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Hiperestesia felina - Sintomas e tratamento

Por Liliana Ramos, Jornalista especializada em mundo animal. 20 fevereiro 2019
Hiperestesia felina - Sintomas e tratamento

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Não é um segredo que os felinos são animais extremamente cuidadosos com a sua higiene, sendo possível afirmar que a segunda atividade que eles mais realizam durante o dia, além de dormir, é lamber a sua pelagem. No entanto, quando os hábitos de limpeza são compulsivos, e além de se higienizar, ele se machuca, então, é um sinal claro de que algo não está bem e que deve levar o seu amigo peludo ao veterinário o mais rápido possível.

A hiperestesia felina pode ser uma das causas, por isso, é importante conhecer os sintomas e o tratamento, para saber como lidar com esse transtorno. Continue lendo PeritoAnimal e descubra como saber se o seu gato sofre de hiperestesia.

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Hiperestesia felina: o que é?

Essa é uma síndrome que raramente afeta os gatos. É resultado de uma alteração do sistema neuromuscular, ela faz com que a pele das costas seja enrolada ou levantada desde a região dos ombros até a cauda. Quando isso acontece, a área afetada se torna muito sensível, fazendo com que o gato acredite que alguém o está perseguindo ou, que algo entrou na sua pele.

Este distúrbio é muito desesperador para o felino, pois, ele tende a lamber e morder para tentar escapar do que ele acredita estar perseguindo ou assediando-o. A hiperestesia felina se manifesta por episódios de vários minutos de duração, dos quais o gato apresenta uma série de sintomas. Quando o episódio termina, o comportamento volta ao normal.

Devido às características, essa doença recebe vários nomes, como a síndrome do gato nervoso ou síndrome da pele ondulante, além de outros mais técnicos, como neurodermatite e neurite.

Hiperestesia felina: causas

As pesquisas ainda não podem determinar com precisão o que desencadeia essa estranha síndrome. Alguns afirmam que em raças como os gatos orientais, o estresse pode iniciar esse distúrbio, especialmente quando é causado por um estado constante de nervosismo, produto de ruídos altos ou um ambiente tenso.

Outros estudos a relacionam com a epilepsia, pois, muitos gatos também convulsionam durante episódios de hiperestesia felina. Ambas as doenças se originam de uma perturbação dos impulsos elétricos do cérebro, portanto, muitos apoiam essa teoria.

Algumas doenças de pele, como as causadas por picadas de pulgas, infecções e deficiências alimentares, podem causar hiperestesia. Além disso, o transtorno obsessivo-compulsivo também foi observado em muitos dos gatos que sofrem desta doença, por isso, calcula-se que o surgimento de um está relacionado com o outro.

Hiperestesia felina: sintomas

O principal sintoma durante os episódios de hiperestesia é que o gato começa a lamber repetidamente a região lombar e a cauda, chegando até mesmo a se machucar para lutar contra a sensação desagradável, isso ocorre porque a pele se enruga.

Ele tentará morder e, ainda, atacar o seu próprio rabo, pois, ele não o reconhece como seu. Se você tentar acariciar as costas durante os episódios, ele mostrará uma maior sensibilidade na área e, pode até adotar uma atitude hostil em relação à você.

Os tiques, a perda de pelo nas zonas onde a pele se levanta, e as feridas, são muito comuns, principalmente, pelas mordidas que o gato dá a si mesmo. Durante os episódios, também é comum o gato ficar assustado, correr e pular pela casa, como se estivesse sendo perseguido, dando a impressão de que ele tem alucinações. O felino pode, ainda, miar em voz alta e as suas pupilas se dilatarem.

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Hiperestesia felina: como diagnosticar?

Por ser uma doença rara, cujas causas ainda não estão definidas, o diagnóstico principal é descartar outras possíveis doenças. O primeiro passo é ver se os hábitos de higiene do felino mudaram, tornando-se obsessivo ou causam lesões.

O seguinte passo é levar o gato ao veterinário. Lá, ele fará os testes necessários para descartar doenças de pele, distúrbios cerebrais, problemas na tireoide ou na alimentação, entre outros. Exames de sangue, radiografias, entre outros estudos, serão necessários para determinar se é hiperestesia felina ou, ao contrário, se o problema é outro.

Hiperestesia felina: tratamento

Se você se perguntou se hiperestesia felina tem cura, a resposta é que infelizmente, não existe um tratamento específico. O que se prescreve, geralmente, é fornecer ao gato um ambiente calmo e tranquilo, reduzindo as possibilidades de experimentar nervosismo. Um local tranquilo para dormir, possibilidade de acessar facilmente a comida e a caixa higiênica, sem que ninguém ou nada o incomode, diminuirão os episódios.

Ocasionalmente, pode ser necessário o uso de calmantes, além dos medicamentos essenciais para curar possíveis feridas na pele. Da mesma forma, uma boa alimentação e suficiente água fresca, fornecerão ao gato todos os nutrientes necessários.

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Este artigo é meramente informativo, no PeritoAnimal.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos veterinários nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Sugerimos-lhe que leve o seu animal de estimação ao veterinário no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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2 comentários
Suelin
Olá. O gato pode conviver com esse problema o resto da vida? E é normal dar crises várias vezes ao dia?
Meu gato começou com esses sintomas. Ele olha pro rabo e corre e sua lombar e orelhas ficam dando tremiliques.
Luísa Savala (Editor/a de PeritoAnimal)
Oi Suelin! Como mencionamos no artigo: infelizmente não existe um tratamento específico para hiperestesia felina. O que se prescreve, geralmente, é fornecer ao gato um ambiente calmo e tranquilo, reduzindo as possibilidades de experimentar nervosismo. Um local tranquilo para dormir, possibilidade de acessar facilmente a comida e a caixa higiênica, sem que ninguém ou nada o incomode, diminuirão os episódios.
A equipe do PeritoAnimal deseja rápidas melhoras!
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Angela
queria saber se hiperestesia felina tem cura, valeu peritoanimal.

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