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7 erros mais comuns dos tutores de gatos

 
Por Mariana Castanheira, Médica Veterinária. Atualizado: 31 outubro 2018
7 erros mais comuns dos tutores de gatos

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Você decidiu adotar um gato em sua casa? Parabéns! Para além de serem animais muito carinhosos e divertidos, que vão tornar a sua vida bem mais feliz, os gatos são animais muito limpos, não é preciso passear e adaptam-se muito bem à vida dentro de casa.

Embora os gatos sejam animais relativamente fáceis de manter e cuidar, é importante conhecer alguns dos erros típicos ao cuidar de um felino, para evitar comportamentos indesejados. O PeritoAnimal vai explicar para você quais são os 7 erros mais comuns dos tutores de gatos.

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1. Pensar que o gato é igual ao cachorro

Ao contrário dos cachorros, os gatos em estado selvagem são caçadores solitários e, embora possam formar grupos sociais com uma hierarquia definida, de forma geral eles são mais independentes do que os cachorros.

Por essa razão, embora existam gatos ainda mais carinhosos do que alguns cachorros, se você está buscando um pet extremamente fiel e que mostre um carinho e obediência incondicionais, o gato não é a escolha certa. É preferível adotar um cachorro, para evitar decepções e frustrações.

Por outro lado, quando um gato procura a companhia e o carinho do tutor, significa que ele realmente deseja essa atenção e se sente confortável com ele. Esta característica é algo que os tutores de gatos apreciam muito.

7 erros mais comuns dos tutores de gatos - 1. Pensar que o gato é igual ao cachorro

2. Descuidar a educação do gato

Os gatos são mais difíceis de adestrar que os cachorros. Criar um vínculo com o animal é fundamental e para isso é importante que o gato veja o tutor como algo positivo e que associe a sua presença a um estado agradável.

Em muitos casos, aproveitando o sentido de hierarquia que têm os cães, para ter um cachorro educado e equilibrado basta dar ordens justas, coerentes e simples. Por outro lado, os gatos precisam de "ser conquistados".

Brincar regularmente com ele, corrigir no preciso instante em que faz algo de errado com ordens claras e sem recorrer à violência, é essencial! Os gatos também respondem bem ao adestramento positivo, embora não seja tão fácil como no caso dos cachorros.

7 erros mais comuns dos tutores de gatos - 2. Descuidar a educação do gato

3. Adotar um gato demasiado jovem

Um dos erros mais comuns é adotar um gato demasiado cedo. Por vezes, são adotados logo após o nascimento, quando o ideal seria apenas depois do desmame, que deve ocorrer de forma natural (nunca antes de um mês de vida).

Mesmo tendo todos os cuidados necessários e proporcionando uma alimentação adequada (existe leite específico para alimentar filhotes de gato) é sempre mais beneficioso para a saúde do animal estar com a progenitora durante todo o período de amamentação. Para além de ser melhor em questões nutricionais, é com a mãe e os irmãos que o gato aprende todos os comportamentos típicos da espécie.

Por outro lado, não nos podemos esquecer da importância do período de socialização destes animais, que ocorre entre as 2 e as 7 semanas de vida[1][2]. Por esse motivo, é importante que nesse período sejam apresentados estímulos com os quais o gato irá conviver durante toda a vida dele para que mais tarde ele não os reconheça como novos e algo perigoso.

Por ainda não ter terminado o período de vacinação, não significa que se vá converter num "gato bolha", isolado do mundo e que você não possa convidar pessoas ou outros animais para irem a sua casa.

Caso venham outros animais a sua casa enquanto o seu gato é filhote, o importante é você se assegurar que eles não são agressivos, não estão doentes e estão corretamente vacinados e desparasitados.

7 erros mais comuns dos tutores de gatos - 3. Adotar um gato demasiado jovem

4. Não vacinar nem desparasitar o gato

Outro erro bastante comum na hora de cuidar de um gato é não prestar os devidos cuidados veterinários que ele necessita, por pensar que uma vez que não sai de casa e come apenas ração especializada, não pode contrair doenças nem ter parasitas.

Embora seja certo que ao não ter acesso ao exterior é mais difícil sofrer de doenças transmissíveis, também não é impossível! Por esse motivo, é necessário prevenir!

Obviamente que os riscos de um gato que vive em casa não são os mesmos que para um gato que tem acesso ao exterior e por essa razão existem protocolos vacinais específicos para cada uma das situações. Por isso, é muito importante que consulte um médico veterinário que defina um programa de vacinação de acordo com as características e estilo de vida do animal.

Relativamente à desparasitação externa (acima de tudo contra pulgas e carraças) e a desparasitação interna (para os parasitas intestinais), convém desparasitar internamente a cada 3 meses e aplicar mensalmente um produto repelente de pulgas e carraças, principalmente nos meses de verão. Descubra mais sobre a desparasitação em gatos no nosso artigo sobre essa matéria.

7 erros mais comuns dos tutores de gatos - 4. Não vacinar nem desparasitar o gato

5. Não ponderar a possibilidade de esterilizar o gato ou gata

A época de reprodução destes animais pode trazer alguns comportamentos incômodos para os tutores, para além de algum perigos para a saúde dos pequenos. Esta época ocorre na primavera-verão, quando as gatas (animais poliéstricos estacionais) têm cios de aproximadamente uma semana de duração, com intervalo de uma a duas semanas.

Neste período, muitos machos tentem a escapar caso se apercebam que existe por perto uma gata com o cio e pode se mostrar agressivos com outros machos, o que pode dar origem a lutas que podem ter graves consequências. Regra geral, a castração diminui este comportamento e os riscos a ele associados.

As gatas que têm acesso ao exterior devem ser esterilizadas. Caso contrário, é muito provável que em pouco tempo tenha descendência tão numerosa quanto indesejada.

Para além disso, a esterilização pode prevenir doenças (como tumores do útero ou dos ovários, por exemplo) e ajuda a evitar problemas de comportamento como marcação do território com urina.

7 erros mais comuns dos tutores de gatos - 5. Não ponderar a possibilidade de esterilizar o gato ou gata

6. Não evitar a ingestão de pelo nos gatos com este problema

Geralmente, não são cometidos muitos erros no que diz respeito à alimentação do gato, mas um dos erros é não utilizar um produto específico evitar a formação de bolas de pelo no estômago dos gatos.

Como explicamos no nosso artigo sobre as bolas de pelo em gatos, os felinos são animais muito limpos e podem ingerir grandes quantidades de pelo que em certos casos pode originar a formação de bolas de pelo causando vômitos e diarreia.

Felizmente, existem produtos disponíveis nos centros veterinários e em lojas especializadas, a maioria deles à base de malte, que são muito úteis para prevenir este problema. Inclusive, já existem rações específicas para prevenir os problemas causados pelas bolas de pelo e são frequentemente recomendados por veterinários para gatos com este problema.

7 erros mais comuns dos tutores de gatos - 6. Não evitar a ingestão de pelo nos gatos com este problema

7. O excesso de peso em gatos castrados

Outro grande erro de alguns tutores de gatos é não controlarem o peso deles, sobretudo em animais esterilizados. Os animais castrados têm tendência para ganhar peso por questões hormonais pelo que se recomenda a ingestão de ração ou dieta adequada a gatos castrados.

De qualquer modo, mesmo que você utilize uma ração "light", tem de seguir as quantidades recomendadas pelo fabricante. Mesmo sendo uma ração com menos calorias, se o gato continua comendo uma quantidade descontrolada de alimento, vai continuar a engordar.

Se você gostaria de saber mais sobre o excesso de peso em gatos, recomendamos que leia o nosso artigo sobre a obesidade em gatos.

7 erros mais comuns dos tutores de gatos - 7. O excesso de peso em gatos castrados

Se deseja ler mais artigos parecidos a 7 erros mais comuns dos tutores de gatos, recomendamos-lhe que entre na nossa seção de Cuidados básicos.

Referências
  1. Horwitz D., Mills D. (2012) BSAVA Manual of Canine and Feline Behavioural Medicine. 2ª Ed.
  2. Houpt A. (2011) Domestic Animal Behavior for Veterinarians & Animal Scientists. 5th ed. Wiley-Blackwell.

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