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Peixes carnívoros - Tipos, nomes e exemplos

 
Por Equipe editorial do PeritoAnimal. 12 outubro 2020
Peixes carnívoros - Tipos, nomes e exemplos

Os peixes são animais que estão distribuídos por todo o mundo, até nos lugares mais escondidos do planeta podemos encontrar alguma classe deles. São vertebrados que possuem uma infinidade de adaptações para a vida aquática, seja para águas salgadas ou doces. Além disso, existe uma imensa variedade em termos de tamanhos, formas, cores, modos de vida e alimentação. Com foco no tipo de alimentação, os peixes podem ser herbívoros, onívoros, detritívoros e carnívoros, sendo esses últimos alguns dos predadores mais vorazes que habitam os ecossistemas aquáticos.

Você gostaria de saber quais são os peixes carnívoros? Neste artigo do PeritoAnimal, contaremos tudo sobre eles, como os tipos, nomes e exemplos de peixes carnívoros.

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Características dos peixes carnívoros

Todos os grupos de peixes compartilham características gerais de acordo com sua origem, pois podem ser peixes com barbatanas radiadas ou peixes com barbatanas carnudas. No entanto, no caso dos peixes que baseiam sua dieta exclusivamente em alimento de origem animal, há outras características que os diferenciam, entre as quais podemos citar:

  • Possuem dentes muito afiados que usam para segurar suas presas e também para rasgar sua carne, sendo essa a principal característica dos peixes carnívoros. Esses dentes podem estar localizados em uma ou várias fileiras.
  • Utilizam diferentes táticas de caça, de modo que existem espécies que podem esperar à espreita, camuflando-se com o ambiente e outras que são caçadoras ativas e perseguem suas presas até encontrá-las.
  • Podem ser pequenos como as piranhas, por exemplo, com cerca de 15 cm de comprimento, ou de grande porte, como algumas espécies de barracudas, que chegam a atingir 1,8 metros de comprimento.
  • Vivem tanto em águas doces como em águas marinhas, bem como nas profundezas, próximo da superfície ou em recifes de coral.
  • Algumas espécies possuem espinhos cobrindo parte de seu corpo com os quais podem injetar toxinas venenosas em sua presa.

O que os peixes carnívoros comem?

Esse tipo de peixes baseia sua alimentação em carne de outros peixes ou outros animais, geralmente menores que eles, embora algumas espécies sejam capazes de consumir peixes maiores ou podem fazer isso porque caçam e se alimentam em grupo. Da mesma forma, podem complementar sua dieta com outro tipo de alimento, como invertebrados aquáticos, moluscos ou crustáceos.

Técnicas de caça dos peixes carnívoros

Como mencionamos, suas estratégias de caça são diversas, mas se baseiam em dois comportamentos particulares, que são a perseguição ou caça ativa, onde as espécies que as utilizam estão adaptadas para alcançar grandes velocidades que lhes permite capturar suas presas. Muitas espécies preferem se alimentar de grandes cardumes para garantir a captura de pelo menos alguns peixes com segurança, por exemplo, os cardumes de sardinhas, que são formados por milhares de indivíduos.

Por outro lado, a técnica de ficar à espreita lhes permite poupar energia que, de outra maneira, gastariam perseguindo a presa, lhes permite esperar muitas vezes camuflados com o ambiente, escondidos ou, ainda, com o uso de iscas, como fazem algumas espécies para atrair sua potencial presa. Dessa maneira, uma vez que o alvo se aproxime o suficiente, o peixe deve agir rápido para pegar seu alimento. Muitas espécies são capazes de capturar peixes muito maiores e inteiros, pois possuem bocas protrusivas que lhes permite uma maior abertura bucal e aumentam sua capacidade de engolir presas de porte grande.

Sistema digestivo dos peixes carnívoros

Apesar de todos os peixes compartilharem muitas características anatômicas no que diz respeito ao sistema digestivo, este apresenta variações dependendo da dieta de cada espécie. No caso dos peixes carnívoros, geralmente possuem um tubo digestivo mais curto que os outros peixes. Diferentemente dos peixes herbívoros, por exemplo, eles possuem um estômago com a capacidade de distensão formado por uma parte glandular, encarregada da secreção de sucos, secretora de ácido clorídrico, o qual favorece a digestão. Por sua vez, o intestino possui um comprimento similar ao do restante dos peixes, com uma estrutura que recebe o nome de forma digitiforme (os chamados cecos pilóricos), o que permite aumentar a superfície de absorção de todos os nutrientes.

Nomes e exemplos de peixes carnívoros

Existe uma grande variedade de tipos de peixes carnívoros. Eles habitam em todas as águas do mundo e em todas as profundidades. Há algumas espécies que só podemos encontrar em águas superficiais e, outras, só vistas em lugares mais rasos, como algumas das espécies que vivem nos recifes de coral ou as que habitam as escuras profundezas dos mares. A seguir, mostraremos alguns exemplos dos peixes carnívoros mais vorazes que vivem atualmente.

Pirarucu (Arapaima gigas)

Este peixe da família Arapaimidae se distribui do Peru até a Guiana francesa, onde habita rios da bacia do Amazonas. Tem a capacidade de se deslocar por áreas com muita vegetação arbórea e, nas épocas secas, de se enterrar no lodo. É uma espécie de grande porte, podendo alcançar os três metros de comprimento e até mais de 200 quilos, sendo um dos maiores peixes de água doce, depois do esturjão. Devido à sua capacidade de se enterrar no lodo em épocas de seca, pode respirar oxigênio atmosférico se precisar, graças à sua bexiga natatória ser muito desenvolvida e atuar como um pulmão, podendo aguentar até mais de 40 minutos.

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Peixes carnívoros - Tipos, nomes e exemplos - Nomes e exemplos de peixes carnívoros

Atum branco (Thunnus albacares)

Esta espécie da família Scombridae se distribui em mares tropicais e subtropicais ao redor de todo o mundo (exceto no mar Mediterrâneo), sendo um peixe carnívoro que habita a cerca de 100 metros de profundidade em águas quentes. É uma espécie que alcança mais de dois metros de comprimento e mais de 200 quilos, que está sendo superexplorada pela gastronomia e pela qual é classificada como espécie quase ameaçada. Possui cerca de duas fileiras de diminutos dentes afiados com os quais caça peixes, moluscos e crustáceos, os quais captura e engole sem mastigar.

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Dourado (Salminus brasiliensis)

Pertencente à família Characidae, o dourado é habitante das bacias de rios da América do Sul em áreas com correntes rápidas. Os maiores exemplares podem chegar a alcançar mais de um metro de comprimento e na Argentina é uma espécie muito utilizada na pesca esportiva, que atualmente se encontra controlada, com proibição durante a época reprodutiva e respeitando tamanhos mínimos. É um peixe carnívoro muito voraz que possui dentes pontiagudos, pequenos e cônicos com os quais arranca a pele de suas presas, alimentando-se de peixes maiores e podendo consumir crustáceos regularmente.

Barracuda (Sphyraena barracuda)

A barracuda é um dos peixes carnívoros mais conhecidos em todo o mundo, e não é para menos. Este peixe se encontra dentro da família Sphyraenidae e está distribuída pelas costas dos oceanos Índico, Pacífico e Atlântico. Possui uma forma chamativa de torpedo e pode medir mais de dois metros de comprimento. Devido à sua voracidade, em alguns lugares é comumente chamada de tigre marinho e se alimenta de peixes, camarões, e outros cefalópodes. É extremamente veloz, persegue a sua presa até alcançá-la e, depois, despedaça-la, embora curiosamente não consuma os restos imediatamente. No entanto, depois de um tempo, ele retorna e nada ao redor dos pedaços de sua presa para consumi-los quando desejar.

Piranha do Orinoco (Pygocentrus cariba)

Ao pensar em exemplos de peixes carnívoros é comum que nos venham à mente as temidas piranhas. Da família Characidae, essa espécie de piranha vive na América do Sul na bacia do rio Orinoco, daí seu nome. Seu comprimento varia entre 25 e 30 cm de comprimento. Como outras piranhas, essa espécie é extremamente agressiva com suas potenciais presas, embora se não se sentir ameaçada não representa perigo para o ser humano, ao contrário do que normalmente acredita-se. Sua boca possui dentes pequenos e pontiagudos que utiliza para despedaçar suas presas e é comum se alimentarem em grupos, o que as torna conhecidas por sua voracidade.

Piranha da barriga vermelha (Pygocentrus nattereri)

Essa é outra espécie de piranha que pertence à família Serrasalmidae e vive em águas tropicais com temperaturas em torno dos 25°. É uma espécie com cerca de 34 cm de comprimento e cuja mandíbula chama a atenção por seu aspecto proeminente e dotada de dentes pontiagudos. A coloração do adulto é prateada e com o ventre vermelho intenso, daí o seu nome, enquanto que os mais jovens apresentam pontos pretos que posteriormente desaparecem. A maior parte de sua dieta é composta de outros peixes, mas eventualmente pode consumir outras presas, como vermes e insetos.

Tubarão branco (Carcharodon carcharias)

Outro dos peixes carnívoros mais conhecidos à nível mundial é o tubarão branco. É um peixe cartilaginoso, ou seja, sem um esqueleto ósseo, e pertence à família Lamnidae. Está presente em todos os oceanos do mundo, tanto em águas quentes como temperadas. Possui grande robustez e, apesar do seu nome, a cor branca está presente apenas no ventre e pescoço até a ponta do focinho. Atinge quase 7 metros e as fêmeas são maiores que os machos. Possui um focinho cônico e alongado, dotado de dentes poderosos e serrilhados com os quais capturam suas presas (principalmente mamíferos aquáticos, podendo consumir carniça) e presente ao longo de toda a mandíbula. Além disso, possuem mais de uma fileira de dentes, os quais substituem à medida que os perdem.

À nível mundial, é uma espécie que se encontra ameaçada e classificada como vulnerável, principalmente devido à pesca esportiva.

Tubarão tigre (Galeocerdo cuvier)

Este tubarão está dentro da família Carcharhinidae e habita as águas quentes de todos os oceanos. É uma espécie de tamanho médio, que alcança cerca de 3 metros nas fêmeas. Apresenta listras escuras nas laterais do corpo, o que explica a origem de seu nome, embora diminuam com a idade do indivíduo. Sua cor é azulada, o que lhe permite se camuflar perfeitamente e emboscar suas presas. Possui dentes afiados e serrilhados na ponta, por isso é um excelente caçador de tartarugas, já que pode quebrar suas carapaças, sendo em geral um caçador noturno. Além disso, é conhecido como um superpredador, podendo atacar pessoas e qualquer coisa que veja flutuando na superfície da água.

Siluro europeu (Silurus glanis)

O siluro pertence à família Siluridae e está distribuído nos grandes rios da Europa Central, embora atualmente já tenha se espalhado por outras regiões da Europa e tenha sido introduzida em muitos lugares. Trata-se de uma espécie de peixe carnívoro de grande porte, que pode alcançar mais de três metros de comprimento.

É conhecido por habitar águas mais turvas e por ter atividade noturna. Se alimenta de todo tipo de presas, até de mamíferos ou aves que encontra perto da superfície, e embora seja uma espécie carnívora, também pode consumir carniça, portanto pode-se dizer que é uma espécie oportunista.

Outros peixes carnívoros

Os anteriores são apenas alguns dos exemplos de peixes carnívoros que foram descobertos. A seguir, listamos mais alguns:

  • Aruanã prateado (Osteoglossum bicirrhosum)
  • Peixe pescador (Lophius piscatorius)
  • Peixe beta (Betta splendens)
  • Garoupa (Cephalopholis argus)
  • Acará azul (Andinoacara pulcher)
  • Peixe gato elétrico (Malapterurus electricus)
  • Achigã (Micropterus salmoides)
  • Bichir de Senegal (Polypterus senegalus)
  • Peixe falcão anão (Cirrhitichthys falco)
  • Peixe escorpião (Trachinus draco)
  • Espadarte (Xiphias gladius)
  • Salmão (Salmo salar)
  • Peixe tigre africano (Hydrocynus vittatus)
  • Marlin ou peixe veleiro (Istiophorus albicans)
  • Peixe leão (Pterois antennata)
  • Baiacu ocelatus (Dichotomyctere ocellatus)

Se você gostou de conhecer muitos dos peixes carnívoros, pode querer saber mais sobre outros animais carnívoros. Além disso, no vídeo abaixo você confere alguns dos animais mais marinhos mais raros do mundo:

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Bibliografia
  • Galván-Villa, C. M., López-Uriarte, E., & Arreola-Robles, J. L. (2011). Diversidad, estructura y variación temporal del ensamble de peces asociados al arrecife coralino de playa Mora, bahía de Tenacatita, México. Hidrobiológica, 21(2), 135-146.
  • Medina, M., Araya, M., & Vega, C. (2004). Alimentación y relaciones tróficas de peces costeros de la zona norte de Chile. Investigaciones marinas, 32(1), 33-47.

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