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Animais extintos no México

 
Por Nick A. Romero H., Biólogo e educador ambiental. 25 novembro 2021
Animais extintos no México

O México é um dos países com maior biodiversidade do mundo. De acordo com os relatórios divulgados nos últimos anos[1], possui cerca de 1.100 espécies de aves, 550 de mamíferos, 337 de anfíbios, 864 de répteis, 615 de peixes e um número variado de invertebrados.

No entanto, o país enfrenta vários problemas que colocaram em risco uma importante variedade de animais, fazendo inclusive com que algumas espécies desaparecessem. Neste artigo do PeritoAnimal, apresentamos para você uma lista de animais extintos no México e explicaremos por que eles foram extintos. Boa leitura.

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Animais do México

Antes de apresentarmos os animais do México considerados extintos, aqui listamos alguns dos animais endêmicos do México que ainda podem ser encontrados na natureza:

  • Axolote (Ambystoma mexicacum)
  • Sardinha yucateca (Fundulus persimilis)
  • Chara enana (Cyanolyca nana)
  • Iguana-espinhosa-do-Golfo (Ctenosaura acanthura)
  • Lebre-de-Tehuantepec (Lepus flavigularis)
  • Vaquita (Phocoena sinus)
  • Cão-de-pradaria-mexicano (Cynomys mexicanus)
  • Teporingo ou coelho-dos-vulcões (Romerolagus diazi)
  • Escorpião-mexicano (Vaejovis mexicanus)
  • Lagarto topo (Bipes biporus)
  • Morcego-banana (Musonycteris harrisoni)
  • Gambá-manchado-pigmeu (Spilogale pygmaea)
  • Caranguejo dos cânions (Pseudothelphusa dugesi)
  • Caranguejo-de-água-doce (Procambarus regiomontanus)
  • Borboleta esperança (Papilio esperanza)
  • Rã-da-serra-madre-ocidental (Lithobates sierramadrensis)
  • Sapo-de-crista-grande (Bufo cristatus)
Animais extintos no México - Animais do México

Animais extintos no México

A seguir, apresentamos 18 animais extintos no México:

Notropis amecae

É uma espécie de peixe endêmica de Jalisco, um dos 31 estados do México. Apresenta uma cor prateada com tons mais escuros no dorso e com presença de uma faixa lateral. Seu corpo é comprimido, não atinge grandes dimensões e os machos costumavam medir até 4,1 cm. Habitava alguns rios e seus canais afluentes, geralmente a um metro de profundidade.

Foi declarado extinto no ano 2000, uma vez que não se observava mais nenhum espécime. Embora alguns anos depois tenha reaparecido, tornou a desaparecer posteriormente. Em seguida, houve a reintrodução de cerca de 40 indivíduos em seu ecossistema principal e, enquanto aguardamos para ver se a população é viável, este animal do México é considerado extinto na natureza. As causas para seu desaparecimento são, por um lado, a extração de água do rio e, por outro, sua contaminação por agrotóxicos.

Megupsilon aporus

Megupsilon aporus foi um peixe endêmico de Nuevo León e, infelizmente, hoje faz parte da lista dos animais do México que foram extintos. De tamanho minúsculo, com um comprimento total de 4 cm, os machos eram de cor azulada e as fêmeas verde-oliva. Não possuíam nadadeiras pélvicas ou cintura pélvica.

Viviam nas nascentes de águas límpidas e nos canais que delas se alimentavam, caracterizados por possuir fundos argilosos com lama, calcário e areia. A extração quase total da água e a introdução de espécies invasoras acabaram exterminando a população de filhotes de Megupsilon aporus em seu estado natural em 1994. Em 2012, morreram os últimos indivíduos em cativeiro. Portanto, esta espécie de peixe mexicano foi declarada extinta.

Imagem: fishbiosystem.ru

Caracara-de-guadalupe

A caraca-de-guadalupe (Caracara lutosa) faz parte do grupo das aves de rapina, que foi registrada pela última vez em 1902. É mais um caso de animal endêmico do México, já que habitava somente a Ilha de Guadalupe. No início do século XX, com a colonização da ilha, foram introduzidas cabras que, devido ao pastoreio, foram transformando o ecossistema desta ave e influenciando no seu desenvolvimento. No entanto, foi a caça direta que mais desproporcionalmente exterminou a população desse outro animal do México, levando-o à extinção.

Imagem: animalclic.com

Pomba-de-socorro

A pomba-de-socorro (Zenaida graysoni) é um tipo de pomba da ordem columbiforme endêmica do México, especificamente da ilha de Socorro. Possui hábitos predominantemente terrestres e de dimensões médias, medindo por volta de 30 cm e pesando cerca de 200 gramas. É uma ave bonita, de cores combinadas com tons escuros.

A predação direta pelas pessoas, a realizada por gatos introduzidos em seu ambiente e as alterações decorrentes do pastoreio de cabras contribuíram para o desaparecimento da espécie em seu habitat natural, razão pela qual es é outro dos animais do México declarados extintos na natureza. Atualmente existem populações em cativeiro com intenção de reintrodução.

Pica-pau-imperial

O pica-pau-imperial (Campephilus imperialis) é a maior espécie de pica-pau que já existiu, medindo cerca de 60 cm. Sua coloração é preta e branca, com um grande bico cor de marfim, e o macho se distingue da fêmea pela presença de uma crista vermelha. O pica-pau imperial é uma ave endêmica do México, e a União Internacional para a Conservação da Natureza o declarou criticamente ameaçado de extinção, provavelmente extinto.

Essa classificação se baseia no fato de não é observado pelos especialistas há muitos anos. No entanto, existem relatos locais de observações, o que sugere que ainda existem alguns indivíduos destes animais mexicanos. A caça direta e a transformação de seu habitat foram as causas que afetaram este animal.

Imagem: Mgronline

Quiscalus palustris

É mais um das aves endêmicas do México e foi declarada extinta porque desde 1910 não há registros ou evidências de sua presença. Estima-se que a causa de sua extinção esteja relacionada à transformação abrupta de seu habitat, que era formado por vegetação presente em áreas úmidas. Com a drenagem destes ecossistemas, infelizmente ele foi impactado diretamente.

Rato-canguru de San Quintin

O rato-canguru de San Quintin (Dipodomys gravipes) é um roedor com aproximadamente 13 cm de comprimento e cerca de 90 gramas. É uma espécie endêmica do México, que habitava somente a Baixa Califórnia. Seu habitat era caracterizado por encostas com presença de cactos e vegetação rasteira, de pouquíssimo relevo. Construíam suas tocas a uma certa profundidade e em áreas sem vegetação.

A transformação total da área devido à implantação agrícola deixou sem um habitat adequado este espécie, que tinha uma tolerância baixa a essas mudanças. Como vários anos se passaram sem evidências de sua presença, por enquanto são outros dos animais do México declarados em perigo crítico, possivelmente extintos.

Peromyscus pembertoni

Esta espécie de roedor mexicano, endêmico da ilha de San Pedro Nolasco, onde se desenvolvia em encostas íngremes cobertas de grama, também foi declarada extinta.

A União Internacional para a Conservação da Natureza informou que as razões pelas quais esta espécie foi extinta são desconhecidas. Não foi registrada a presença de outros mamíferos na ilha mencionada, exceto por outro roedor do mesmo gênero.

Foca-monge-do-Caribe

A foca-monge-do-Caribe (Neomonachus tropicalis) é um carnívoro que habitava, além do nordeste do Golfo do México, várias áreas costeiras do Caribe. No entanto, a espécie foi declarada extinta apesar dos esforços para tentar registrar sua presença. Habitava áreas costeiras rochosas e arenosas, onde descansava e se reproduzia.

Este animal era curioso, pouco agressivo e não temia os humanos, o que sem dúvida contribuiu para a sua extinção. A exploração da foca-monge-do-Caribe data da chegada de Colombo, quando já era caçada por sua pele e gordura. A perseguição à espécie continuou ao longo do tempo e a indústria pesqueira contribuiu para o declínio de sua população, a ponto de transformá-la em mais um dos animais do México extintos.

Imagem: businessinsider.com.pl

Cambarellus alvarezi

Este outro animal do México era um artrópode decápode que habitava uma única lagoa localizada em Nuevo León, com diferentes níveis de profundidade e vegetação abundante. A extinção deste caranguejo mexicano ocorreu devido ao excessivo bombeamento da água da lagoa para uso na agricultura, o que afetou a espécie de maneira definitiva. Após seu desaparecimento, o corpo d'água estava completamente seco.

Evarra eigenmanni

Este animal era um peixe minúsculo, medindo no máximo 80 milímetros. Era uma espécie endêmica e é outro animal mexicano extinto. Habitava somente algumas áreas de corpos de água doce, que é o único tipo de ecossistema em que vivem os animais de sua ordem. Devido à sua distribuição limitada, as causas da extinção estão relacionadas à contaminação da água e sua extração dos canais e lagos onde era encontrado.

Oryzomys nelsoni

Neste caso, encontramos outro roedor endêmico do México que foi declarado extinto. Foram registrados somente poucos indivíduos, o que nos permitiu conhecer algumas de suas principais características. Estima-se que se alimentava de frutas, sementes e, eventualmente, de peixes e invertebrados também.

Este roedor habitava sub-bosques com abundante vegetação herbácea e próximos a nascentes. As evidências indicam que sua extinção ocorreu devido ao rato-preto (Rattus rattus). Tratando-se de uma espécie de distribuição reduzida, esse aspecto sem dúvida influenciou em seu desaparecimento.

Imagem: bioone.org

Painho-de-guadalupe

O painho-de-guadalupe (Oceanodroma macrodactyla) faz parte da ordem Procellariiformes, formada por um tipo de aves marinhas. Neste caso, eles aninhavam em grandes altitudes em certos tipos de florestas de pinheiros com solos macios. Apesar de ser uma espécie abundante, há muitos anos sua presença não é registrada, razão pela qual foi declarada em perigo crítico, possivelmente extinta.

Supõe-se que as principais causas da sua afetação foram a forte predação por gatos a que foi submetida, bem como a transformação de seu habitat devido ao pastoreio de cabras, que eram contadas aos milhares de indivíduos.

Urso-pardo

O urso-pardo (Ursus arctos) é uma espécie de ursídeo com presença em várias regiões do planeta, porém foi declarado extinto no México pela União Internacional para a Conservação da Natureza, bem como em outros países. Este animal é um dos mamíferos com maior distribuição mundial. No caso do México, habitava especificamente o norte da região, de onde foi eliminado intencionalmente.

Pombo-passageiro

O pombo-passageiro (Ectopistes migratorius) é uma espécie de pombo que não era endêmica do México, porém apresentava hábitos marcadamente migratórios e este país era um de seus destinos. Infelizmente, foi declarado extinto, não apenas no México, mas também no Canadá e Estados Unidos, de onde era nativo.

As causas exatas de sua extinção não são totalmente claras, mas estima-se que o desmatamento, o desenvolvimento ferroviário, do telégrafo e a caça direta afetaram a espécie a tal ponto que ela não teve chance de se recuperar.

Imagem: cienciapr.org

Notropis orca

Este era um peixe do grupo de peixes com nadadeiras raiadas nativos do México e dos Estados Unidos. Está extinto em ambas as regiões. Apesar dos exaustivos esforços para comprovar sua presença, desde 1975 não há registros da espécie em suas áreas de distribuição.

Estima-se que várias causas levaram à extinção deste outro animal do México. Por um lado, a construção de represas e barragens, que modificaram o curso natural das águas dos rios que habitava. Por outro, a contaminação por agroquímicos, bem como a mudança na salinidade da água, além da introdução de outras espécies de peixes.

Aimophila ruficeps sanctorum

Esta espécie de pardal faz parte do grupo que conhecemos popularmente como pássaros ou aves cantoras, no qual estão classificadas mais da metade das aves do mundo. A espécie Aimophila ruficeps é endêmica do México, mas também vive nos Estados Unidos, onde tem uma distribuição bastante ampla, por isso é considerada pouco preocupante.

Contudo, a subespécie Aimophila ruficeps sanctorum, que habita uma das ilhas mexicanas, não é observada há muito tempo, e por isso a União Internacional para a Conservação da Natureza reportou que está provavelmente extinta.

Thryomanes bewickii brevicaudus

Esta espécie de ave, assim como a do caso anterior, pertence ao grupo dos passeriformes e é nativa dos Estados Unidos, mas também residente do México e do Canadá. Por ter uma ampla faixa de distribuição, a espécie recebe a classificação de pouco preocupante, mas isso não acontece com a subespécie Thryomanes bewickii brevicaudus, que habitava a ilha de Guadalupe, no México, e é considerada extinta.

Como você pode ver, infelizmente a maioria das espécies extintas no México desapareceu devido à atividade humana. Cabe a nós impedir que outras espécies desapareçam.

Se deseja ler mais artigos parecidos a Animais extintos no México, recomendamos-lhe que entre na nossa seção de Animais em perigo de extinção.

Referências
  1. CONABIO (2021). Distribución de las especies. Biodiversidad Mexicana. Disponível em: <https://www.biodiversidad.gob.mx/especies/distribesp>. Acesso em 25 de novembro de 2021.
Bibliografia
  • Álvarez, F. et al. Cambarellus alvarezi. La Lista Roja de Especies Amenazadas de la UICN 2010: e.T153825A4550209
  • Álvarez-Castañeda et al. Peromyscus pembertoni. La Lista Roja de Especies Amenazadas de la UICN 2017: e.T16645A22361389
  • Álvarez-Castañeda et al. Dipodomys gravipes. La Lista Roja de Especies Amenazadas de la UICN 2018: e.T6676A22227742
  • BirdLife International. Caracara lutosa. La Lista Roja de Especies Amenazadas de la UICN 2016: e.T22728892A94999996
  • BirdLife International. Ectopistes migratorius. La Lista Roja de Especies Amenazadas de la UICN 2019: e.T22690733A152593137
  • BirdLife International. Campephilus imperialis. La Lista Roja de Especies Amenazadas de la UICN 2020: e.T22681417A179185354
  • Lowry, L. Neomonachus tropicalis. La Lista Roja de Especies Amenazadas de la UICN 2015: e.T13655A45228171

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