Quando se podem separar os gatinhos da sua mãe?
Ver fichas de Gatos
Antes de separar um gatinho da sua mãe, devemos considerar alguns detalhes que são de suma importância para o correto desenvolvimento físico e psicológico do felino. Separá-lo de forma prematura pode originar o aparecimento de problemas de comportamento e até deficiências nutricionais graves.
Embora não exista uma data exata, geralmente costumamos separar um gatinho da sua mãe por volta das 8 ou 12 semanas de vida, uma idade que pode variar dependendo de cada caso.
Neste artigo do Perito Animal explicamos-lhe porque é tão importante respeitar este tempo, e ajudamos a identificar o momento apropriado, explicando como o deve fazer. Continue lendo e descubra quando se podem separar os gatinhos da sua mãe.
Por que não devemos separar um gatinho de forma prematura?
Para entender realmente por que não é bom separar um gatinho da sua mãe de forma prematura, é fundamental revisar alguns aspetos básicos do crescimento de um felino:
A amamentação, fundamental para um correto desenvolvimento
Logo depois do nascimento da ninhada, durante os dois ou três primeiros dias, a progenitor irá amamentar os gatinhos com o primeiro leite que produz, o colostro. É imprescindível que qualquer filhote o receba uma vez que, além de os nutrir de forma abundante, o colostro fornece imunoglobulinas, defesas imunitárias que os irão proteger de qualquer infecção. Este leite inicial é também essencial para estabelecer uma ligação entre a mãe e os filhotes, proporcionando um senso de segurança e conforto para os pequenos.
Passado este tempo, a gata irá alimentar os gatos filhotes com o leite de lactância, uma fonte rica em nutrientes e que lhes oferecerá também uma certa imunidade para minimizar o risco de infecções. Além disso, também lhes fornecerá hormônios, enzimas e outras substâncias imprescindíveis para o seu crescimento. Esse período de alimentação é crucial para garantir que os gatinhos desenvolvam um sistema imunológico robusto e uma boa saúde geral.
Todos os gatinhos devem se alimentar com o leite da sua progenitora, excepto em casos muito concretos, como por exemplo a rejeição, a morte ou uma doença da mãe que a impeça de os cuidar, apenas nesses casos devemos ser nós a alimentar um gatinho recém-nascido, consultando sempre o veterinário. É importante lembrar que, mesmo nesses casos, buscar orientação especializada é vital para garantir que os gatinhos recebam os nutrientes necessários para o seu desenvolvimento.
A importância da socialização do gatinho
A partir da segunda semana de vida e até, aproximadamente, os dois meses, o gatinho é suficientemente maduro para começar a explorar o seu meio envolvente e iniciar as suas primeiras relações sociais. O gatinho encontra-se em pleno "período sensível de socialização". Durante este tempo, eles começam a desenvolver suas habilidades motoras e a interagir mais ativamente com seus irmãos e a mãe.
Durante esta etapa, o gato aprende a se relacionar com membros da sua espécie, cachorros, seres humanos, com o meio envolvente e, em última análise, com qualquer estímulo externo que venha a ser frequente na sua vida adulta. Um gato bem socializado será sociável, amigável e sentir-se-á seguro no seu futuro ambiente, será capaz de se relacionar com topo o tipo de seres vivos e não desenvolverá futuros problemas de comportamento, como agressividade, timidez excessiva entre outros. Este processo também inclui a exposição a novos sons, cheiros e situações, que ajudarão a moldar o comportamento do gatinho de forma positiva.
Conselhos para separar o gatinho da sua mãe
A partir das 4 semanas, e de forma progressiva, devemos motivar o nosso gato a começar o desmame. Para isso deve oferecer-lhe pequenas porções de comida mole e suave, como a comida úmida que vem preparada em pedacinhos de carne ou peixe assim como os patês. Pode encontrar latas para filhotes nos supermercados. O processo de desmame é crucial para a transição dos gatinhos para alimentos sólidos, permitindo que desenvolvam suas preferências alimentares de forma saudável.
Durante esta etapa ainda dependem muito da sua mãe, e só a partir das 8 semanas de vida é que irão começar a se alimentar de forma regular com este tipo de alimento. Nesta fase, a presença da mãe ainda é vital, pois ela não apenas fornece alimento, mas também ensina os filhotes a comportarem-se e interagirem com o ambiente.
Quando o gato fizer dois meses de vida, deve começar a oferecer diversas porções diárias de alimento, combinando a comida úmida e o alimento seco. Para se certificar que podem inferi-lo, pode demolhar a ração em um caldo de peixe sem sal, que lhe dará sabor, nutrição extra e faz com que a possam comer sem dificuldade. Este método não apenas facilita o processo de mastigação, mas também garante que os gatinhos recebam uma dieta equilibrada e variada.
Finalmente, por volta das 12 semanas, a mãe pode continuar amamentando os filhotes mas é o momento apropriado para que comecem a comer por sua conta, sendo completamente desmamados. Neste momento estamos seguros de que o nosso gato não irá sofrer nenhuma carência nutricional. Nesta fase, os gatinhos também começam a desenvolver independência e confiança, habilidades cruciais para sua adaptação futura.
Nesta fase e para se certificar de uma boa adaptação ao seu futuro lar, seria recomendável ensinar os gatinhos a usar a caixinha de areia, assim como ensiná-los a usar o arranhador. Tudo o que possam aprender, incluindo jogos e várias atividades, serão positivas para a sua estimulação mental. Este é o momento ideal para introduzir brinquedos interativos que incentivem o crescimento cognitivo e físico dos filhotes.
A separação do gatinho e a sua mãe
Embora estejam desmamados, não podemos separar os gatinhos da sua mãe de forma radical uma vez que esta poderá sofrer uma mastite, uma infecção nas mamas devido à acumulação de leite. Devemos levar a cabo a separação de forma progressiva, ou seja, separando um a um os gatinhos. Esse processo gradual também ajuda os filhotes a se ajustarem à vida sem a mãe de forma menos traumática.
Em princípio, se tivermos esperado até às 12 semanas de vida, a progenitora instintivamente saberá que os seus filhotes são independentes e que podem sobreviver, por isso será raro que sofra um episódio de tristeza. No entanto, se os separar os gatinhos da mãe antes do tempo, a gata pode enfrentar uma depressão severa, que irá procurar os filhotes pela casa de forma desesperada. Neste casos será muito recomendável lavar o "ninho" da gata, assim como todos os utensílios, mantas e almofadas que possam ter o seu cheiro. É igualmente importante proporcionar à mãe novos estímulos e atenção para ajudar na sua adaptação após a separação.
Se pretende ler mais artigos parecidos a Quando se podem separar os gatinhos da sua mãe?, recomendamos que entre na nossa categoria de O que precisa saber.
