Epilepsia em cachorros pode matar?
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Sem dúvida, presenciar uma crise epiléptica no seu cachorro é uma das experiências mais desagradáveis que qualquer tutor pode viver, mas é essencial ter noções básicas sobre como agir caso isso aconteça, para assim conseguir ajudar o animal o mais rápido possível.
Infelizmente, os cães também sofrem de patologias neurológicas, como a epilepsia, embora também possam apresentar crises convulsivas por outras causas, como uma intoxicação aguda ou um traumatismo grave. Se o seu peludo já teve alguma crise ou foi diagnosticado com epilepsia, é normal que você se pergunte se o animal pode chegar a morrer nessa situação. Para esclarecer essa dúvida, neste artigo do PeritoAnimal explicamos se eplepsia em cachorro pode matar e explicamos como você deve agir caso isso aconteça. Continue lendo!
O que acontece quando um cachorro sofre um ataque epiléptico
Na maioria dos casos, uma crise epiléptica isolada não é fatal para o cachorro. As convulsões costumam durar de alguns segundos a poucos minutos, período em que o animal apresenta uma série de contrações musculares involuntárias. Quando elas cessam, o mais comum é que o cão se recupere gradualmente e volte ao normal após alguns minutos.
No entanto, existem algumas exceções em que uma crise epiléptica pode ser muito perigosa e até fatal para o cão. Há um risco real quando as crises ocorrem de forma muito frequente, sem dar tempo para que o cachorro se recupere completamente entre um episódio e outro. Além disso, se a crise durar muito tempo (mais de quatro ou cinco minutos), as chances de o animal morrer ou ficar com sequelas graves também aumentam.
Claro, também existe o risco de o animal se ferir ou até morrer se, durante uma crise convulsiva, se bater contra algum objeto cortante ou cair de uma certa altura. Nesse sentido, é muito importante manter o cachorro em um ambiente seguro e vigiá-lo atentamente para evitar danos físicos enquanto a crise durar.
O que fazer quando o cachorro tem um ataque epiléptico?
Se o seu cachorro estiver sofrendo uma crise epiléptica, o mais importante de tudo, ainda que seja difícil, é manter a calma e não gritar nem manipular o animal. Um tutor que consegue manter a serenidade pode pensar com mais clareza e agir de maneira mais rápida e eficaz para ajudar o peludo.
Você deve garantir um ambiente seguro para o cachorro, a fim de prevenir pancadas e lesões. Para isso, afaste todos os móveis e objetos cortantes ou pontiagudos do animal e, se possível, coloque um tapete, manta, colchão ou almofada sob o cachorro ou ao seu redor, para evitar que ele bata a cabeça no chão. Claro, se a crise estiver ocorrendo em uma superfície elevada, como um sofá ou uma cama, impeça que ele caia ou desça-o para o chão com cuidado.
Se puder, grave o episódio com o celular e cronometre sua duração. Essa informação é muito importante para um bom diagnóstico veterinário.
Após o término da crise, o cachorro pode se mostrar confuso, desorientado e nervoso, e é provável que tenha dificuldade para caminhar ou emita gemidos. Tente acalmá-lo com uma voz suave, mantenha uma iluminação baixa e deixe que descanse e se recupere em um ambiente silencioso e aquecido. Deixe sempre água à disposição e evite manipulá-lo em excesso.
Quando levar um cachorro com epilepsia ao veterinário?
É importante levar o cachorro ao veterinário se for a primeira vez que ele tem uma crise epiléptica. Caso o cão apresente crises frequentes, intensas e prolongadas, é necessário procurar atendimento de urgência. Essa situação é conhecida como “estado epiléptico” e representa um risco real para o animal, que, se não for atendido o mais rápido possível, pode ficar com sequelas permanentes ou até morrer.
Caso o seu peludo já tenha diagnóstico de epilepsia, esteja em tratamento e a doença esteja controlada, uma convulsão isolada geralmente não é tão grave, mas, ainda assim, você deve informar o veterinário sobre o ocorrido.
O que não fazer se seu cachorro tiver um ataque epiléptico?
Estar diante de uma crise convulsiva é algo assustador, especialmente para quem passa por isso pela primeira vez, e é normal que o tutor queira ajudar o seu peludo e tentar interromper a crise. No entanto, é importante saber que uma crise epiléptica não deve ser contida à força, por isso não se deve manipular nem segurar o cachorro enquanto ele estiver convulsionando.
Também não tente abrir a boca do cachorro nem puxar a língua (fique tranquilo/a, ele não vai engoli-la), pois você corre o risco de ser mordido de forma involuntária. Da mesma forma, não grite nem tente “acordá-lo”, já que isso é totalmente inútil e contraproducente.
Em vez disso, concentre-se em afastar os objetos contra os quais o cachorro possa se machucar e em avisar o veterinário para que ele lhe dê instruções precisas sobre o que fazer em seguida ou sobre como utilizar a medicação anticonvulsivante, caso você a tenha. Se não houver medicação específica prescrita pelo veterinário, nunca administre outro medicamento, muito menos remédios de uso humano. Também não force o animal a comer nem a beber água.
Um cachorro com epilepsia pode levar uma vida normal?
Sim. Embora nem todos os casos tenham o mesmo prognóstico, a verdade é que a maioria dos cães diagnosticados com epilepsia pode levar uma vida normal, desde que o tratamento seja mantido em dia e o animal passe por acompanhamento veterinário periódico.
O mais comum é que os cães com epilepsia precisem tomar medicação de forma crônica, com o objetivo de reduzir a duração, intensidade e frequência das crises. Além disso, uma alimentação adequada, uma rotina estável e sem estresse e a prática de exercícios moderados são fatores-chave para melhorar a qualidade de vida do animal.
Este artigo é meramente informativo, no PeritoAnimal.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos veterinários nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Sugerimos-lhe que leve o seu animal de estimação ao veterinário no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.
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