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A eutanásia nos gatos

Por Liliana Ramos, Jornalista especializada em mundo animal. Atualizado: 17 dezembro 2017
A eutanásia nos gatos

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Decidir colocar fim à vida de um animal envolve muita responsabilidade e um planejamento prévio adequado. Não é o mesmo sacrificar um gato idoso que outro gato doente, uma vez que não podemos saber com exatidão o estado do nosso animal.

O preço, a possibilidade de o fazer em casa ou saber se o nosso amigo sofre dor são algumas das preguntas mais frequentes que lhe vamos responder neste artigo.

Descubra com a ajuda do PeritoAnimal alguns conselhos a ter em conta sobre a eutanásia em gatos, um momento muito complicado para qualquer proprietário que ame o seu pet.

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Quanto e porquê praticar eutanásia em um gato?

De forma geral, a eutanásia costuma ser recomendada pelo veterinário quando observa um estado muito grave e terminal do nosso gato combinado com dor e mal-estar. As doenças dos gatos são muito variadas e cada uma delas será um caso distinto. Deve entender estes processo como algo único e diferente de todos os outros.

Nós mesmos também podemos ter dúvidas se ao convivermos com um gato doente de câncer, por exemplo, e queremos oferecer-lhe um merecido descanso depois de uma longa luta de tratamentos e complicações. Não se culpe por pensar nisso, no entanto, deve ter bem claro que o seu gato não tem mais opções e que essa será a melhor solução para ele.

Pense bem antes de o levar a cabo, é uma decisão importante que deve ter clara antes de a tomar. Peça ajuda e o conselho de profissionais e dos seus familiares para se assegurar de que esta é a solução adequada para o seu gato.

A eutanásia nos gatos - Quanto e porquê praticar eutanásia em um gato?

A injeção é dolorosa?

Não se preocupe, se o fizer em um centro veterinário adequado esta injeção não vai magoar o seu gato, pelo contrário, a eutanásia significa na verdade "a boa morte", por ser um processo indolor e preferível diante de uma vida de sofrimento. Acompanhá-lo neste momento tão triste e íntimo é imprescindível.

A eutanásia nos gatos - A injeção é dolorosa?

E depois?

No veterinário irão explicar-lhe as opções que tem para se despedir do seu gato. Pode enterrá-lo ou cremar o seu pet para conservar as suas cinzas em uma emotiva urna que o lembre dele. Essa opção deve ser avaliada e tomada por si.

Sabemos que é uma experiência dura para si, por esse motivo se tem sentimentos contraditórios na etapa final não duvide em visitar os nossos artigo em que lhe explicamos como superar a morte do nosso animal de estimação e o que fazer se o seu pet morreu, guias com conselhos para este momento tão complicado.

A eutanásia nos gatos - E depois?

Este artigo é meramente informativo, no PeritoAnimal.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos veterinários nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Sugerimos-lhe que leve o seu animal de estimação ao veterinário no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

Se deseja ler mais artigos parecidos a A eutanásia nos gatos, recomendamos-lhe que entre na nossa seção de Outros problemas de saúde.

Conselhos
  • Em momento algum recomendamos que tente praticar a eutanásia em casa ou de uma forma caseira.
  • O procedimento da eutanásia deve ser levado a cabo por um profissional capacitado para tal, ou seja, por um veterinário.

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21 comentários
A sua avaliação:
Osman Alves
Passamos 4 anos morando em Roraima a serviço e voltamos para São Paulo há 7 meses.
Em nossa estadia lá achamos uma gatinha preta de menos de 2 semanas de vida na frente de um açougue comendo restos de comida, e meu filho a adotou.
Isso foi há 2 anos.
Ao chegarmos em São Paulo, passados alguns meses, do nada ela começou a ter dificuldades para respirar. Levamos em uma clínica, fizemos todos os exames e o resultado foi FELV e linfoma que pressionava o pulmãozinho dela.
Tivemos que fazer drenagem de líquidos do pulmão a cada 7 dias, mas na última drenagem ela não aguentava mais.
Não conseguia respirar direito, não se alimentava nem bebia.
Ontem, dia 6 de novembro de 2019, a levamos na clínica para ver se ela aguentaria a quimio, a resposta foi negativa e ali a médica nos aconselhou a sacrificá-la.
Chorávamos feito crianças. Ficamos com ela até ela fechar os olhinhos, abraçados.
Choramos na vinda pra casa, continuamos chorando.
Uma ferida aberta em nossas almas.
Ela era a princesa da casa toda.
Resolvi compartilhar isso aqui (nunca tinha comentado antes em nenhum fórum ou página de animais) para alertar que os donos de gatos vacinem os seus.
Infelizmente, não sabíamos da existência dessa doença desgraçada e veterinário dela em Boa Vista - RR nunca nos alertou para o fato.
Minha Amora se foi. Mas tudo o que ela fez aqui nessa Terra não vai desaparecer jamais.
Ela uniu ainda mais uma família, nos deu propósito na vida e nos alegrou, animou, nos fez rir, nos fez mais humanos e, por fim, nos fez chorar muito.
Vai em paz, minha pequena guerreira. Papai te ama.
Patricia
Jao, nosso gato siamês. Veio da rua entrou em casa e ganhou nossos corações. Entrava e saia qdo bem entendia, mas desde q chegou teve do bom e do melhor vacinas, boa ração, sachês...só não conseguíamos prende-lo em casa. Pegou esporotricose mas só conseguimos diagnosticar muito tempo depois, cd veterinário achava q era uma coisa. Enfim diagnosticado em 21.01.19 começamos com o itraconazol mas o Jão tem Aids e no começo respondeu ao tratamento mas depois desandou, perdeu os pelos do rosto, tem feridas enormes, 5 meses q fazemos o possível e impossível para ele melhorar, tem dias q ele fica animado come, dá umas voltas no gatil (sim, fizemos um para ele não sair mais) de uns 2 dias pra cá o Jao não sai mais da caixa, não come, nao bebe e está muito magro, quanta tristeza ver o nosso Jao depressivo, indo embora. Infelizmente a Fiv é cruel. Entregamos os pontos, amanhã com muita tristeza nos despediremos do Jao. Isso não é justo....animais não deveriam sofrer snif snif snif
Andréa
Adotei uma gatinha de rua e ao longo de 2 anos e meio ela foi sempre muito ativa e comia várias vezes ao longo do dia, até que de uma hora para outra ela parou de se alimentar. Eu oferecia petiscos e nada. Após 3 dias levei-a ao veterinário e após uma ultrassonografia e raio-x descobrimos um linfoma pulmonar imenso. Ela já respirava com dificuldades e era só o quarto dia... Não foi fácil. No dia em que ela tinha uma consulta com cardiologista para ver se aguentaria ser sedada para fazer uma tomografia, ela passou muito mal, não respirava. Fiquei a madrugada toda com ela deitada no meu peito, rezando para que o sofrimento dela passasse. Mandei mensagem desesperada para a veterinária com vídeo e tudo. No dia seguinte veio a confirmação de que qualquer tratamento somente iria prolongar o sofrimento dela e a decisão foi tomada. Não foi fácil, abriu um buraco imenso no meu peito, mas o conforto é saber que foi o melhor para ela.
Ariele
No dia 30 de março descobrimos que nosso gatinho Tadeu é Fiv e Felv + e por conta disso ele também estava com linfoma renal . O veterinário disse que não tinha oq fazer além de tratar os sintomas, oq a doença não tem cura e a quimioterapia não seria uma opção por conta da Fiv ( AIDS felina) e ele não resistiria a quimioterapia. Entramos com corticoide e outros medicamentos e ele deu uma melhorada, durante uma semana ele ficou bem, comendo bem, mais disposto... Mas depois quando paramos de dar o corticoide, pq já tínhamos dado durante 10 dias como o veterinário prescreveu, ele deu uma recaída , parou de comer, ficou bem pra baixo . Continuamos com as medições e o corticóide mas dessa vez não está tendo melhora. Já emagreceu um pouco mais e está com ascite... E gente não sabe exatamente se ele está sentindo dor , se não tá e a grande dúvida se optar pela eutanásia fica, vai que ele melhora um pouco, e se não for a hora de escolher isso . Só de pensar eu já caio aos prantos , mas eu sei que em algum momento teremos que fazer essa escolha difícil que ninguém gostaria de fazer 😣
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claudia guerr
Temos 10 gatos, todos adotados da rua. Um deles o Raj, foi diagnosticado com Felv e estamos tratando da melhor forma possível, mas, em 2 meses apenas que ficamos sabendo, ele está muito mal. Perdeu o olho esquerdo, está com o rim afetado e, apesar de toda a medicação, estamos decidindo se não é hora do Raj ir. É difícil, mas não é correto mantê-lo nas condições em que ele está agora. É muito triste ver o que essa doença maldita fez com ele em pouco tempo. Que Deus e São Francisco nos ilumine nessa decisão.
Samara
Estou em um momento difícil... Meu gatinho fez cirurgia, iniciou a quimio, porém não está reagindo bem... Há alguns dias não se alimenta, nem bebe... Estou o alimentando na siringa, e água... Ele não teve bons resultados nos últimos exames. Hoje não consigo perceber o olhar do meu Juca, tá distante e não me responde quando chamo... Ele está medicado, estamos fazendo de tudo e fizemos de tudo desde abril... Eu acreditava muito na melhora dele, sintia uma força danada... Mas se perdeu nesses últimos dias. Ele é muito importante está nas nossas vidas há quase 6 anos, meu pai o trouxe da rua em um dia de chuva... Meu pai se foi, há três anos, o Juquinha virou ainda mais importante... Mas eu sei que não posso e nem quero ser egoísta, estou tomando coragem... Obrigada pela postagem.
Maria Eduarda
olá, tenho uma gata, ela já teve uma ninhada com 3 filhotes, e depois de três meses que eles haviam nascido ela entro no cio novamente, nao conseguimos pega-la, e ela passou a noite toda em cima do telhado, no outro dia resolvemos dar a maldita da injeção(anti-cio) só que ela já tinha ficado prenha, hoje a barriga dela esta grande, porém os filhotes morreram dentro dela, pois a barriga não cresceu mais, e ela esta vomitando, não come, não bebe, só fica deitada perto da água, não temos como pagar veterinário para salva-la, e queremos acabar com o sofrimento dela, é de arrancar pedaços do coração vê-la assim.
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Alessandra
Precisei tomar essa difícil decisão. Foi bem difícil e ainda sinto uma mistura de dor, saudade, impotência. Lutamos por quase dois meses contra o linfoma pulmonar decorrente da FELV. Eu, meu marido e minha filha tentamos salvar a Pits mas não conseguimos - fomos vencidos pelo linfoma. Ela tinha menos de um ano e viveu muito intensamente todos os dias que esteve conosco. Ver minha filha abraçada no risco do que foi a Pit foi uma experiência bem dolorosa. Dor multiplicada por três. Nós vamos superar. Tenho certeza que ela foi para um lugar melhor e está respirando uma brisa fresca e correndo atras de algum bichinho.
Kátia GUDIM
Ontem perdi meu Snow. Ele era Albino e com olhos de 2 cores.
Lutamos por 2 meses.
O diagnóstico final foi Felv, pois o rim dele no final estava do tamanho do labrador.
Indicaram fazer o exame nos outros, pois todos os meus animais são de resgate de rua e bebem no mesmo bebedouro e usam a mesma caixa de areia.
Em q adiantaria isso, já q não tem cura.
Obs. Um dos gatos vai passear na rua.
Gustavo
Moro com minha esposa na Australia a 2 anos e meio... 2 anos aatras adotamos a gatinha mais linda do mundo de um abrigo... ela sempre foi saudavel, tem 3 anos apenas, mas a duas semanad ela parou de brincar e se cocava e lambia mto, estava ainda comendo normal e bebendo... ao levar no veterinario primeira impressao era alergia ou pulgas.. fizemos o tratamento e depois de uma semana ela nao melhorou em nada... levamos novamente e fizemos exame de sangue, o qual constatou anemia.. a Dra acahava quque era uma bacteria, entao pedimos o exame completo... infelzmente ontem ela nos ligou com o resultado positivo para Leucemia.. em apenas dois dias ela parou de comer e beber direito.. estamos dando em seringa agua, e alguns alimentos molhados na mao, porem em dois dias ela ja perdeu mto peso, e hoje nao tinha fforcas pra fazer nada, deitada com o olhr distante o dia todo... estamos sofrendo demais, pois sabemos quque em alguns dias teremos que sacrifica-la, com apenas 3 anos e todo nosso plano de vida de levar ela conosco pro brasil e viver a vida toda feliz ... essa doença infelizmente é cruel... tanto pra gatinha qto pros donos, que percebem o gato definhando a cada dia que passa... desculpem o desabafo, mas longe da familia e de amigos passar por isso tem sido extramamente depressivo
Mariana Castanheira (Editor/a de PeritoAnimal)
Oi Gustavo! Lamento muito aquilo que você está passando. Conheço de perto essa doença e sei aquilo que custa passar por isso. Infelizmente, o único que podemos fazer é enviar um grande abraço de força por parte de toda a equipe do PeritoAnimal e agradecer o facto de existirem tutores como você que não desistem e fazem tudo pelos filhinhos deles até ao último dos seus dias.

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