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Malamute do Alasca

Malamute do Alasca

O Malamute do Alasca é, com frequência confundido com o Husky Siberiano, sendo uma raça originária do ártico e considerada uma das raças mais longa da história dos cães de trenó. A sua presença imponente e sóbria dá uma imagem errada do seu caráter real. Para saber mais sobre esta raça de cachorro, continue lendo este artigo do PeritoAnimal.

Origem
  • América
  • Estados Unidos
Classificação FCI
  • Grupo V
Características físicas
Altura
  • 15-35
  • 35-45
  • 45-55
  • 55-70
  • 70-80
  • Mais de 80
Peso adulto
  • 1-3
  • 3-10
  • 10-25
  • 25-45
  • 45-100
Esperança de vida
  • 8-10
  • 10-12
  • 12-14
  • 15-20
Atividade física recomendada
  • Baixa
  • Média
  • Alta
Recomendações
  • Focinheira
  • Arnês
Clima recomendado
Tipo de pelo

Aparência física

Encontramos no Mamute do Alasca um cachorro grande, robusto e musculado. Está preparado para suportar temperaturas frias uma vez que possui uma camada dupla de pelo, a camada interna é densa e oleosa, desta forma protege-os do frio. Os olhos são de cor marrom escuro e o seu pelo tem umas marcas pretas caraterísticas da raça. Os seus movimentos são fluídos e rítmicos uma vez que parece que anda em perfeita harmonia. A sua cauda fica enrolada em cima do seu lombo mas sem chegar a tocar nele e, a sua cabeça é grande mas não desproporcional.

O Malamute do Alasca é um cachorro muito forte que está habituado a puxar cargas muito pesadas como os trenós e até pesos de 40 quilos. Nem sempre o encontramos de cor preta e branca, pois esta raça conta também com outras cores como o branco, cinza, avermelhado, etc.

Caráter do Malamute do Alasca

Apesar de não parecer, o Malamute do Alasca é um cachorro dócil, sociável e carinhoso, especialmente com os seus donos e inclusive com desconhecidos. É muito importante que o Malamute tenha como dono alguém experiente e que se tenha informado sobre as caraterísticas da raça pois precisa de disciplina. É um cachorro muito inteligente e independente que não aceitará ordens apenas pelo fato de lhe dar comida todos os dias. Procuram em seu líder um amigo responsável e coerente que possam seguir. Mostra um caráter calmo, pausado e relaxado.

É um cachorro brincalhão, fiel ao seu dono e protetor dos mais pequenos de casa. Embora na realidade não seja um cachorro de guarda em si mesmo, a verdade é que nos servirá como cachorro de vigia. Com uma boa socialização e dose de adestramento semanais conseguiremos um cachorro equilibrado devido ao seu alto potencial de aprendizagem.

Saúde

O Malamute do Alasca é uma raça certamente bastante saudável, e embora não seja propenso a doenças, as mais comuns que costumam afetar a raça são:

  • Displasia do quadril
  • Choques térmicos sob temperaturas muito elevadas
  • Insuficiência renal
  • Hemeralopia

Para manter o seu Malamute do Alasca saudável, deverá ter em dia o seu calendário de vacinas e ir com ele ao veterinário quando observar sintomas estranhos não próprios nele.

Cuidados do Malamute do Alasca

Precisa de viver em um espaço exterior e aberto, caso contrário o Malamute do Alasca irá fugir ao sentir-se preso. É um cachorro que precisa de fazer exercício diariamente, assim como passeios e caminhadas ao ar livre. Proporcionar atividade ao nosso Malamute do Alasca irá deixá-lo mais feliz e próximo a nós.

Não devemos dar banho ao Malamute com frequência para não eliminar as camadas de proteção natural da pele. A cada três meses será suficiente. Ainda assim, devemos ser regulares na escovação, que deve ser diária de modo facilitar esta tarefa e utilizando uma escova suave de cerdas compridas.

Além disso, deverá ter o mesmo tipo de cuidado que teria com outro cachorro, deve estar atento também ao cuidado das suas unhas e olhos assim como as orelhas. O corte das unhas deve ser realizado quando vir que estão muito compridas.

Comportamento

Quanto ao comportamento do Malamute do Alasca com outros animais deve ser sempre sob supervisão do dono, uma vez que pelo seu forte instinto de hierarquia pode ver-se envolvido em agressões com outros animais, outro dos motivos pelos quais precisa de um dono experiente.

É muito importante educar os seus filhos e o seu cachorro no âmbito da brincadeira, uma vez que o tamanho grande do Malamute do Alasca pode ser um problema se a brincadeira não for a correta. Deve evitar os puxões da cauda e das orelhas assim como brincadeiras violentas ou de grande movimento corporal. Além disso, deve ter cuidado nos primeiros dias de interação. No geral, o Malamute do Alasca é uma raça que se relaciona muito bem com as crianças e que é capaz de arriscar a sua vida para proteger os mais pequenos de casa. Basta lembras as regras das brincadeiras corretas a ambos.

Educação do Malamute do Alasca

O Malamute do Alasca é um cachorro um pouco independente mas muito inteligente. Desfrutará de aprender ordens de todo o tipo assim como de tarefas em casa. Além de ser utilizado como cão para puxar o trenó ou carga de pesos também é um bom cachorro de salvamento, assim como para pessoas com deficiências físicas.

Curiosidades

  • São parentes do Husky Siberiano.
  • Provêm de uma tribo inuit, os Mahlemiut. Conhecidos por comer carne crua, conseguiram criar uma relação estreita com a raça de qualidades carinhosas e sociáveis que, também os ajudavam no transporte de grandes mercadorias na neve.
  • Foram utilizados como cachorros de resgate na Segunda Guerra Mundial.

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1 comentário
Felipe
Gente, no geral foi um bom trabalho com esse texto. Houve alguns equívocos, de variados níveis de gravidade ou perigo, contudo:
1. O "Alasca" do nome oficial da raça no Brasil é grafado com "K", ou seja, "Malamute do Alaska". Vide padrão da raça no site da CBKC.
2. Este animal não está classificado no Grupo 3. "O grupo 3 é formado pelos cães terriers de grande e médio porte, terriers de pequeno porte, terriers tipo bull e terriers de companhia." Esta raça é classificada como cão primitivo, no Grupo 5: "O grupo 5 é formado pelos cães nórdicos de trenó, cães nórdicos de caça, cães nórdicos de caça e pastoreio, spitz europeus, spitz asiáticos e raças assemelhadas e cães de tipo primitivo."
3. A expectativa de vida média desta raça, não é de 10-12 anos, ela é superior ao do comum para cães de grande porte: Malamutes vivem em média de 13~16 anos.
4. Essa raça de desenvolveu por muitas centenas de anos enquanto animal de trabalho de toda uma unidade familiar tribal dos povos Inuit, especialmente dos povos Mahlemuts. Por essa razão, ainda que esses animais sejam dotados de elevado senso de apego e proteção à sua família - principalmente de crianças e de outros animais que eles já considerem parte da família e indefesos/frágeis, essa raça não é indicada para vigilância ou ainda menos, para guarda. A não ser que se trate de vigilância e guarda contra outros animais (Malamutes possuem um forte instinto de caça), eles não devem ser empregados com essa finalidade em mente. Essa raça é de trabalho, mas o trabalho deles é o de puxar cargas, não proteção da família e/ou propriedade (novamente: a não ser contra outros animais. Contra Humanos somente em casos extremos de agressão física direta aos seus proprietários - ou qualquer agressão aos seus "protegidos indefesos adotados", como qualquer outro cão).
5. No trato diário com esses animais não se deve usar focinheiras. Arneses só devem ser usados quando em trabalho/ prática de esportes, pois eles entram no "transe" do modo puxar-puxar-puxar, sendo impraticável passear assim. O mais indicado é o uso de coleiras normais para que se habitem a caminhar lado a lado, e não à frente como quando puxam qualquer coisa; e o uso de enforcador (sem grampos) para adaptação à coleira.
6. Sobre o temperamento dele, acho extremamente importante reforçar que eles são animais muito independentes e muito inteligentes. Conseguem imaginar no que resulta essa combinação? Eles não vão obedecer quaisquer ordens ou pedidos a não ser que te respeitem. E não, eles não reagem bem a qualquer traço de agressividade ou de violência. Isso apenas os aborrece e os torna ainda mais rebeldes, de modo que eles se tornarão peritos em fazer exatamente o que você não quer, apenas para provar que você não é digno de liderar a "matilha". Essa característica, por sinal, é típica de quase todos os grandes cães primitivos, inclusive os Huskies, que são ainda mais independentes. Portanto, se você pensa em adquirir um exemplar desses mas nunca criou cachorro nenhum ou só criou cães de raças que "sentem grande prazer em obedecer - como cães de caça e cães pastores em geral -", vou dar um conselho pelo qual você me agradeceria imensamente: não adquira um animal dessa raça. Você e o animal vão ter muitos problemas, provavelmente você deveria tentar outras raças e deixar o filhote em mãos mais experientes. A educação deles requer consistência e comprometimento da parte de toda a família.
7. Quanto aos cuidados, a AKC (entidade cinológica americana, que registrou inicialmente a raça na FCI) recomenda banhos a cada 6 meses. Em nosso país tropical, a recomendação de banhos trimestrais está adequada, não se devendo banhá-los em hipótese alguma em intervalos inferiores a um mês, sob risco de fungos, ácaros e doenças de pele e dos pêlos de desenvolverem. A secagem deve ter atenção especial, para que não fiquem pequenos pontos úmidos no subpelo.
Felipe
A escovação, contudo, só é  realmente necessária duas vezes na semana, mas o tempo semanal total de escovação pode ser dividido entre todos os 7 dias. Mas, por tudo que lhe é sagrado, não molhe o animal para escovar!!! Jamais!!! Ele vai desenvolver fungos e ácaros que vão devorar a pele dele antes mesmo do próximo banho. Por sinal, não se deve umedecer os pêlos para escovação diária de nenhum cão que possua dupla pelagem, sob pena de sofrer os mesmos problemas já mencionados. Caso tenha dúvidas, procure um criador, um groomer profissional ou um veterinário de sua confiança. (Mas não molhe o subpelo para escovar!!!) Quanto às garras, o Malamute do Alaska possui garras retráteis como as de um gato (sério!). Essa característica desenvolvidas ao longo de 12 mil anos de seleção natural é vital para conferir atrito e tração no gelo, pois de que adiantaria possuir músculos, ossos e patas tão poderosos e garras que não tivessem a capacidade de serem cravadas no gelo sob a neve?! Assim, elas não devem ser aparadas, a não ser sob recomendação de um médico veterinário devidamente esclarecido a respeito das particularidades dessa raça.
8. Sobre comportamento, tudo certíssimo, exceto que eles são tão grandões e fortes que não dão a mínima para pequenos puxões de crianças nas orelhas, cauda e corpo. Se forem excessivamente fortes ou repetitivos, eles corrigirão a criança como fariam a um filhote, sem machucá-lo.

Curiosidade: Não há presença de DNA do Husky Siberiano no Malamute do Alaska, como diz o texto, mas muito pelo contrário, há presença do DNA Malamute no Husky. Isso aconteceu por conta da febre do ouro do Alasca em fins do Séc. XIX: a procura por bons cães de tração era maior do que a disponibilidade, então as pessoas comecaram a produzir cães mestiços na expectativa de que eles fossem mais eficientes (+ rápidos, + fortes, + resistentes ao cansaço, frio e doenças e que comessem o mínimo possível). Assim foi que muitas raças de trenó Inuits foram extintas. Nessa época, passado o pior da febre do ouro, já no declínio, houve introdução regular de Malamutes no "melhoramento" (segundo o que eles achavam melhor) dos Huskies, de modo a aproveitar sua excelente velocidade e conferir mais força e resistência. É importante notar que hoje em dia isso se verifica em maior parte apenas nos Huskies Siberianos americanos! Quem quiser ler mais, basta procurar no Google por um estudo chamado "Our Alaskan Malamute Percentage".
Daniela
O malamute é um cachorro encantador. Sorte de quem tem o prazer de desfrutar de suas brincadeiras estabanadas.
Nelson Ferreira (Editor de PeritoAnimal)
Olá Felipe, muito obrigado pelos seus comentários.

Acrescentámos algumas das informações que nos deu ao artigo e aproveitámos este seu comentário complementar a informação sobre esta raça. Esperamos que continue acompanhando os nossos artigos e uma vez mais obrigado por partilhar o seu conhecimento.

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