Dentro dos cuidados a ter com os nossos gatos encontra-se o calendário de vacinas e as desparasitações anuais. Muitas vezes lembramo-nos das primeiras, mas os parasitas são facilmente esquecidos. A desparasitação é essencial para eliminar do sistema digestivo ou do pelo do nosso animal os diferentes hóspedes indesejáveis que tentam se colonizar.
Neste artigo do PeritoAnimal, vamos esclarecer para você uma dúvida que costuma ser muito frequente entre os donos de felinos, que é relativa à frequência da desparasitação em gatos. Continue lendo para descobrir a resposta e os nossos conselhos.
É importante desparasitar o meu gato?
Os gatos são animais muito limpos, mas contra parasitas ninguém está totalmente imune. Devemos protegê-los tanto interna quanto externamente. Nunca se recomenda esperar que os parasitas apareçam para começar o tratamento. Lembre-se de que é sempre melhor prevenir do que remediar.
Primeiro, deve-se lembrar que há parasitas internos, como vermes intestinais, e parasitas externos, como pulgas e carrapatos. É fundamental observar bem o seu animal diariamente e, em caso de dúvida, consultar o veterinário para um diagnóstico preciso. É importante seguir de perto as recomendações do médico e respeitar o calendário que ele nos indica.
Além disso, é essencial compreender que a presença de parasitas pode não ser imediatamente visível, mas eles podem causar desconforto e doenças com o tempo. Portanto, mesmo que seu gato pareça saudável, a prevenção é a melhor estratégia para garantir seu bem-estar a longo prazo.
Desparasitação de filhotes de gatos
A partir das 6 semanas de vida, o nosso pequeno felino já está em condições de ser desparasitado. Há calendários que indicam que devemos administrar 3 doses até completar os 3 meses de vida, por isso deve-se dar 1 dose a cada 2 semanas.
Normalmente, para facilitar o processo, escolhem-se produtos em gotas. Os filhotes são muito vulneráveis aos parasitas internos nesta etapa da sua vida, podendo causar-lhes graves problemas de saúde. Contudo, a decisão final sobre o tratamento deve ficar ao critério do veterinário, considerando a origem do nosso animal e a sua exposição a estes pequenos hóspedes ocasionais.
Externamente, para proteger o filhote de ataques de pulgas e carrapatos, que são os mais inquietantes, encontramos vários produtos:
- Pipetas: ideais para aqueles que têm acesso ao exterior, como terraços ou jardins. Pode-se aplicar até 1 por mês, sempre seguindo as instruções do produto.
- Sprays: são mais econômicos, mas menos eficientes, com risco de serem ingeridos e causarem danos internos desnecessários. Além disso, podem provocar alergias cutâneas e nasais.
- Coleiras: são eficazes para gatos de interior, mas devemos habituá-los desde pequenos para não causar incômodos no seu corpo.
Cabe destacar que a escolha do produto deve considerar a idade, o peso e o estilo de vida do filhote, sempre buscando orientação veterinária para assegurar a eficácia e a segurança do tratamento.
Desparasitação de gatos adultos
Como referimos no ponto anterior, até aos 3 meses de vida o nosso gatinho estará protegido. Depois disso, devemos continuar com o calendário na sua fase adulta.
É comum encontrar donos que acreditam que, como seu gato não sai de casa e vive sozinho, ele não está exposto a parasitas. No entanto, isso não é verdade, pois nós mesmos podemos ser portadores de parasitas que afetem nossos animais. Por isso, devemos seguir rigorosamente o calendário proposto pelo veterinário.
- Recomenda-se que, internamente, sejam feitas no mínimo 2 desparasitações anuais, usando gotas ou comprimidos, sempre conforme a recomendação do veterinário. Para mais detalhes, leia nosso guia completo sobre o vermífugo para gatos.
- No caso dos parasitas externos, as pulgas são as mais comuns, seguidas por carrapatos em animais que têm acesso ao exterior. Os produtos recomendados são os mesmos citados anteriormente (coleiras, pipetas e spray), e a frequência de aplicação deve seguir as indicações de cada produto escolhido.
Além disso, é importante realizar regularmente uma inspeção no pelame do gato, principalmente se ele convive com outros animais ou frequenta ambientes externos. Isso ajuda a identificar precocemente qualquer infestação e a tomar medidas rápidas para eliminá-la.
Este artigo é meramente informativo, no PeritoAnimal.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos veterinários nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Sugerimos-lhe que leve o seu animal de estimação ao veterinário no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.
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