4 Remédios humanos proibidos para cães

4 Remédios humanos proibidos para cães

Os medicamentos que foram aprovados para o uso humano passaram por ensaios clínicos extensos, e ainda assim, muitas vezes são retirados depois do mercado por se observar efeitos secundários potencialmente perigosos que não se tinha evidenciado durante as fases do ensaio clínico.

Se os efeitos que alguns remédios estudados no ser humano podem ser tão grandes, imagine o perigo que seriam ao expor o seu pet a eles, se decidisse medicá-lo com os medicamentos que você costuma usar normalmente.

Os processos de farmacodinâmica (mecanismo de ação e efeito farmacológico) e farmacocinética (liberação, absorção, distribuição, metabolismo e eliminação) são muito diferentes no organismo humano e no organismo do cachorro, por isso, uma má ação por parte do dono pode colocar em risco a vida do cão. Neste artigo do PeritoAnimal vamos lhe indicar os 4 medicamentos humanos proibidos para cães.

1- Paracetamol

O paracetamol pertence ao grupo farmacológico dos AINE's (anti-inflamatórios não esteroides). Alguns fontes referem que nenhum AINE pode ser administrado aos cães, no entanto, este grupo engloba inúmeros princípios ativos e é possível que algum deles seja adequado para tratar alguma condição canina, sempre sob prescrição veterinária.

Em contrapartida, se existir um anti-inflamatório com estas caraterísticas que sob nenhuma circunstância possa ser administrado a um cachorro é o paracetamol, potencialmente perigoso pelo dano que pode causar no fígado.

Administrando paracetamol a um cachorro pode-se prejudicar gravemente o seu fígado, pode ocorrer uma falha hepática que leve à morte e também é possível a destruição de grande parte dos glóbulos vermelhos.

2- Ibuprofeno

Trata-se de um princípio ativo que também pertence ao grupo dos AINE's, é mais anti-inflamatório que o paracetamol mas possui uma capacidade menor para diminuir a febre. O seu habitual e perigoso uso em humanos faz com que pensemos muitas vezes neste anti-inflamatório como uma opção para tratar o nosso cachorro quando este apresenta dor ou dificuldade de movimento.

No entanto, o ibuprofeno é tóxico para os cães em doses que superem as 5 miligramas por quilo de peso corporal, isto significa que um comprimido de ibuprofeno para adultos (600 miligramas) seria mortal para um cão pequeno.

A intoxicação com ibuprofeno manifesta-se através de vômitos, diarreia, perda de apetite, falha renal, falha hepática e inclusive morte.

3- Benzodiazepinas

As benzodiazepinas formam por si só um grupo farmacológico onde podemos distinguir princípios ativos como o alprazolam, diazepam ou clorazepato dipotássico. Tratam-se de remédios que em humanos são utilizadas como fortes sedativos do sistema nervoso central, sendo prescritos no caso de ansiedade, nervosismo ou insônia, entre outras condições.

Algumas benzodiacepinas, por exemplo, o diazepam são utilizadas no tratamento da epilepsia ou ansiedade, no entanto, apenas um médico veterinário pode prescrever o uso deste fármaco.

Por este motivo, muitas pessoas consideram que é oportuno dar este tipo de medicação ao seu pet quando este se encontrar inquieto ou sofrer de ansiedade, mas as benzodiazepinas provocam nervosismo e ataques de pânico nos cachorros, além de ser muito perigosas para a sua saúde hepática.

Curiosamente as benzodiazepinas foram feitas com o objetivo de possuir uma maior margem terapêutica que os barbitúricos, no entanto, nos cães acontece o contrário, utilizam-se os barbitúricos pois são mais seguros, sempre que sejam administrados sob prescrição veterinária.

4- Antidepressivos

Existem muitos tipos de antidepressivos embora os mais conhecidos sejam os Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS), um grupo dentro do qual podemos distinguir princípios ativos como a fluoxetina ou a paroxetina.

Não afetam apenas diretamente a saúde renal e hepática do cachorro, como também podem transtornar o adequado funcionamento do seu sistema nervoso, sendo isto prejudicial para a saúde do seu pet.

Não automedique o seu cachorro

Se quer que o seu pet desfrute de um pleno estado de saúde e bem-estar é fundamental que sob nenhuma circunstância o automedique, nem sequer utilizando remédios veterinários, uma vez que muitas vezes isto pode mascarar uma doença grave que precise de diagnóstico e tratamento específico de forma urgente.

Para evitar acidentes desnecessários que possam custar a vida do seu cachorro, tenha consciência e consulte o veterinário quando observar algum sintoma de doença no seu cachorro.

Este artigo é meramente informativo, no PeritoAnimal.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos veterinários nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Sugerimos-lhe que leve o seu animal de estimação ao veterinário no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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