Cachorros com espasmos: o que pode ser
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Muitas vezes, os cães apresentam espasmos musculares involuntários enquanto dormem, mas ver um peludo ter espasmos estando completamente acordado e ativo chama a atenção e preocupa bastante os tutores. Os espasmos musculares podem ter diversas causas, desde um simples esforço excessivo pontual e passageiro até uma alteração neurológica mais grave.
Se você observou que o seu peludo apresenta espasmos recorrentes ao longo do dia, é importante procurar um veterinário para que ele possa avaliar o animal e determinar a origem dos sintomas. No entanto, de forma informativa, neste artigo do PeritoAnimal explicamos quais são as causas mais frequentes dos espasmos e o que convém fazer em cada caso. Vamos lá!
O que pode ser quando o cachorro tem espasmos?
Os espasmos são contrações musculares involuntárias que podem afetar apenas uma região específica ou ser generalizadas, ocorrendo de forma simultânea em um grande número de músculos ao mesmo tempo. Normalmente, não duram mais do que alguns segundos ou minutos e não devem ser confundidos com ataques epilépticos ou semelhantes. Uma crise pode envolver espasmos, mas também está associada a outros sintomas e apresenta uma patogênese muito mais complexa.
Espasmos em cães por estresse, medo ou ansiedade
Uma das situações mais frequentes pelas quais o seu cachorro pode apresentar espasmos musculares é o fato de estar assustado ou vivendo uma situação muito estressante que lhe provoca ansiedade. Nesse caso, os espasmos costumam estar associados a tremores intensos e prolongados, principalmente nas extremidades, e o cão apresentará outros sintomas, como inquietação, movimentos repetitivos, ofegância ou choros.
Espasmos relacionados ao frio ou ao esforço físico
Quando a temperatura está muito baixa, cães com pouca cobertura de gordura, de pelo muito curto, filhotes ou cães idosos podem apresentar espasmos musculares relacionados ao frio. Da mesma forma, se o animal realizou um exercício mais intenso do que o habitual ou que não estava adequado às suas capacidades ou condição física, pode apresentar, nos minutos ou até horas seguintes, espasmos musculares isolados e dolorosos, principalmente nas extremidades ou no dorso.
Espasmos em cães por problemas neurológicos
Naturalmente, uma patologia de origem neurológica pode provocar espasmos como consequência de uma alteração na inervação dos músculos ou na sinapse dos neurônios. Se essa lesão ou doença se cronificar ou piorar com o tempo, pode acabar provocando inclusive convulsões e sintomas graves, como ataxia, desorientação, alterações do equilíbrio, entre outros.
Espasmos causados por intoxicações ou medicamentos
Uma reação de hipersensibilidade a um medicamento ou uma intoxicação por alimentos, venenos, produtos de limpeza ou substâncias semelhantes são causas que podem facilmente desencadear espasmos e convulsões no animal. No entanto, o mais comum nesses casos é que o cão comece apresentando sintomas digestivos (como vômitos e diarreia), febre, ataxia, hipersalivação, dor e rigidez, antes de desenvolver alterações musculares ou neurológicas.
O que fazer se o cachorro tem espamos acordado?
A forma mais adequada de agir vai depender do motivo pelo qual o seu peludo está apresentando espasmos, mas, em qualquer caso, é imprescindível manter a calma e agir de maneira segura e tranquila.
Se o animal estiver em um contexto que lhe provoque medo ou ansiedade, o problema pode ser resolvido ajudando-o a lidar com essas emoções negativas. Para isso, se possível, retire o seu cachorro dessa situação e leve-o para um local onde ele possa relaxar. Caso isso não seja uma opção, fique ao lado dele, tente acalmá-lo com a sua voz e ofereça atividades, como mastigar um petisco, para que ele concentre a atenção em outra coisa.
Caso o seu cachorro passe muito frio no inverno, recomendamos o uso de roupas e mantas para cães, além de adaptar os passeios, evitando sair nos momentos mais frios do dia, como à noite. Da mesma forma, se vocês forem ao campo para praticar atividade física, certifique-se de que o seu cachorro está preparado para o exercício proposto. Cães idosos, filhotes ou doentes não devem realizar trajetos excessivamente exigentes.
Se, por outro lado, você suspeitar que o seu cachorro possa ter ingerido algo perigoso ou se ele apresenta espasmos de forma recorrente e não é possível associá-los a nenhuma das causas anteriores, deve-se procurar um veterinário para que o animal seja avaliado, receba um diagnóstico e seja indicado o tratamento adequado. Isso é especialmente importante agir com rapidez caso o seu peludo esteja intoxicado ou sofrendo convulsões.
O que não fazer quando um cachorro tem espasmos?
O fato de o seu cachorro começar a ter espasmos involuntários pode assustar bastante, mas é muito importante não gritar nem manipular o animal de forma brusca. Se o cão se assustar ou ficar nervoso, os espasmos podem piorar, pois é fundamental que ele permaneça calmo para conseguir superar a crise muscular.
Mesmo que você suspeite do que possa estar acontecendo com o seu cachorro, jamais tente medicá-lo por conta própria e não lhe dê nada que não tenha sido previamente autorizado por um veterinário. A administração de medicamentos sem supervisão profissional representa um risco enorme para o animal e, além disso, pode dificultar um diagnóstico e tratamento posteriores.
Não ignore os espasmos do seu cachorro, mesmo que, em alguns casos, eles possam estar relacionados a situações pontuais e não patológicas (como um dia muito frio ou um episódio isolado de estresse devido a uma tempestade). Se o seu peludo apresenta espasmos com frequência, é importante que um veterinário o examine, pois pode existir um problema subjacente mais grave, como uma alteração neurológica.
Este artigo é meramente informativo, no PeritoAnimal.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos veterinários nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Sugerimos-lhe que leve o seu animal de estimação ao veterinário no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.
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