Tipos de caramujos: marinhos e terrestres
Os caramujos, ou caracóis, estão entre os animais pouco conhecidos pela maioria das pessoas. Em geral, pensar neles resulta na imagem de um ser pequeno, com um corpo viscoso e uma concha nas costas, mas a verdade é que existem diferentes tipos de caramujos, com diversas características.
Sejam marinhos ou terrestres, esses gastrópodes são um mistério para muitos, embora algumas espécies representem uma praga para a atividade humana. Você quer conhecer os tipos de caramujos e seus nomes? Então preste atenção a este artigo do PeritoAnimal!
Tipos de caramujos do mar
Você sabia que existem tipos de caramujos marinhos? É verdade! Os caracóis do mar, assim como os caracóis terrestres e os de água doce, são moluscos gastrópodes. Isso significa que eles pertencem a um dos filos de animais mais antigos do planeta, uma vez que sua existência é reconhecida a partir do período cambriano. De fato, muitas das conchas marinhas que podemos encontrar são na verdade alguns dos tipos de caracóis do mar que vamos mencionar a seguir.
Os caramujos marinhos, também chamados prosobrânquios, são caracterizados por ter um corpo macio e flexível, além de uma concha cônica ou espiral. Existem milhares de espécies, que apresentam diferentes tipos de alimentação. No entanto, geralmente se alimentam de plâncton, algas, corais e detritos de plantas que retiram das rochas. Outros são animais carnívoros e consomem amêijoas ou pequenos animais marinhos.
Algumas espécies respiram através de brânquias, enquanto outras têm um pulmão primitivo que lhes permite absorver o oxigênio do ar. Além disso, os caramujos marinhos desempenham um papel crucial no ecossistema marinho, atuando como limpadores naturais, controlando populações de algas e servindo de alimento para diversos predadores. Estes são alguns tipos de caramujos do mar e seus nomes:
1. Conus magus
Chamado de 'cone mágico', habita os oceanos Pacífico e Índico. Esta espécie é conhecida porque sua picada é venenosa e, às vezes, letal para os seres humanos. Seu veneno possui 50.000 componentes diferentes, chamados de conotóxicos. Atualmente, o Conus magus é utilizado na indústria farmacêutica, uma vez que os componentes de seu veneno são isolados para produzir medicamentos que aliviam a dor em pacientes com câncer e HIV, entre outras doenças. Estudos contínuos sobre este veneno têm revelado potencial para o desenvolvimento de novos fármacos que podem revolucionar o tratamento da dor.
2. Patella vulgata
Conhecido como lapa-comum, ou Patella vulgata, é um dos tipos de caramujos endêmicos das águas da Europa Ocidental. É comum encontrá-lo preso às rochas nas margens ou em águas rasas, por isso está entre as espécies mais utilizadas para consumo humano. Além de ser uma iguaria em alguns lugares, a lapa-comum é um indicador biológico importante, pois sua presença ou ausência pode sinalizar mudanças na qualidade da água e nas condições ambientais de seu habitat.
3. Buccinum undatum
É um molusco presente no Oceano Atlântico, podendo ser encontrado nas águas do Reino Unido, França e América do Norte, onde prefere habitar áreas com temperaturas de 29 graus. A espécie não tolera a exposição ao ar, de modo que seu corpo seca facilmente quando é removido da água ou arrastado para as margens pelas ondas. A concha do Buccinum undatum é frequentemente coletada por colecionadores devido à sua beleza única, e a espécie é também uma fonte de alimento em várias culturas costeiras.
4. Haliotis geigeri
Conhecidos como orelhas-do-mar ou abalones, os moluscos pertencentes à família Haliotidae são apreciados na área da culinária no mundo todo. O Haliotis geigeri é encontrado em águas ao redor de São Tomé e Príncipe. É caracterizado por uma concha oval com várias voltas que compõem uma espiral. Vive preso às rochas, onde se alimenta de plâncton e algas. Este molusco é também uma importante fonte de renda para comunidades locais, sendo sua carne valorizada em mercados internacionais.
5. Littorina littorea
Também chamado de caramujo, é um molusco que vive no Oceano Atlântico, sendo encontrado em abundância nas áreas em torno da América do Norte e na região oeste da Europa. São caracterizados por apresentar uma concha lisa que forma uma espiral em direção à parte mais sobressaliente. Vivem aderidos às rochas, mas também é comum encontrá-los na parte inferior dos barcos. Além disso, o Littorina littorea tem sido estudado como um bioindicador para monitorar mudanças ambientais, especialmente em relação à salinidade e poluição por metais pesados.
Tipos de caramujos terrestres
Os caramujos terrestres são os mais conhecidos pelos seres humanos. Eles são caracterizados por ter um corpo mole mais visível do que seus parentes marinhos, além de sua inevitável concha. A maioria das espécies têm pulmões, embora alguns caracóis tenham um sistema branquial; portanto, embora sejam considerados terrestres, precisam viver em habitats úmidos.
Eles têm um muco ou baba que se desprende do corpo mole, e é o que torna possível se moverem por qualquer superfície, seja ela lisa ou áspera. Eles também têm pequenas antenas no final da cabeça e um cérebro muito primitivo. Os caracóis terrestres desempenham um papel ecológico importante ao ajudar na decomposição de matéria orgânica e na reciclagem de nutrientes. Estes são alguns dos tipos de caramujos terrestres:
1. Helix pomatia
Chamado também de escargot, é um típico caracol de jardim amplamente distribuído pela Europa. Atinge cerca de 4 centímetros de altura e sua cor varia em diferentes tons de marrom. O Helix pomatia é herbívoro, alimentando-se de pedaços de frutas, folhas, seiva e flores. Seus hábitos são noturnos e durante o inverno ele permanece quase completamente inativo. Este caracol é também uma iguaria em diversas culturas, sendo criado em cativeiro para fins culinários.
2. Helix aspersa
O Helix aspersa, chamado de caracoleta, está distribuído por muitas áreas do mundo, sendo possível encontrá-lo na América do Norte e do Sul, Oceania, Europa, África do Sul e parte das Ilhas Britânicas. É herbívoro e geralmente é encontrado em jardins e plantações. No entanto, pode se tornar uma praga para a atividade humana, porque ataca os cultivos. Como resultado disso, os pesticidas que são utilizados para seu controle poluem seriamente o meio ambiente. Métodos de controle biológico e práticas agrícolas sustentáveis estão sendo explorados para mitigar seu impacto.
3. Achatina fulica
Entre os tipos de caramujos terrestres, o caramujo-gigante-africano (Achatina fulica) é uma espécie nativa da costa da Tanzânia e do Quênia, mas foi introduzido em diferentes áreas tropicais do mundo. Após esta introdução forçada, tornou-se uma praga.
Mede entre 10 e 30 centímetros de comprimento, apresentando uma concha em espiral com listras pardas e amarelas, enquanto seu corpo mole tem a típica coloração marrom. Apresenta hábitos noturnos e uma dieta variada: plantas, carniça, ossos, algas, líquen e até rochas, que consome em busca de cálcio. Além de seu impacto negativo, a espécie é objeto de estudo devido à sua capacidade de adaptação a diferentes ambientes.
4. Rumina decollata
Comumente conhecido como caracola (Rumina decollata), este é um molusco de jardim que pode ser encontrado na Europa, parte da África e América do Norte. É carnívoro e consome outros caracóis de jardim, por isso é frequentemente utilizado como controle biológico de pragas. Como outras espécies de caracóis terrestres, sua atividade aumenta durante a noite. Além disso, ele prefere épocas chuvosas. A introdução deste caracol em novos ambientes deve ser cuidadosamente monitorada para prevenir desequilíbrios ecológicos.
5. Otala punctata
O caracol cabrilla é endêmico da região ocidental do Mediterrâneo, no entanto, hoje é possível encontrá-lo em vários países da América do Sul, além dos Estados Unidos e Argélia. É uma espécie comum em jardins, caracterizada por uma concha com espiral definida em tons de marrom com pontos brancos. O Otala punctata é herbívoro, e se alimenta de folhas, flores, pedaços de frutas e resíduos de plantas. Este caracol tem sido estudado por seu potencial uso em terapias médicas devido às propriedades únicas de seu muco.
Tipos de caramujos de água doce
Entre os caracóis que vivem fora do mar, existem milhares de espécies que vivem nas águas doces dos rios, lagos e lagoas. Da mesma forma, estão entre os tipos de caramujos de aquário, ou seja, podem ser criados como animais de estimação, desde que se forneça condições adequadas para levarem uma vida semelhante à que teriam na natureza.
Caramujos de água doce desempenham um papel importante na manutenção do equilíbrio ecológico de seus habitats, ajudando na decomposição de matéria orgânica e na reciclagem de nutrientes. Estes são alguns tipos de caramujos de água doce e seus nomes:
1. Potamopyrgus antipodarum
Conhecido como caracol-de-lama-neozelandês, é uma espécie de caracol de água doce endêmica da Nova Zelândia, mas que agora pode ser encontrada na Austrália, Europa e América do Norte. Tem uma concha longa com a espiral bem definida, e um corpo entre branco e cinza. Alimenta-se de detritos de plantas, algas e diatomáceas. Este caracol tem sido objeto de estudo devido à sua rápida taxa de reprodução, que pode impactar negativamente os ecossistemas onde é introduzido.
2. Pomacea canaliculata
Recebe o nome comum de aruá e está entre os tipos mais comuns de caramujos de aquário. Originalmente se distribuía pelas águas temperadas da América do Sul, embora atualmente seja possível encontrá-lo em águas doces tão distantes quanto as do Japão, Austrália e Índia.
Tem uma dieta variada, consumindo algas encontradas no fundo de rios e lagos, detritos de qualquer tipo, peixes e alguns crustáceos. A espécie pode se tornar uma praga para o ser humano, pois consome as plantas do arroz cultivado e é hospedeira de um parasita que afeta roedores. Medidas de controle e manejo são essenciais para evitar sua disseminação descontrolada em novas áreas.
3. Leptoxis plicata
O Leptoxis plicata, conhecido como caracol plicata (Plicata rocksnail, em inglês), é uma espécie de água doce endêmica do Alabama (Estados Unidos), mas atualmente registrada apenas em Locust Fork, um dos afluentes do rio Black Warrior. A espécie está em perigo crítico de extinção. Suas principais ameaças são as mudanças causadas no habitat natural devido à atividade humana, como agricultura, mineração e desvio de rios. A conservação deste caracol é vital para a preservação da biodiversidade aquática da região.
4. Bythinella batalleri
Embora não tenha um nome comum conhecido, esta espécie de caracol habita as águas doces da Espanha, onde está registrada em 63 locais diferentes. Pode ser encontrada em rios e nascentes. É classificada como uma espécie de menor preocupação, pois vários dos rios em que habitava secaram devido à poluição e à superexploração de aquíferos. A proteção de fontes de água e a restauração de habitats são essenciais para garantir a sobrevivência desta e de outras espécies aquáticas.
5. Henrigirardia wienini
A espécie não tem um nome comum em português, mas trata-se de um molusco gastrópode endêmico das águas doces subterrâneas do vale Hérault, no sul da França. A espécie é considerada criticamente ameaçada e existe a possibilidade de já estar extinta na natureza. O número de indivíduos que existe atualmente é desconhecido. A conservação de habitats subterrâneos e a pesquisa contínua são cruciais para potencialmente resgatar esta espécie do limiar da extinção.
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O caramujo marinho da figura transmite doença? É perigoso manipulà-lo?
Esse caramujo Helix pomatia, transmite que tipo de doenças? Tem muito no meu quintal, e Já não planto horta mais pois tenho medo de doenças que ele pode transmitir.
Rumina decollata, então esse é o nome, mas não tem algo de errado nisso tudo? diz ser comum na europa, america do norte e africa... mas e o brasil? existem vários desses no meu quintal faz 20 anos desde que moro aui, quadno me mudei para cá claro que achei estranho pois nunca tinha visto antes, mas até estranho o normal já que esses longos são extremamente comuns no terreno, me fez pensar que eram mais raros mas ainda comuns no brasil também. antes de mim existiu duas empresas nesse endereço, então, foram 30+ anos atrás que teve outro morador, soaria estranho para um brasileiro ter "importado" esses para esse quintal, apesar de não ser impossível