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Como é o corpo da borboleta?

 
Por Nick A. Romero H., Biólogo e educador ambiental. 13 abril 2022
Como é o corpo da borboleta?

Os insetos são a classe de artrópodes mais diversos que existem no planeta, apresentando uma variedade de características e adaptações próprias de um grupo tão amplo. Eles conquistaram uma infinidade de habitats e, quando adultos, podem se deslocar caminhando, voando ou nadando, de acordo com a espécie.

Embora com certos aspectos em comum, as características anatômicas, biológicas e ecológicas desses animais diferem de um tipo de inseto para outro, neste artigo do PeritoAnimal vamos mostrar como é o corpo da borboleta. Continue lendo e conheça a anatomia da borboleta com um resumo e esquema com as partes do corpo desses animais.

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Características gerais das borboletas

As borboletas, juntamente com as mariposas, estão agrupadas na ordem Lepidoptera, nome que se refere a presença de escamas nas asas. É comum que as borboletas exibam tanto um voo como uma coloração atraente, tornando-as animais chamativos. Algumas das características gerais das borboletas são:

  • Possuem uma metamorfose completa: de modo que, seu ciclo de vida compreende as fases de ovo, larva ou lagarta, crisálida ou pupa e adulto. Descubra mais sobre os Animais que passam por metamorfose.
  • São um grupo diversificado: com uma ampla extensão no planeta, com exceção da Antártida.
  • Geralmente possuem hábitos diurnos: embora existam exceções de espécies que são ativas à noite, que costumam apresentar cores ou padrões mais uniformes e menos chamativos.
  • Desenvolveram diversos mecanismos de proteção: como o químico, camuflagem e a imitação, a qual, dependendo da espécie, utilizam para fugir dos predadores.
  • É comum que outras partes do corpo sejam cobertas por escamas: as quais se desprendem se o animal for tocado. Talvez você possa se interessar por este outro artigo do PeritoAnimal sobre os Animais com escamas: nomes e curiosidades.
  • A anatomia da borboleta segue a anatomia ou estrutura típica dos insetos: a qual consiste em uma cabeça, um tórax e um abdômen, tendo em cada uma dessas partes, adaptações específicas para diferentes funções do animal. Na primeira estão localizados os órgãos principais dos sentidos e alimentação, a segunda, tem entre outras, a função especial para a locomoção e o terceiro, para funções como digestão, excreção e reprodução.

Anatomia da borboleta

Você sabe como é o corpo da borboleta? A seguir, vamos detalhar cada uma das partes do corpo da borboleta:

Cabeça da borboleta

Iniciamos a explicação sobre a anatomia da borboleta falando de sua cabeça, que é pequena, arredondada e, como mencionamos, nela estão localizados os órgãos sensoriais. Algumas das partes da borboleta que estão localizadas na cabeça são:

Par de olhos compostos

À princípio podemos mencionar o par de olhos do tipo composto que estão bem desenvolvidos e formados por centenas de omatídeos que são as unidades que compõem essa estrutura ocular. Este tipo de olhos oferece uma visão em mosaico que, apesar de lhes permitir captar bem os movimentos ao seu entorno, além das cores e certos padrões, não é uma visão muito eficiente para distinguir imagens claras.

Tromba ou espiritromba

Por outro lado, encontramos uma modificação bucal que ocorreu nas borboletas, a qual deu origem a uma longa probóscide succionadora, que é comumente chamada de espiritromba. É o órgão utilizado para a alimentação. Também na cabeça, próxima a boca, encontramos alguns apêndices conhecidos como palpos, os quais possuem receptores olfativos, sendo este um sentido principalmente desenvolvido nestes animais.

Antenas

As antenas são outras das estruturas localizadas na cabeça da borboleta. São caracterizadas por serem longas, filamentosas, segmentadas em formato de martelo. Estas possuem um papel extremamente importante nesses insetos, pois servem para perceber o entorno, também cumprem função tátil e olfativa. As borboletas, através de suas antenas, podem perceber os feromônios de potenciais parceiros. Como se fosse pouco, as antenas ajudam na orientação destes lepidópteros.

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Tórax da borboleta

Se falamos sobre como é o corpo da borboleta, não podemos deixar de lado seu tórax, o qual corresponde a estrutura média do corpo e é formado por três segmentos fundidos e de constituição quitinosa. As partes da borboleta que encontramos no tórax são as seguintes.

  • O primeiro é o protórax: onde estão localizadas as primeiras duas patas, além disso, estão presentes as aberturas respiratórias conhecidas como espiráculos; conectadas com um complexo sistema tubular que participam na troca gasosa.
  • Nos encontramos com o mesotórax: que é de maior dimensão, neste estão as outras duas patas da borboleta, mais dois espiráculos e as asas anteriores.
  • Por último, temos o metatórax: que contém o terceiro par de patas e as asas posteriores.

Um aspecto importante é que no tórax estão localizados músculos potentes que permitem o movimento das asas. Essas últimas estruturas tornam possível que estes insetos sejam voadores e estas estão cobertas por milhares de escamas, as quais podem ter diferentes pigmentos. Desta maneira, concedem às borboletas suas belas cores e padrões particulares que variam de um grupo para outro.

Por outro lado, cabe mencionar que as patas das borboletas são formadas por três segmentos: fêmur, tíbia e tarso. Estes membros também possuem receptores que permitem perceber sinais do entorno, tais como vibrações, odores e sabores.

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Abdômen da borboleta

O abdômen é caracterizado por se aproximar da forma cilíndrica e ser flexível. É composto de 10 segmentos, embora os dois últimos costumem estar modificados para constituir parte do sistema reprodutivo. No abdômen também há a presença de espiráculos, que como sabemos, correspondem ao sistema respiratório desses insetos.

Vamos mostrar como é o corpo da borboleta detalhando agora as partes do abdômen dela:

  • Continuação do sistema digestivo: já que ele realmente iniciará desde a boca do animal, a qual está encarregada de processar o alimento principalmente líquido que estes insetos consomem.
  • Sistema circulatório: constituído por um coração tubular, que bombeia a hemolinfa, ou seja, o sangue desses artrópodes, por um único tubo sanguíneo chamado aorta dorsal. Através dessa última estrutura, fluem nutrientes ao restante do corpo.
  • Sistema excretor: este consiste em um complexo formado pelos túbulos de Malpighi que trabalham em conjunto com glândulas especializadas e o reto, de modo que, os resíduos produzidos são excretados, mas de uma maneira muito eficiente, já que a perda de líquidos é regulada.
  • Sistema reprodutor: o qual é complexo, e varia não apenas entre macho e fêmea, mas de uma espécie para outra, o que permite apenas a reprodução de indivíduos que fazem parte desta. No caso das fêmeas, esta área do abdômen é mais arredondada e grossa que nos machos, nos quais é mais estreita. As estruturas que fazem parte deste sistema têm nomes particulares, mas de modo geral, podemos mencionar que as fêmeas possuem ovários, oviduto, câmara genital e um conduto ovopositor. Os machos por sua vez, possuem um pênis, espermidutos e testículos. Deixamos este artigo do PeritoAnimal para que você possa saber mais sobre a reprodução das borboletas.

Agora que você sabe como é o corpo da borboleta e aprendeu tudo sobre sua anatomia, não perca o artigo a seguir sobre os tipos de borboleta.

Se deseja ler mais artigos parecidos a Como é o corpo da borboleta?, recomendamos-lhe que entre na nossa seção de Curiosidades do mundo animal.

Bibliografia
  • Boyero, A. y López, J. (1998). Guía de mariposas diurnas de la zona norte del Parque del Suroeste. Disponível em: <https://www.elsoto.org/wp-content/uploads/2015/08/folleto_libro_mariposas.pdf>. Acesso em 6 de abril de 2022.
  • Culín, José. "Lepidóptero". Enciclopedia Británica, 12 de janeiro de 2018, https://www.britannica.com/animal/lepidopteran>. Acesso em 6 de abril de 2022.
  • García, E., Romo, E., Sarto, V., Munguira, M., Baixeras, J., Vives, A., y Yela, J. (2015). Orden Lepidoptera. Disponível em: <http://sea-entomologia.org/IDE@/revista_65.pdf
  • Sociedad de Lepidópteros (2016). Términos anatómicos para Lepidópteros. Disponível em: <https://web.archive.org/web/20160507010553/http://www.lepsoc.org/anatomical_definitions.php>. Acesso em 6 de abril de 2022.

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