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Gato engasgado - Sintomas e o que fazer?

 
Por Carla Moreira, Médica veterinária. 30 janeiro 2024
Gato engasgado - Sintomas e o que fazer?

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Gatos são animais extremamente resistentes à dor. Quando manifestam algum sinal de que não estão bem, o quadro já pode estar grave. Por isso, é sempre bom ficar de olho no comportamento do seu bichano, ficando atento a qualquer alteração. Além disso, da mesma forma que outros animais, o gato pode engasgar-se ao beber água ou comer, o que provavelmente será resolvido sem maiores problemas. Essa situação é um pouco mais rara nos gatos, pois eles são muito seletivos na alimentação e costumam comer com cuidado e em pequenas porções.

No entanto, a tosse semelhante a um engasgo pode ser sinal de alguma doença mais grave, que precisará de atenção. O comportamento higiênico dos felinos, de lamberem-se diariamente, também contribui para a ingestão excessiva de pelos, que formam bolas e podem causar engasgo no animal. A escovação diária ajuda a amenizar esse problema.

Outras doenças podem causar tosse no gato, levando o tutor a crer que seu animal talvez esteja engasgado. Bronquite crônica ou asma, além da traqueíte, muito comum nos gatos, podem causar tosse persistente, fazendo com que o felino pareça engasgado e vomite algumas vezes. Objetos também podem causar engasgamentos nos gatos, sendo bem comum a ingestão de fios de lã ou linha. Mas nem todo engasgo é algo grave, podendo se resolver em alguns segundos. E para você não ficar preocupado além da conta, o PeritoAnimal elaborou este artigo com várias informações e dicas de como ajudar o seu amigo bigodudo em situações de engasgo. Aproveite para ficar por dentro do assunto!

Por que o gato fica como se estivesse engasgado?

Algumas doenças podem causar tosse no gato, fazendo com que ele faça barulhos e movimentos semelhantes a um engasgo. No entanto, nada impede que o animal realmente se engasgue com algum objeto ou mesmo com os pelos ingeridos durante sua toalete. O importante é manter a calma e ajudar o bichano, caso ele não consiga resolver o problema sozinho e sinta falta de ar. Para ajudar o leitor nessa tarefa assustadora, descreveremos algumas situações que causam tosse no gato, ou mesmo um engasgo verdadeiro:

  • Asma: entre as doenças mais comuns do trato respiratório posterior em felinos está a asma felina. Estima-se que de 1% a 5% da população felina desenvolva a doença ao longo da vida, sendo normalmente encontrada em animais mais jovens, de meia idade. A asma felina é a doença mais parecida com a asma humana. A anatomia do trato respiratório inferior desta espécie cria um ambiente favorável para a manifestação dos sinais clínicos. A asma felina é uma afecção caracterizada por causar inflamação do trato respiratório posterior e é associada a fatores alérgicos, como poeira, areia sanitária, fumaça de cigarro e lareiras, pólen, poluentes ambientais, agentes infecciosos e fatores genéticos. Frequentemente os tutores procuram atendimento veterinário com queixas como letargia, intolerância a exercícios, vômito (que pode ser ocasionado pelo esforço abdominal feito durante as crises de tosse) e postura atípica, sem sequer mencionar alterações respiratórias. Alguns tutores acreditam que o animal esteja engasgado, mas o problema real é a tosse alérgica.
  • Traqueíte: o complexo respiratório felino é causado por vários agentes patogênicos, tanto vírus (herpes e calicivírus) quanto bactérias, que causam inflamação na traqueia, sinusite, secreção nasal e ocular, úlcera de córnea, além de outros sintomas. É mais comum em gatinhos filhotes, não vacinados e em gatos de abrigos, com grande aglomeração de animais. A traqueíte causa tosse nos gatos, que podem vomitar e aparentar engasgo durante a crise. O tratamento exige muito cuidado e dedicação do tutor.
  • Bolas de pelos: os gatos são animais extremamente higiênicos e cuidadosos com seus excrementos. Costumam enterrar as fezes e a urina para evitar que predadores sintam seu cheiro, além de deixar o ambiente mais limpo. Além disso, costumam se limpar sozinhos, é o famoso “banho de língua”. No entanto, esse comportamento pode causar problemas ao bichano, que engolirá muitos pelos, podendo formar enovelados no estômago ou mesmo causar engasgos. Atualmente, existem no mercado pet rações com fórmulas especiais que ajudam na eliminação desses pelos ingeridos, o que pode ajudar muito o bichano. Apesar disso, nada substitui uma boa escovação diária.
  • Engasgar-se ao beber água ou comer: assim como as pessoas e outros animais, os gatos estão passíveis de engasgos ao se alimentarem. Geralmente, os gatos são animais muito seletivos com os alimentos, comem devagar e em pouca quantidade, pois seu estômago é pequeno. Mas, nada impede que em um momento de descuido, ele se engasgue. Nesses casos, basta deixar o animal tranquilo e retirar o alimento de sua boca, caso seja possível, permitindo que ele respire normalmente.
  • Objetos e fios: os gatos possuem uma atração diferenciada por fios e objetos lineares, como cordas, barbantes, lãs e linhas. Além disso, podem ingerir pedaços de plástico, brinquedos, como ratinhos e penas. Esses materiais podem ficar alojados na garganta, causando engasgo no gato. Caso seja possível, o objeto deverá ser retirado. Em casos de fios, o gato deverá ser levado ao veterinário, pois ele poderá se alojar também no intestino, sendo o quadro considerado uma emergência.

Sintomas de gato engasgado

O gato engasgado pode vocalizar com força, um miado mais grave, que geralmente assusta o tutor. Além disso, pode tossir até vomitar. Alguns gatos podem ficar sem ar, com a língua arroxeada, mas somente em casos muito graves.

Gato engasgado - Sintomas e o que fazer? - Sintomas de gato engasgado

Como desengasgar um gato

Caso o gato se engasgue, a primeira atitude que o tutor deverá tomar é deixar o gato livre para respirar. Se o objeto causador do engasgo estiver em uma posição fácil de ser retirado da boca do animal, pode-se tentar extraí-lo. Podem ser aplicados uns tapinhas leves nas costas do gato, para estimulá-lo a cuspir o objeto. Em caso de tosse, não será possível realizar qualquer manobra, devendo o gato ser tratado pelo veterinário, que solicitará exames para diagnosticar a causa e estabelecer o tratamento correto.

Este artigo é meramente informativo, no PeritoAnimal.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos veterinários nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Sugerimos-lhe que leve o seu animal de estimação ao veterinário no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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Bibliografia
  • Dedoni, A.G.B. et al. Asma Felina: Relato de Caso. Universidade São Judas Tadeu, São Paulo, 2023. Disponível em file:///C:/Users/carlamoreira/Downloads/Asma%20felina%20Tcc.%20FINALIZADO1.pdf. Acesso em 26/01/2023.
  • Ramos, B.C. Trabalho de conclusão do curso: Dermatite ulcerativa por herpesvírus felino tipo 1 em um gato doméstico. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade de Veterinária, 2017. Disponível em https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/210281/001000567.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em 26/01/2024.

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