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Ciclo de vida da borboleta - Fases, características e curiosidades

 
Por Nick A. Romero H., Biólogo e educador ambiental. 23 janeiro 2021
Ciclo de vida da borboleta - Fases, características e curiosidades

A classe insecta é uma das mais diversas do planeta. Dentro deste grupo encontramos a ordem Lepidoptera, na qual temos as borboletas e as mariposas. Esses animais que voam são caracterizados justamente por suas asas membranosas com escamas sobrepostas, boca com habilidades sugadoras e glândulas para a produção de seda, em que formarão seus casulos, uma estrutura que é uma parte essencial de seu ciclo de vida reprodutivo.

Neste artigo do PeritoAnimal, apresentamos informações sobre o ciclo de vida da borboleta - fases, características e curiosidades, esses belos e frágeis insetos que são uma parte importante da biosfera. Boa leitura.

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Tempo de vida de uma borboleta

O tempo de vida de uma borboleta é variável por estar relacionado a vários fatores, como:

  • O tipo de borboleta.
  • Exposição a predadores.
  • As condições ambientais onde ela nasce.
  • A influência humana sobre elas.

Geralmente, uma borboleta de maior porte pode alcançar uma vida útil média de 1 ano. Sua vida é mais longa do que uma borboleta de tamanho menor porque consegue resistir ou evitar certos impactos com maior força do que elas.

Borboletas menores e mais frágeis, por outro lado, geralmente vivem alguns dias ou uma semana, enquanto outras podem chegar a um mês de vida. Entretanto, dentro do grupo das pequenas borboletas, algumas das que vivem mais tempo são a borboleta Nymphalis antiopa e a Danaus plexippus, que conseguem viver vários meses. Alguns espécimes conseguiram até chegar a quase um ano de vida.

Ciclo de vida da borboleta - Fases, características e curiosidades - Tempo de vida de uma borboleta
Imagem: Nymphalis antiopa/WikimediaCommons

A reprodução das borboletas

O ciclo de vida da borboleta começa com o acasalamento. O processo reprodutivo da borboleta começa com o cortejo do macho. Por meio do vôo, ele procederá para liberar feromônios visando atrair a fêmea. Se estiver disposta a reproduzir, ela também liberará feromônios para comunicar isso ao macho.

Como outros animais no reino animal, as borboletas têm dimorfismo sexual, o que significa que os machos e as fêmeas são visualmente diferentes. Na realidade, os homens são capazes de identificar as fêmeas pelas cores e formas de suas asas.

Por outro lado, as borboletas são animais ovíparos com fertilização interna, de modo que, uma vez que unem seus abdomens, o macho introduz seu órgão sexual na fêmea e libera o espermatóforo, que é uma cápsula que contém os espermatozoides. Depois, ela pode mantê-los dentro de si até encontrar a planta ideal para a oviposição. Assim, os óvulos serão fecundados antes de serem expulsados de seu corpo.

Esta forma de reprodução deu às fêmeas a possibilidade de escolher a hora e o local para liberar os ovos, o que garante que eles serão depositados na planta onde terão maior proteção durante o desenvolvimento dos embriões e, além disso, esta planta será um alimento altamente desejável para as lagartas que serão geradas. Existem também outros mecanismos para proteger seus embriões, de modo que algumas espécies de borboletas depositam seus ovos de forma dispersa em várias plantas, enquanto outras o fazem em massa no mesmo local.

Em geral, as estratégias reprodutivas da borboleta variam entre as diferentes espécies, de modo que algumas podem copular em vôo, enquanto outras o fazem em alguma superfície, como uma planta.

Para mais informações, consulte este outro artigo do PeritoAnimal sobre como nascem as borboletas.

Ciclo de vida da borboleta - Fases, características e curiosidades - A reprodução das borboletas

Fases do ciclo de vida da borboleta e suas características

O ciclo de vida da borboleta é composto por quatro fases. As três primeiras etapas duram entre 30 e 120 dias, dependendo tanto da espécie quanto das condições ambientais. Conheceremos agora as fases da borboleta:

Ovo

Algumas borboletas depositam seus ovos em vários plantas diferentes, enquanto outras o fazem de maneira concentrada em uma planta apenas. Os ovos variam em tamanho e cor dependendo da espécie, e, geralmente, uma vez que uma planta é utilizada para oviposição, outras borboletas não a utilizarão, provavelmente para evitar competição entre as lagartas.

Os ovos podem ser colocados individualmente ou em grupos e se as condições ambientais não forem favoráveis, a borboleta evitará colocá-los. Isso acontece porque, entre as fases da borboleta, esta é a etapa mais vulnerável, na qual também ficam mais suscetíveis à predação por outras espécies. A fase do ovo pode durar alguns dias ou várias semanas.

Larva

Essa fase se inicia quando os os ovos eclodem e os indivíduos saem deles. As larvas, também conhecidas como lagartas, passam por essa fase principalmente para sua nutrição a partir do consumo das folhas da planta, uma vez que elas deverão armazenar reservas para as fases posteriores.

As larvas são cobertas com um exosqueleto de quitina que proporciona proteção e, como na fase de ovos, algumas espécies de lagartas são mantidas em grupos, enquanto outras estão sozinhas. No primeiro caso, isto lhes dá vantagens como a termorregulação, defesa contra inimigos naturais e cooperação para o consumo das folhas, que podem ser difíceis se o fizerem individualmente. No segundo caso, elas estão menos expostas ao ataque de parasitas e predadores, bem como à competição por alimentos.

Dentro desta fase da borboleta, a lagarta passa por um período composto por outras fases, que podem variar de quatro a sete etapas, que são conhecidas como ínstar ou estágio de desenvolvimento, e o número de fases dependerá da espécie de borboleta. À medida que a lagarta cresce, passando por cada ínstar, seu exoesqueleto muda. Antes de iniciar a próxima fase, a larva diminui sua ingestão de alimentos e se prepara para a próxima transformação.

Pupa ou Crisálida

Esta fase da borboleta também é chamada de "casulo" coloquialmente. Nesta etapa, o animal permanece fixo em um lugar que escolheu e, dentro da pupa, ocorrem grandes transformações por meio da metamorfose da borboleta.

As borboletas desenvolveram estratégias adaptativas nesta etapa, de modo que as crisálidas têm formas e cores particulares que as fazem passar quase despercebidas nos locais onde são fixadas. Esta etapa também pode durar vários dias, mas, como nas anteriores, dependerá da espécie.

Imago (fase adulta)

Esta é a última das quatro fases da borboleta, sendo também o estágio final do ciclo de vida das borboletas. Nesta fase a borboleta emerge da pupa totalmente desenvolvida e sexualmente madura, para que possa se reproduzir. Ao sair da crisálida, o indivíduo está úmido, mas uma vez que estende suas asas e seca, ele é capaz de voar. O momento de saída da pupa é um dos mais espetaculares momentos da metamorfose da borboleta.

As borboletas adultas se alimentam de maneira diferente do que na etapa de lagarta, e ingerem néctar, pólen e frutas em fermentação, porém, necessitam de nutrientes ricos em açúcar para fornecer-lhes a energia necessária para seus vôos.

Ciclo de vida da borboleta - Fases, características e curiosidades - Fases do ciclo de vida da borboleta e suas características

Vulnerabilidade da borboleta

As borboletas são animais bastante vulneráveis, já que não só estão expostas a seus predadores naturais, mas as condições ambientais desempenham um papel determinante para elas. Além disso, no caso de espécies que selecionam determinadas plantas para depositar seus ovos, elas correm maior risco se essas plantas não estiverem mais presentes em seu habitat, pois isso não só eliminaria o local para seu desenvolvimento, mas também sua fonte de alimento.

Confira a fragilidade, também, na foto abaixo, dos ovos de borboleta:

Ciclo de vida da borboleta - Fases, características e curiosidades - Vulnerabilidade da borboleta
Imagem: Ovos de borboleta

Se deseja ler mais artigos parecidos a Ciclo de vida da borboleta - Fases, características e curiosidades, recomendamos-lhe que entre na nossa seção de Curiosidades do mundo animal.

Bibliografia
  • De la pava S, N. y Sepulveda C, P. (2012). Aspectos del desarrollo de danaus plexippus (lepidoptera: nymphalidae) sobre calotropis procera (apocynaceae) bajo condiciones de laboratorio. Boletín Cientifico Museo de Historia Natural, Universidad Caldas. Disponível em: <http://www.scielo.org.co/pdf/bccm/v16n1/v16n1a23.pdf>. Acesso em 21 de janeiro de 2021.
  • Dénommée P., L. (2010). La cría de mariposas diurnas y su gestión para la producción de artesanías en la comunidad «Niños Héroes de Chapultepec» Tenosique, estado de Tabasco, México. Tesis de maestría, Universidad de Sherbrooke, Canadá. Disponível em: <http://aleph.ecosur.mx:8991/exlibris/aleph/a22_1/apache_media/VBJBBCRR7GVSSY36RPN5HABMAGM5DQ.pdf>. Acesso em 21 de janeiro de 2021.
  • Vélez, A. (2005). Ciclo de vida de la mariposa de “Marcas Metálicas” Mesosemia mevania (Lepidoptera: Riodinidae) en el Parque Ecológico Piedras Blancas, Colombia. Trabajo de grado, Pontificia Universidad Javeriana, Colombia. Disponível em: <https://repository.javeriana.edu.co/bitstream/handle/10554/8823/tesis77.pdf;sequence=1>. Acesso em 21 de janeiro de 2021.
  • UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA. Desenvolvimento e História de Vida. Disponível em: <http://www.insecta.ufv.br/Entomologia/ent/disciplina/ban%20160/AULAT/aula7/desenvolvimento.html>. Acesso em 21 de janeiro de 2021.

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Imagem: Nymphalis antiopa/WikimediaCommons
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