Sintomas da mixomatose em coelhos

Cuidados do coelho com mixomatose

Se seu coelho foi diagnosticado com mixomatose, infelizmente não existe nenhum tratamento eficaz para combater essa doença, no entanto, será necessário iniciar um tratamento sintomático para aliviar o sofrimento que o animal pode estar sentindo.

O tratamento da mixomatose é realizado através de fluidos para evitar a desidratação e inanição, anti-inflamatórios não esteroides para controlar a dor e antibióticos para evitar complicações e combater as infecções secundárias causadas pela doença. E lembre-se: o veterinário é a única pessoa capacitada para prescrever um tratamento ao seu animal de estimação.

Neste artigo do PeritoAnimal apresentamos uma relação de veterinários gratuitos ou clínicas veterinárias com preços baixos em diferentes estados do Brasil que pode ser útil para você.

Mixomatose em coelhos - Sintomas e prevenção - Cuidados do coelho com mixomatose

Prevenção da mixomatose em coelhos

Como não existe um tratamento capaz de combater essa doença, é muito importante realizar uma boa prevenção da mixomatose em coelhos.

Em países em que ainda há um número considerável de registros da doença, a vacinação é necessária, com a primeira dose administrada aos 2 meses de idade e sendo posteriormente reforçada duas vezes ao ano, já que a imunidade proporcionada pela vacina dura apenas 6 meses.

No entanto, como não há demanda suficiente no Brasil, as vacinas contra a Mixomatose não são fabricadas e nem vendidas no país. Assim, as medidas preventivas que podem ser tomadas, são:

  1. Evite o contato de coelhos com qualquer animal silvestre (pois ele pode ser portador do vírus causador da Mixomatose e transmití-lo ao coelho).
  2. Se você já tem um coelho e adota outro cuja procedência desconhece, deixe-o de quarentena por 15 dias antes de juntá-los
  3. Evite comprar animais de outros estados ou países, como Argentina e Uruguai, que já registraram surtos da doença em coelhos, que não tenham o laudo veterinário atestando ausência da mixomatose.
Mixomatose em coelhos - Sintomas e prevenção - Prevenção da mixomatose em coelhos

Curiosidades sobre a mixomatose

Agora que você já sabe tudo sobre a mixomatose em coelhos, aqui apresentamos algumas curiosidades sobre esta doença que atinge nossos companheiros peludos:

  • O primeiro registro do vírus que provoca a mixomatose ocorreu no Uruguai, no fim do século 19.
  • Tal vírus já foi inserido de maneira proposital na Austrália, por volta da década de 1950, com o objetivo de reduzir as populações de coelhos do país, que não paravam de crescer ameaçando a agricultura[1]

Este artigo é meramente informativo, no PeritoAnimal.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos veterinários nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Sugerimos-lhe que leve o seu animal de estimação ao veterinário no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

Se deseja ler mais artigos parecidos a Mixomatose em coelhos - Sintomas e prevenção, recomendamos-lhe que entre na nossa seção de Doenças infecciosas.

Referências
  • BBC. O vírus que o governo australiano importou da América do Sul para matar coelhos. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/internacional-44275162>. Acesso em 8 de fevereiro de 2021.
Bibliografia
  • FENNER, F. Biological Control, as Exemplified by Smallpox Eradication and Myxomatosis. Disponível em: <https://www.jstor.org/stable/35703?seq=1>. Acesso em 8 de fevereiro de 2021.
  • PUBVET. Mixomatose em coelho doméstico criado como animal de estimação em Mato Grosso. Disponível em: <file:///C:/Users/test/Downloads/mixomatose-em-coelho-domeacutestico-cr.pdf>. Acesso em 8 de fevereiro de 2021.
  • ASSOCIAÇÃO CIENTÍFICA BRASILEIRA DE CUNICULTURA (ACBC). ACBC reforça a necessidade de prevenção à Mixomatose em Coelhos. Disponível em: <http://acbc.org.br/site/index.php/579-acbc-reforca-a-necessidade-de-prevencao-a-mixomatose-em-coelhos>. Acesso em 8 de fevereiro de 2021.
  • IG. Vacinas para coelhos: quando dar e quais são as mais importantes. Disponível em: <https://canaldopet.ig.com.br/cuidados/saude/2017-10-25/coelhos-vacinas.html>. Acesso em 8 de fevereiro de 2021.
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