Peixes que respiram fora de água
Se falarmos de peixes, todos pensam em animais com brânquias, vivendo em uma grande quantidade de água. Mas, sabia que existem algumas espécies que podem respirar fora da água? Quer seja durante horas, dias ou de forma indefinida, existem peixes que têm órgãos que lhes permitem sobreviver em ambientes não aquáticos.
A natureza é fascinante, permitindo que alguns peixes modifiquem o seu corpo para poderem deslocar-se e respirar em terra. Continue lendo e descubra junto com o PeritoAnimal alguns peixes que respiram fora de água.
Periophthalmus
O periophthalmus é um dos peixes que respiram fora de água. Ele habita regiões tropicais e subtropicais, incluindo toda a região do Indo-Pacífico e do Atlântico africano. Só podem respirar fora de água se permanecerem em condições de muita umidade, por isso estão sempre em áreas lamacentas.
Além de ter brânquias para respirar na água, possui um sistema de respiração através da pele, mucosas e a faringe, permitindo-lhes respirar também fora dela. Esses peixes têm câmaras branquiais que acumulam oxigênio, auxiliando na respiração em espaços não aquáticos. Isso os torna extremamente adaptáveis, capazes de explorar novos territórios em busca de alimento e refúgio.
Perca trepadora
Trata-se de um peixe de água doce originário da Ásia, que pode chegar a medir até 25 cm de comprimento. O que a torna tão especial é a capacidade de sobreviver fora da água por até seis dias, desde que se mantenha úmida. Durante as épocas do ano mais secas, escavam nos leitos secos dos riachos para procurar umidade e poder sobreviver. Estes peixes podem respirar fora de água graças ao chamado órgão labirinto que têm no crânio.
Quando os riachos em que habitam secam, procuram um novo lugar para viver e, para isso, deslocam-se até mesmo por terra seca. Têm o ventre um pouco achatado, o que lhes permite apoiar-se no solo ao saírem dos charcos onde vivem, "andando" pela terra e impulsionando-se com as suas barbatanas para encontrar outro habitat adequado. Além disso, a sua extraordinária capacidade de adaptação permite-lhes sobreviver em ambientes de baixa umidade por um período significativo, o que é crucial para sua sobrevivência.
Peixe-cabeça-de-cobra
Este peixe, cujo nome científico é Chana Argus, provém da China, Rússia e Coreia. Ele possui um órgão suprabranquial e uma aorta ventral bifurcada, que lhe permite respirar tanto de forma aérea quanto aquática. Graças a isso, pode sobreviver vários dias fora de água em lugares úmidos. Recebe o nome de cabeça de cobra pela forma de sua cabeça, que é um pouco achatada.
O peixe-cabeça-de-cobra é um predador formidável, conhecido por sua habilidade de capturar presas tanto em ambientes aquáticos quanto em terra firme. Este comportamento adaptativo lhe confere uma vantagem significativa em termos de sobrevivência e proliferação em diferentes ecossistemas. Além disso, sua habilidade de respirar ar o torna mais resiliente a mudanças ambientais drásticas.
Bichir-de-senegal
O polypterus senegalus, conhecido como bichir-de-Senegal ou peixe-dragão africano, é outro dos peixes que pode respirar fora de água. Podem chegar a medir até 35 cm e movimentam-se no exterior graças às suas barbatanas peitorais. Estes peixes respiram fora de água graças a pulmões primitivos, em vez de uma bexiga natatória, o que lhes permite, se mantidos úmidos, viver em meios não aquáticos indefinidamente.
O bichir-de-Senegal também é notável por sua aparência ancestral, que remonta a épocas pré-históricas. Isso, juntamente com sua habilidade de respiração dual, o torna um espécime fascinante para estudo e observação. Adicionalmente, a sua capacidade de se adaptar a diferentes ambientes, tanto aquáticos quanto terrestres, ilustra a incrível diversidade das estratégias evolutivas encontradas no mundo natural.
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