Os gatos siameses são pets muito saudáveis, desde que venham de criadores responsáveis e éticos e não existam problemas de consanguinidade ou outros fatores negativos. No entanto, alguns que se encontram para adoção podem ser vítimas destas práticas.
Os gatos siameses tendem a viver mais do que outras raças, alcançando uma esperança média de vida de cerca de 20 anos. Quando chegam a uma idade mais avançada, as dores e doenças próprias da velhice podem surgir. Entretanto, existem algumas doenças ou malformações que podem aparecer desde jovens.
Continue lendo este artigo do PeritoAnimal para se informar adequadamente sobre as mais frequentes malformações e doenças do gato siamês.
Câncer de mama
Quando as gatas siamesas envelhecem, é comum surgirem cistos mamários. A maioria deles é benigna, mas alguns podem se tornar cancerígenos. Por esse motivo, é essencial que o veterinário monitore esses cistos, analisando-os e realizando cirurgia caso sejam malignos.
Visitas veterinárias a cada 6 meses são recomendadas para prevenir este problema e detectá-lo a tempo, caso ocorra.
Alguns gatos siameses jovens podem sofrer de episódios de problemas respiratórios, conhecidos como URI, que os deixam em um estado semelhante ao da gripe humana. Além disso, podem apresentar inflamações nasais e traqueais. Embora não sejam infecções frequentes, uma vez que os gatos siameses são basicamente caseiros, é importante que estes episódios bronquíticos temporais sejam controlados pelo veterinário.
Por outro lado, é importante destacar que a prevenção destas condições respiratórias pode ser realizada com cuidados básicos de saúde e higiene, mantendo o ambiente limpo e livre de fatores irritantes para o sistema respiratório dos felinos.
Transtornos obssessivos/compulsivos
Os gatos siameses são animais de estimação sociáveis que precisam da companhia de outros animais ou humanos. O ideal é que convivam com ambos simultaneamente. A solidão excessiva pode levar a um transtorno causado pelo tédio ou ansiedade pela espera do regresso das pessoas de casa. Esse comportamento compulsivo pode resultar em uma limpeza excessiva, onde o gato se lambe tanto que provoca falhas no pelo.
Este transtorno é conhecido como alopecia psicogênica. Indiretamente, a ingestão de pelo pode causar problemas intestinais devido às bolas de pelo. Assim, é conveniente administrar-lhes malta para gatos.
Além disso, para minimizar esses comportamentos, é fundamental proporcionar atividades enriquecedoras e interativas para os gatos. Brinquedos, arranhadores e até mesmo jogos de caça podem ajudar a manter o felino mentalmente estimulado e emocionalmente equilibrado.
Doença vestibular
Esta doença costuma ser causada por problemas genéticos e está relacionada com o nervo que conecta o ouvido interno.
A doença vestibular provoca no gato tonturas e perdas de equilíbrio. Geralmente, dura pouco tempo e se cura por si mesma. No entanto, se ocorrer de forma frequente, deve ser tratada pelo veterinário.
É importante ressaltar que a detecção precoce e o tratamento adequado podem minimizar os impactos dessa condição. Manter um registro dos episódios e compartilhar essas informações com o veterinário pode ser crucial para um diagnóstico preciso.
Distúrbios ópticos
Os gatos siameses também podem sofrer de alterações que não são propriamente doenças, mas sim desvios do padrão da raça. Um exemplo é o estrabismo, onde o gato vê perfeitamente bem, apesar de seus olhos estarem orientados de forma estrábica visivelmente.
O nistagmo é outra alteração do nervo óptico, semelhante ao estrabismo. Esta condição provoca uma oscilação dos olhos da direita para a esquerda ou de cima para baixo. Embora não seja frequente, pode ocorrer em gatos siameses. Um veterinário deve ser consultado, pois pode ser um sinal de que o gato sofre de alguma doença renal ou cardíaca.
Além disso, é importante que os donos de gatos siameses estejam atentos a quaisquer alterações no comportamento visual de seus animais de estimação, buscando orientação veterinária sempre que necessário para garantir o bem-estar do gato.
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Porfiria
Esta anomalia genética já desapareceu praticamente, embora antigamente fosse procurada por ser um traço típico de alguns gatos orientais. Não influencia na saúde do gato, e a cauda é curta e torcida em uma espécie de saca-rolhas, semelhante às caudas dos porcos.
A porfiria é uma doença metabólica normalmente hereditária. É muito complexa e de difícil diagnóstico, podendo ter diversos graus de intensidade e afetar diferentes órgãos. Altera as enzimas que favorecem a síntese da hemoglobina sanguínea.
A doença pode ser muito leve ou grave. Como pode atacar diferentes órgãos: coração, rins, fígado, pele, etc., são inúmeros os sintomas que pode apresentar: urina avermelhada, vômitos, alterações da pele, convulsões e, inclusive, ser assintomática. Apenas um veterinário competente conseguirá fazer um diagnóstico adequado.
Da mesma forma, é crucial que os proprietários estejam atentos a quaisquer sinais de desconforto ou alterações no comportamento do gato, buscando ajuda veterinária imediatamente para um diagnóstico precoce e tratamento eficaz.
Hidrocefalia
No gato siamês, trata-se de uma alteração genética do gene hy. A acumulação de líquido cefalorraquidiano no cérebro pressiona o órgão, podendo causar danos irreversíveis. Um sintoma claro é a inflamação da cabeça, e nesta situação, é necessária a atenção imediata de um veterinário.
Já deve ter notado que a grande maioria dos transtornos se deve a deficiências nas linhas genealógicas do gato. É por esse motivo que é importante adotar filhotes em locais de confiança, com profissionais que possam assegurar a origem dos gatos siameses.
Além disso, manter um acompanhamento regular com o veterinário pode ajudar a monitorar a saúde do gato e a identificar precocemente quaisquer sinais de hidrocefalia ou outras condições genéticas, permitindo intervenções rápidas e eficazes.
Desparasitação
Além disso, devemos ter em conta, especialmente se o nosso gato entra e sai de casa com frequência, a importância de desparasitar o nosso gato siamês. Desta forma, evitamos o aparecimento de parasitas intestinais e parasitas externos, como pulgas e carrapatos.
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Além de desparasitar, é vital manter a higiene do ambiente em que o gato vive, para reduzir a exposição a parasitas. Isso inclui limpar regularmente sua cama, brinquedos e áreas de alimentação.
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Este artigo é meramente informativo, no PeritoAnimal.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos veterinários nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Sugerimos-lhe que leve o seu animal de estimação ao veterinário no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.
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