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Calicivirose felina - Sintomas e tratamento

Por Aline Nunes. Atualizado: 2 outubro 2018
Calicivirose felina - Sintomas e tratamento

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No PeritoAnimal queremos o melhor para o seu bichinho de estimação, é por isso que tentamos abordar todas as doenças, condições e comportamentos que podem se apresentar ao seu amigo peludo.

Nesta ocasião, vamos falar sobre o calicivírus felino, sintomas e tratamento, porque esta doença é extremamente comum entre os gatos e pode ser perigosa para o seu gato se não for detectada a tempo.

Lembre-se sempre de não automedicar o seu animal de estimação, ir à consulta com o seu veterinário em caso de qualquer sintoma ou comportamento incomum e dar ao seu amiguinho todo o amor, cuidado e alimentação que ele precisa para ser um animal forte, saudável e feliz.

O que é o calicivírus felino?

É uma doença altamente infecciosa que geralmente afeta grandes colônias de felinos, devido à facilidade com que o vírus é transmitido. No entanto, também pode aparecer entre gatos domésticos.

O calicivírus (FCV) é um tipo de gripe felina. Ela se manifesta como uma doença respiratória aguda que afeta os tratos superiores do felino e pode causar sinusite e rinite. O vírus pertence à família Caliciviridae, do gênero Vesivirus.

Mesmo quando eles parecem ter sido curados, os gatos que foram afetados podem se tornar portadores saudáveis, é onde reside o alto nível de transmissão desta doença.

Calicivirose felina - Sintomas e tratamento - O que é o calicivírus felino?

Por que o calicivírus felino é perigoso?

O calicivírus felino é um vírus cuja cepa infecciosa muda facilmente, ou seja, una mesma cepa vai se adaptando e mudando de acordo com o ambiente em que se encontra e as exigências que este apresente, de modo que o vírus desenvolva pequenas variações.

Essas variações levaram à existência de um grande número de cepas dessa doença, o que dificulta a identificação e a prevenção precisa.

Além disso, até mesmo os gatos vacinados contra o vírus podem contraí-lo, justamente por causa dessa capacidade de mutabilidade. Evidentemente, vaciná-los reduz consideravelmente as chances, por isso, é considerado obrigatório fazê-lo.

É muito frequente a sua aparição em colônias selvagens de gatos ou em abrigos, pois, se estende com muita facilidade. No entanto, se o seu gato doméstico tiver acesso ao exterior, também pode se infectar e a outros felinos da casa, se houver.

Além disso, por vezes, o seu gato pode obter este vírus cronicamente, ou mesmo tornar-se portador, o que significa que ele não irá apresentar quaisquer sintomas ou desconforto, mas, pode transmitir a doença a outros gatos.

Calicivirose felina - como se transmite?

A principal via de contágio é através do contato direto com felinos infectados ou portadores, pois, é transportado na saliva e nas fezes, ainda que em proporções menores.

O meio mais comum de contágio ocorre através dos objetos ou espaços utilizados, ou frequentados por um gato infectado e que envolvem contato com fluidos do animal, como comedores, brinquedos e leitos sanitários, pois, as bactérias podem sobreviver nestas áreas até um período de 28 dias.

Eles são mais propensos a contrair o vírus dos filhotes de pouca idade, animais de rua, gatos idosos e felinos imunodeprimidos. No entanto, qualquer gato pode estar infectado com o vírus, por isso, é importante estar em dia com as vacinas e os cuidados necessários para prevenir o contágio.

É importante observar que este vírus não se transmite para os humanos ou cães.

Calicivirose felina - Sintomas e tratamento - Calicivirose felina - como se transmite?

Sintomas do calicivírus felino

O calicivírus felino é uma doença respiratória, já que o vírus entra no animal pela boca ou nariz, alojando-se no tecido linfoide que corresponde à orofaringe, afetando os pulmões. Seus sintomas são:

  • Resfriados
  • Espirros
  • Mucosidade
  • Conjuntivite
  • Úlceras no palato
  • Úlceras na mucosa oral
  • Úlceras no nariz
  • Depressão

A doença pode ser agravada causando pneumonia e artrite, embora, se de apenas em casos raros. Algumas cepas causam febre e claudicação.

Os sintomas geralmente aparecem de 2 a 10 dias após serem contagiados. A dor das úlceras na boca faz com que o gato pare de comer. A conjuntivite também pode trazer úlceras na córnea, devido aos esforços que o animal faz para se coçar.

O ciclo do vírus dura cerca de quatro semanas e a maioria dos gatos se recupera, embora existam casos crônicos e portadores saudáveis. Cerca de 80% dos gatos deixam de infectar o vírus 75 dias após curados, mas, os outros 20% se tornam portadores saudáveis ​​por anos, ou mesmo pelo resto de suas vidas.

Nos últimos anos, foi descoberta uma cepa mais virulenta e perigosa desse vírus, chamada calicivírus virulento sistêmico felino (VS-FCV), cujos sintomas adicionais aos já mencionados, são:

  • Icterícia (pele amarela)
  • Inchaço da face e extremidades
  • Úlceras nas almofadas das patas, nariz, boca e orelhas
  • Perda de pelo
  • Gengivite
  • Estomatite

Se não for atendido a tempo e de maneira apropriada, o vírus pode causar a morte.

Qual é o diagnóstico?

Os sintomas ajudam a saber com rapidez se estamos lidando com um caso de calicivírus felino, especialmente quando as úlceras aparecem na boca do animal. No entanto, testes laboratoriais são realizados com culturas de tecido da mucosa orofaríngea.

Calicivirose felina - Sintomas e tratamento - Qual é o diagnóstico?

Tratamento do calicivírus felino

Uma vez confirmada a presença do vírus e a cepa identificada, o tratamento sera prescrito. Não é um fármaco que aniquila o vírus, porém, são receitados remédios que fornecem suporte para o animal na duração do seu ciclo da doença, permitindo aliviar os sintomas e impedir que eles se agravem.

Os antibióticos são prescritos para possíveis infecções, além de medicamentos que ajudam o gato a respirar melhor e analgésicos para controlar a dor. Além disso, são administrados antivirais para controlar os efeitos da infecção.

A hidratação é extremamente importante, portanto, em princípio, um tratamento de fluidoterapia será prescrito de acordo com os critérios do médico.

Se o gato se recusar a comer por causa da dor, recomendamos oferecer alimentos macios e perfumados. Se isso falhar, você deve recorrer à alimentação assistida em forma líquida, através de uma seringa, sempre tomando cuidado para não machucar o animal ou causar estresse desnecessário.

Antes da secreção mucosa e das lágrimas, é necessário auxiliar o gato com limpezas constantes feitas com uma peça de algodão úmida, para evitar o desconforto do gato e prevenir possíveis complicações devidas às bactérias.

O felino deve ser mantido em um ambiente confortável, quente e sem correntes de ar, para contribuir com a sua recuperação rápida. Além disso, é essencial que o animal permaneça isolado de outros gatos do seu convívio e evite incursões ao exterior.

Consulte o seu veterinário sobre a possibilidade de realizar testes para descartar doenças como a leucemia e a imunodeficiência felina, já que os gatos que sofrem este tipo de infecção são susceptíveis a desenvolver outras doenças com mais facilidade.

Calicivirose felina - prevenção

Em animais domésticos, recomendamos seguir o calendário de vacinação para os gatinhos, desde indicado pelo veterinário, repetindo os reforços todos os anos. Embora isso não impeça cem por cento o contágio do vírus, ele estará mais protegido que os outros animais.

Se você resgatou um felino perdido, ele deve permanecer isolado dos seus outros animais até que realize os testes laboratoriais necessários para descartar esta e outras doenças.

Quando se trata de um refúgio, a vacinação também é essencial. Os gatos cuja infecção por calicivírus felino foi confirmada devem ser separados dos demais para evitar uma epidemia. Cada um deve ter o seu comedor individual e a sua própria caixa de areia. Periodicamente é necessário desinfetar os objetos que ele usa com produtos que eliminam o vírus e não sejam prejudiciais para o felino.

Os responsáveis ​​pelo refúgio devem cuidar dos últimos animais doentes, após atender a todos os outros. Devem lavar os rostos e os braços e trocar de roupa quando termine de manipular os portadores do vírus.

A área onde os animais com calicivírus serão isolados deve ter ventilação adequada, baixa umidade e temperatura fria. Os espaços serão limpos com frequência.

O mais importante para a prevenção desta doença, além de manter um regime de vacinação, é conservar uma higiene rigorosa que impeça a sua disseminação.

Calicivirose felina - Sintomas e tratamento - Calicivirose felina - prevenção

Este artigo é meramente informativo, no PeritoAnimal.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos veterinários nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Sugerimos-lhe que leve o seu animal de estimação ao veterinário no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

Se deseja ler mais artigos parecidos a Calicivirose felina - Sintomas e tratamento, recomendamos-lhe que entre na nossa seção de Doenças virais.

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2 comentários
Jessica
Meu gato não está comendo
Não reaje a nada nem quando eu brinco com ele
O que será que ele tem ?
Eu queria levar no veterinário mas não tenho como levar não estou trabalhando
Luísa Savala (Editor/a de PeritoAnimal)
Oi Jessica! Esse artigo pode te ajudar a entender porque o seu gato não quer comer: https://www.peritoanimal.com.br/por-que-o-meu-gato-nao-quer-comer-21447.html
No entanto, o mais indicado é buscar ajuda de um médico veterinário de confiança!
A sua avaliação:
Giovanni
Vocês precisam decidir se é bactéria ou vírus: "... brinquedos e leitos sanitários, pois, as bactérias podem sobreviver nestas áreas até um período de 28 dias.

Eles são mais propensos a contrair o vírus dos filhotes de pouca idade, animais de rua, gatos idosos e felinos imunodeprimidos. No entanto, qualquer gato pode estar infectado com o vírus, ..."
Me ajuda aí, né ...???...
Mariana Castanheira (Editor/a de PeritoAnimal)
Oi Giovanni! Como referimos no artigo, estamos a falar de um vírus. Como um dos sintomas mais comuns são as secreções, é importante limpar regularmente já que um ambiente úmido é perfeito para o crescimento de bactérias e a presença de mais bactérias agrava a situação e complica o tratamento. Existem muitas bactérias oportunistas, que aproveitam o estado debilitado e imunodeprimido de um animal portador de um vírus.

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