O que dormir com o cachorro diz sobre a relação com o tutor?

O que dormir com o cachorro diz sobre a relação com o tutor?

Dormir com o cachorro na cama é uma prática polêmica que conta tanto com detratores quanto com defensores. Os primeiros falam de problemas de higiene, do possível contágio de doenças ou da perda de autoridade sobre o animal. Os segundos se concentram em aspectos relacionados ao apego e ao carinho. E é que compartilhar a cama com um cachorro diz muito sobre o tipo de relação que se estabeleceu entre humano e animal.

Dormir juntos não é apenas uma ideia dos cuidadores. Os cães também buscam compartilhar a cama, pois são animais sociáveis acostumados a viver, e dormir, em matilha. Neste artigo do PeritoAnimal te contamos o que dormir com o cachorro significa sobre a relação com o tutor.

Confiança no tutor

Quando dormimos, estamos totalmente vulneráveis. Esse fato implica dois aspectos. O primeiro é que não dormimos diante de qualquer pessoa. O segundo é que precisamos de um ambiente seguro para “nos deixarmos” dormir. Por esse motivo, dormir com nosso cachorro indica que nossa confiança nele é total, e o mesmo percebe o cachorro quando quer dormir em nossa cama. Conosco ele está seguro, a ponto de relaxar e baixar todas as suas defesas. Ambos podemos sentir tranquilidade pela proximidade física do outro durante a noite, pelo som da respiração ou pelo calor e o peso na cama. Tudo isso ajuda a conciliar o sono.

Portanto, que cachorro e humano durmam juntos implica que mantêm uma relação sólida e um vínculo profundo. Esse tipo de vínculo está relacionado à secreção de ocitocina, a chamada hormona do amor, que aparece nesses contextos de relaxamento. É um dos benefícios para as pessoas da convivência com animais de companhia. Outros incluem a diminuição da ansiedade, do estresse e da pressão arterial.

São razões suficientes para que as pessoas queiram dormir com seu cachorro. Não é algo ruim. Assim como os cães, as pessoas somos seres sociais que precisam interagir e se relacionar com outros humanos. Os cães e outros animais podem preencher esse espaço quando não há pessoas por perto, mas, se existirem dificuldades evidentes na comunicação com os semelhantes, seria uma boa ideia procurar um profissional ou, ao menos, incentivar-se a estabelecer mais relações além da canina. Em outras palavras, dormir com o cachorro pode ser uma boa ideia, desde que não se estabeleça uma dependência tóxica.

Comportamento de dormir em matilha

A confiança e o carinho podem ser os sentimentos que levam as pessoas a dormir com seus cães. Mas, nos cães, o instinto também desempenha um papel importante. Os cães são animais sociais e sociáveis, que viviam em matilhas formadas por indivíduos de diferentes idades e sexos. O momento de descanso era especialmente perigoso. Como já mencionamos, é um momento de máxima vulnerabilidade.

Por essa razão, é compreensível que toda a matilha descanse junta para se sentir mais protegida diante de qualquer possível perigo. O cachorro no lar não está exposto aos mesmos perigos, evidentemente, mas seu instinto o leva a buscar a proteção e a companhia de seu cuidador, a quem também protegerá. Para ele, dormir acompanhado é o mais natural. Além disso, era uma prática que reforçava os vínculos na matilha e, na época fria, amenizava o efeito das baixas temperaturas graças ao calor corporal.

Precauções ao dormir com o cachorro

Compartilhar ou não a cama com o cachorro é uma decisão pessoal que cada cuidador deve tomar de acordo com suas preferências e circunstâncias. Por exemplo, não é a mesma coisa dormir com um cachorro de porte médio que com um gigante. Em qualquer caso, é interessante observar as seguintes precauções:

  • Desparasitar o cachorro tanto interna quanto externamente para prevenir o aparecimento desagradável de vermes, pulgas ou carrapatos. A escolha dos melhores antiparasitários, assim como a frequência de administração, é responsabilidade do veterinário e deve ser ajustada a cada animal.
  • Manter uma boa higiene. Não é necessário dar banho todos os dias, mas recomenda-se fazer escovações frequentes para reduzir a sujeira que possa ter ficado acumulada no pelo e a quantidade de pelos que se soltam. Banhos regulares e a higienização de pontos importantes, como as patas, as orelhas, os olhos ou os dentes, também são importantes para preservar a limpeza.
  • Deve-se recorrer ao veterinário se for notada qualquer alteração que possa estar relacionada a alguma doença. Será necessário tratá-la o quanto antes.
  • Utilizar capas ou qualquer tecido facilmente lavável na máquina, por exemplo, uma cama de cachorro, contribui para preservar a higiene da cama e facilita a limpeza.
  • Em determinados casos, por exemplo, se o cachorro estiver doente, pode ser necessária uma proteção extra, como tapetes absorventes, que evitarão que os fluidos entrem em contato com o tecido, favorecendo a higiene.
  • Lavar regularmente toda a roupa de cama para prevenir o aparecimento de maus odores ou manchas.
  • É preciso ter em conta que os cães, ao envelhecer, podem ter dificuldades para subir ou descer da cama. Se sempre dormiram ali, será necessário colocar algum móvel auxiliar que facilite sua mobilidade.
  • Por último, se o cachorro se move muito, ronca, é muito grande ou, por qualquer outro motivo, dificulta o sono, será preciso considerar a possibilidade de levá-lo para uma cama própria, mesmo que seja ao lado da nossa.

Em resumo, cada cuidador terá que avaliar se quer ou não dormir com seu cachorro. Se o animal estiver bem desparasitado e limpo, não há motivo para haver problemas. Pelo contrário, será uma prática da qual tanto a pessoa quanto o cachorro podem se beneficiar.

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