Prevenção

Doenças mais comuns do Gato Persa

Vanessa Lopes
Por Vanessa Lopes, Redatora do PeritoAnimal. Atualizado: 7 maio 2026
Doenças mais comuns do Gato Persa
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O gato persa é uma das raças mais antigas e desejadas que se conhecem. Devido à sua peculiar constituição física, o gato persa sofre de alguns problemas recorrentes, dos quais vamos informá-lo neste artigo. Com isto, não queremos dizer que os gatos persas sejam doentes, pois, se lhe forem proporcionadas todas as necessidades que a sua morfologia exige, eles não costumam ter problemas significativos.

Neste artigo do PeritoAnimal, vamos mostrar as doenças mais comuns do Gato Persa, para que você possa aprender a preveni-las.

Tome nota de todas e não se esqueça de fazer consultas regulares ao veterinário para garantir que a saúde do seu gato se encontra em perfeito estado.

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Índice
  1. Tricobezoar
  2. Rim policístico
  3. Problemas respiratórios
  4. Problemas cardíacos
  5. Problemas oculares
  6. Problemas comuns

Tricobezoar

Os gatos persas possuem a pelagem mais comprida e densa entre as raças felinas. Por consequência, são mais propensos a sofrer de tricobezoar do que outros felinos de pelo mais curto.

Os tricobezoares são bolas de pelo que se formam no estômago e no trato digestivo do gato. Normalmente, os gatos regurgitam essas bolas de pelo, mas, por vezes, elas se acumulam no estômago. Quando isso acontece, os gatos podem passar muito mal, podendo ter inclusive consequências graves para a saúde do felino. O veterinário deve intervir o quanto antes para resolver o problema.

Para prevenir os tricobezoares, é fundamental escovar o gato persa diariamente, eliminando assim o pelo morto. Além disso, deve-se administrar malte para gatos ou óleo de parafina farmacêutica para ajudar na evacuação dos tricobezoares. Outra prática recomendada é oferecer uma dieta rica em fibras, que pode auxiliar na passagem natural dos pelos através do trato digestivo.

Doenças mais comuns do Gato Persa - Tricobezoar

Rim policístico

Os gatos persas são uma raça propensa a sofrer desta doença, que consiste no desenvolvimento de cistos na zona renal. Se não forem tratados, esses cistos podem crescer e se multiplicar. Estima-se que cerca de 38% dos gatos persas sofrem desta doença hereditária.

Por este motivo, os gatos persas devem fazer ecografias anuais a partir dos 12 primeiros meses de vida. Se forem detectados cistos renais, o veterinário indicará o tratamento adequado.

No caso de não haver monitoramento, é comum que os gatos persas afetados colapsem repentinamente aos 7-8 anos de idade, morrendo como consequência dos problemas renais. Além das ecografias, uma alimentação equilibrada e a ingestão adequada de líquidos podem desempenhar um papel crucial na prevenção e gerenciamento da doença renal policística.

Doenças mais comuns do Gato Persa - Rim policístico

Problemas respiratórios

Se observar a face do gato persa, uma das características que chamam imediatamente a atenção são os seus grandes e achatados olhos. Ambas as características às vezes causam efeitos colaterais para a saúde do felino.

O fato de ter o focinho tão pouco pronunciado faz com que sua passagem nasal seja muito curta e seja mais sensível ao frio, calor, umidade ou ambiente seco. Isso afeta a eficiência de sua respiração. Por esse motivo, os gatos persas não são tão ativos quanto outras raças, cuja respiração é mais eficiente e lhes permite oxigenar melhor o sangue. Para minimizar os problemas respiratórios, é importante manter o ambiente do gato livre de poeira e fumaça e garantir que ele tenha um local tranquilo e confortável para descansar.

Doenças mais comuns do Gato Persa - Problemas respiratórios

Problemas cardíacos

Uma consequência da falta de respiração correta é que, mais tarde ou mais cedo, essa circunstância pode resultar em problemas cardíacos. Os gatos persas obesos têm mais chances de sofrer dessas doenças mencionadas.

Uma curiosidade comprovada é que uma percentagem inferior a 10% dos gatos persas sofre de cardiomiopatia hipertrófica. Nesta anomalia, a câmara esquerda do músculo cardíaco se desenvolve mais, o que pode provocar a morte súbita do gato. Curiosamente, essa doença afeta predominantemente os gatos machos, enquanto as fêmeas são muito menos afetadas. Além do monitoramento regular da saúde do coração, manter o peso ideal e fornecer uma dieta rica em nutrientes pode ajudar a evitar a sobrecarga cardíaca.

Doenças mais comuns do Gato Persa - Problemas cardíacos

Problemas oculares

A especial forma dos olhos do gato persa também pode provocar problemas. A seguir, explicamos os mais importantes:

  • Anquilobléfaro congênita. Esta anomalia hereditária costuma ocorrer no gato persa azul e consiste na união, através de uma membrana, entre a pálpebra superior e inferior.
  • Epífora congênita. Consiste em um lacrimejamento excessivo do conduto lacrimal, o que leva à oxidação do pelo da região ocular e à infecção por bactérias ou fungos na área afetada. Existem medicamentos específicos para diminuir essa anomalia, sendo que é uma doença hereditária.
  • Entrópio. É quando os cílios do felino roçam e irritam a córnea devido à inversão da margem da pálpebra. Provoca um lacrimejamento excessivo, fazendo com que o gato mantenha os olhos entreabertos e desenvolva uma vascularização corneal que causa ulcerações. Deve ser tratado cirurgicamente.
  • Glaucoma primário. Consiste em uma pressão sanguínea excessiva no olho, cujo efeito se traduz em opacidade e perda de visão. Deve ser tratado com cirurgia. Além dos tratamentos recomendados pelo veterinário, manter uma boa higiene ocular e fazer revisões periódicas podem ajudar a identificar problemas precocemente.
Doenças mais comuns do Gato Persa - Problemas oculares

Problemas comuns

Existem alguns problemas comuns entre os gatos persas, que é conveniente conhecer.

  • Albinismo oculocutâneo. Trata-se de uma característica autossômica recessiva que provoca uma espécie leve de albinismo, resultando em um pelo mais claro que o normal. Os efeitos mais evidentes dessa anomalia são a fotofobia e uma maior sensibilidade a infecções. O veterinário deve tratar os sintomas.
  • Dermatite das dobras cutâneas. Refere-se à irritação das dobras faciais do gato, como consequência do lacrimejamento excessivo. Manter a área limpa e seca pode ajudar a prevenir irritações.
  • Seborreia oleosa. Os sintomas que o veterinário deve tratar consistem em uma pele escamosa e oleosa. Banhos regulares com shampoos específicos podem ajudar a controlar essa condição.
  • Luxação da patela. Provoca manqueira e impede o gato de saltar sem hesitação. A fisioterapia pode ser uma opção de tratamento complementar.
  • Displasia de quadril. É quando a articulação entre a cabeça do fêmur e o quadril falha, causando manqueira, impedindo o gato de saltar e provocando dor ao se movimentar. Tratamentos fisioterapêuticos e cirúrgicos podem ser considerados.
  • Cálculos renais. Pedras no rim que devem ser eliminadas com cirurgia. 80% dos gatos persas obesos sofrem desta doença. Além da cirurgia, a dieta e a hidratação são fundamentais na prevenção de novos cálculos.

Você adotou recentemente um gato desta raça? Veja o nosso artigo de nomes para gatos persa.

Este artigo é meramente informativo, no PeritoAnimal.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos veterinários nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Sugerimos-lhe que leve o seu animal de estimação ao veterinário no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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1 comentário
irene oliveira
tenho um gatinho persa com um ano... vomita varias vezes depois de comer a raçao..nao sei que lhe fazer ..pode.me ajudar por favor?
Administrador PeritoAnimal
Oi Irene! Este artigo pode te ajudar:
https://www.peritoanimal.com.br/gato-vomita-depois-de-comer-o-que-pode-ser-22448.html

No entanto, recomendamos que você consulte um veterinário de confiança para que ele possa fazer um diagnóstico profissional e recomendar o melhor tratamento para o seu gatinho.
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