15 animais ameaçados de extinção no Brasil

15 animais ameaçados de extinção no Brasil

O Brasil é um dos países com maior biodiversidade em sua fauna e flora nativas. Estima-se que entre 10 e 15% de todas as espécies do mundo habitam os ecossistemas brasileiros. No entanto, o país sul-americano possui mais de 1.150 animais em risco de extinção, o que significa que mais de 9,5% da fauna está em estado de risco ou vulnerabilidade atualmente.

Neste artigo do PeritoAnimal, apresentamos 15 animais ameaçados de extinção no Brasil, que chamam a atenção por serem espécies muito emblemáticas da fauna brasileira e cujas populações passaram por um processo radical de declínio nas últimas décadas, principalmente devido à caça e ao desmatamento em seu habitat natural. Continue lendo!

Nomes dos animais ameaçados de extinção no Brasil

Essa é uma lista com os 15 nomes dos animais em risco de extinção no Brasil. Nas outras seções você vai ver uma descrição completa de cada animal, além dos motivos pelos quais eles estão em risco de extinção.

  1. Boto-cor-de-rosa;
  2. Lobo-guará;
  3. Ariranha;
  4. Cuxiú-preto;
  5. Jacutinga;
  6. Lagartixa-de-areia;
  7. Muriqui-do-Norte;
  8. Pica-pau-amarelo;
  9. Sapo-folha;
  10. Tartaruga-de-couro;
  11. Tatu-bola;
  12. Uacari;
  13. Morceguinho-do-cerrado;
  14. Mico-leão-dourado;
  15. Onça-pintada.

15 animais em risco de extinção no Brasil

Segundo o Catálogo Taxonômico das Espécies do Brasil, realizado por iniciativa do Ministério do Meio Ambiente, já foram registradas cerca de 116.900 espécies de animais vertebrados e invertebrados que compõem a fauna brasileira. Mas, como já mencionamos na introdução, quase 10% das espécies são animais que correm risco de extinção no Brasil.

Os animais em risco de extinção no Brasil são classificados nas três categorias a seguir, dependendo do seu estado de conservação: vulnerável, em perigo ou crítico. Logicamente, as espécies criticamente ameaçadas são aquelas que correm maior risco de desaparecer e requerem atenção imediata das autoridades, iniciativas privadas e organizações sem fins lucrativos com ações protecionistas.

Segundo as avaliações realizadas entre 2010 e 2014 pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), juntamente com o Ministério do Meio Ambiente, a Mata Atlântica é o bioma mais afetado nas últimas décadas, com mais de 1.050 espécies ameaçadas. Esses estudos também revelam que, entre os animais vertebrados em risco de extinção no Brasil, existem cerca de 110 mamíferos, 230 aves, 80 répteis, 40 anfíbios e mais de 400 peixes ameaçados (marinhos e continentais).

Além do bioma da Mata Atlântica, outros ecossistemas brasileiros também enfrentam desafios significativos. A Amazônia, por exemplo, apesar de sua vastidão e riqueza de biodiversidade, não está imune às ameaças. O desmatamento ilegal, incentivado pela expansão agrícola e pela mineração, tem sido um dos principais responsáveis pela perda de habitat de muitas espécies. Esta pressão contínua sobre os recursos naturais pode levar a um colapso nos serviços ecossistêmicos que essas florestas fornecem.

Considerando esses números altos e lamentáveis, é evidente que nem chegaremos perto de mencionar todas as espécies ameaçadas nos ecossistemas brasileiros. No entanto, fizemos um grande esforço para selecionar os 15 animais ameaçados de extinção no Brasil que se destacam por serem animais típicos do Brasil ou endêmicos do país. Depois desta breve explicação, podemos seguir para a nossa lista de animais em risco de extinção.

Boto-cor-de-rosa

O golfinho rosa do Amazonas (Inia geoffrensis), conhecido como boto-cor-de-rosa no Brasil, é o maior golfinho de água doce do mundo, sendo caracterizado pela coloração rosada de sua pele. Na cultura folclórica brasileira, existe uma lenda bem conhecida que diz que esses cetáceos costumavam se aproveitar da grande beleza para seduzir mulheres jovens e solteiras na região amazônica.

Infelizmente, o boto cor-de-rosa está entre os animais com maior risco de extinção no Brasil, uma vez que sua população diminuiu mais de 50% nos últimos 30 anos, principalmente devido à pesca e à construção de hidrelétricas nos volumosos corpos d'água dos rios amazônicos.

O boto-cor-de-rosa não só desempenha um papel crucial no equilíbrio dos ecossistemas aquáticos, mas também é um indicador importante da saúde dos rios da Amazônia. A presença de contaminantes químicos, como mercúrio, devido à mineração de ouro ilegal, também ameaça essa espécie. Esses poluentes se acumulam na cadeia alimentar, afetando a saúde dos botos e potencialmente levando a deformidades e mortes prematuras.

Lobo-guará

O lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) é o maior canídeo originário da América do Sul, habitando principalmente a região dos Pampas e os grandes pântanos do Brasil (o famoso Pantanal brasileiro). Caracteriza-se por seu corpo alto e magro, com linhas bem estilizadas, pelo avermelhado mais escuro nas pernas (quase sempre pretas). O desmatamento de seu habitat e a caça são as principais ameaças à sobrevivência dessa espécie.

Além disso, os atropelamentos em estradas que cruzam seu habitat natural são uma ameaça crescente. A criação de corredores ecológicos e a instalação de passagens subterrâneas são medidas necessárias para mitigar esses riscos e preservar a vida selvagem.

Ariranha

A ariranha (Pteronura brasiliensis), conhecida popularmente como lobo-do-rio, é um mamífero aquático de água doce, reconhecido como uma lontra gigante e está entre os 15 animais ameaçados de extinção no Brasil. Seu habitat natural se estende da região amazônica ao Pantanal brasileiro, mas sua população diminuiu intensamente graças à contaminação das águas (principalmente por metais pesados, como o mercúrio), pesca e caça ilegal.

Além das ameaças já mencionadas, a fragmentação de habitat é um problema crescente para a ariranha, pois dificulta o acesso a recursos e parceiros reprodutivos. Projetos de conservação que visam restaurar conectividade entre diferentes áreas habitadas por ariranhas são essenciais para a sobrevivência da espécie.

Cuxiú-preto

O cuxiú-preto (Chiropotes satanas) é uma espécie de macaco de pequeno porte, nativo da Amazônia, que vive principalmente na floresta amazônica brasileira. Sua aparência é muito marcante, não apenas por seu pelo completamente preto e brilhante, mas também pelos cabelos longos e densos que formam uma espécie de barba e topete em sua cabeça, fazendo com que eles nunca passem despercebidos.

Atualmente, é considerado em um estado crítico de perigo de extinção, pois sua sobrevivência é ameaçada pela escassez de alimentos causada pelo desmatamento, caça e tráfico ilegal de espécies exóticas.

A restauração de seu habitat natural e a implementação de corredores ecológicos são medidas cruciais para a recuperação das populações de cuxiús-pretos. Além disso, programas de educação ambiental podem ajudar a reduzir o tráfico e a caça, sensibilizando a população local sobre a importância da conservação dessa espécie.

Imagem: Reprodução/Fábio Manfredini em flickr.com

Jacutinga

A jacutinga (Aburria jacutinga) é uma espécie de ave endêmica da Mata Atlântica brasileira que também está entre os 15 animais em risco de extinção no Brasil. Sua plumagem é principalmente preta, com algumas penas brancas ou cor de creme nas laterais, no peito e na cabeça.

Seu bico pode apresentar uma tonalidade esverdeada e sua pequena papada característica exibe uma combinação de azul e vermelho intenso. Hoje, essa é uma das aves com maior risco de extinção nos ecossistemas brasileiros e já é extinta em várias regiões do Nordeste e Sudeste do país.

A conservação da jacutinga depende também da proteção das áreas remanescentes de Mata Atlântica. Projetos de reflorestamento e a criação de reservas privadas podem ser estratégias eficazes para garantir a sobrevivência dessa espécie. Além disso, o controle de espécies invasoras que competem por recursos é essencial para o sucesso dessas iniciativas.

Lagartixa-de-areia

A lagartixa-de-areia (Liolaemus lutzae) é um tipo de lagartixa endêmica do estado do Rio de Janeiro. Seu nome popular vem de seu habitat natural, encontrado nas faixas de areia que se estendem ao longo de todo o litoral fluminense, com aproximadamente 200 km de extensão.

Com a urbanização imparável e a poluição progressiva das praias no Rio, a sobrevivência dessas lagartixas se tornou algo inviável. De fato, estima-se que 80% de sua população tenha desaparecido e as lagartixas-de-areia estejam entre os animais em risco de extinção no Brasil classificados como em estado crítico.

Para reverter essa situação, é necessário implementar políticas de conservação costeira que limitem o desenvolvimento urbano descontrolado e promovam a recuperação dos habitats naturais. Além disso, a educação ambiental nas comunidades locais pode ajudar a aumentar a conscientização sobre a importância da preservação da lagartixa-de-areia.

Muriqui-do-Norte

No Brasil, a palavra "muriqui" é usada para denominar várias espécies de macacos de pequeno e médio porte que habitam os ecossistemas cobertos pela Mata Atlântica e são geralmente animais típicos do Brasil.

O muriqui-do-Norte (Brachyteles hypoxanthus), também conhecido como o mono-carvoeiro, destaca-se por ser o maior primata que habita o continente americano e também por estar entre os 15 animais ameaçados de extinção no Brasil, onde está seu principal habitat. Seu status de conservação passou a ser considerado crítico nas últimas décadas devido à caça indiscriminada, à ausência de legislação efetiva para proteger essa espécie e ao intenso desmatamento que continua ocorrendo em seu habitat natural.

A preservação do muriqui-do-Norte exige esforços conjuntos entre governos, ONGs e comunidades locais. Criar áreas protegidas, promover a pesquisa científica sobre a espécie e desenvolver programas de reintrodução em áreas seguras são estratégias que podem ajudar a reverter o declínio populacional desse primata.

Pica-pau-amarelo

O pica-pau-amarelo (Celeus flavus subflavus), como é chamado no Brasil, é uma ave muito importante para a cultura popular, pois inspirou a famosa obra da literatura infantil e juvenil chamada "Sitio do pica-pau amarelo", escrita por Monteiro Lobato e adaptada para a televisão e cinema com enorme sucesso.

Esta é uma ave endêmica do Brasil, que naturalmente é muito parecida com os outros tipos de pica-pau, mas se destaca por ter uma plumagem predominantemente amarela. Está entre os 15 animais ameaçados de extinção no Brasil, pois estima-se que restam apenas cerca de 250 indivíduos hoje e seu habitat está constantemente ameaçado pelo desmatamento e queimadas.

Para garantir a sobrevivência do pica-pau-amarelo, é essencial promover ações que visem à recuperação de áreas degradadas e à proteção das florestas remanescentes. Além disso, a criação de programas de monitoramento da população pode fornecer dados valiosos para orientar futuras estratégias de conservação.

Imagem: Reprodução/icesi.edu.co

Sapo-folha

O sapo-folha (Proceratophrys sanctaritae) é uma espécie endêmica do Brasil, descoberta em 2010 na Serra de Timbó, localizada no estado da Bahia, na região nordeste do país. Sua aparência é muito marcante, com o corpo em um formato muito semelhante ao de uma folha e cores predominantemente marrons ou ligeiramente esverdeadas, que facilitam sua camuflagem em seu ambiente.

Infelizmente, juntamente com sua descoberta, também foi constatado seu estado crítico de conservação, já que pouquíssimos indivíduos conseguem resistir à escassez de alimentos causada pelo desmatamento que seu habitat vem sofrendo para dar origem a novas plantações de cacau e banana, bem como para a expansão da atividade pecuária.

Para proteger o sapo-folha, é fundamental estabelecer áreas de preservação que evitem a destruição de seu habitat. Além disso, pesquisas adicionais sobre a ecologia e comportamento da espécie podem ajudar a desenvolver estratégias mais eficazes para sua conservação.

Imagem: Reprodução/inaturalist.ca

Tartaruga-de-couro

A tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea), conhecida também como tartaruga-gigante ou tartaruga-de-quilha, é a maior espécie de tartaruga marinha do mundo e vive nos oceanos tropicais e temperados do continente americano. No Brasil, esses répteis se aproximam da costa do Espírito Santo todos os anos para desovar e seguem sendo vítimas de caça ilegal, apesar dos esforços de organizações e iniciativas protecionistas.

Em alguns países, o consumo de sua carne, ovos e óleo não apenas continua sendo permitido, como também são produtos de alto valor no mercado. Isso incentiva a captura e a caça indiscriminadas e dificulta a proteção dessa espécie. Infelizmente, a tartaruga-de-couro está em um estado crítico de conservação, sendo atualmente um dos animais ameaçados de extinção no Brasil com maior risco.

Para auxiliar na conservação da tartaruga-de-couro, é crucial implementar programas de proteção aos locais de desova e campanhas de conscientização para reduzir o consumo de produtos derivados desses animais. Além disso, o fortalecimento das leis ambientais e a aplicação rigorosa das mesmas são essenciais para combater a pesca ilegal.

Tatu-bola

O tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) é uma espécie de tatu endêmica do Nordeste brasileiro, que ganhou reconhecimento internacional após ser escolhida como mascote oficial da Copa do Mundo da FIFA em 2014. Esta espécie de aparência tão peculiar e bonita se destaca como um dos animais mais adaptados à região mais árida do país, a Caatinga.

Apesar de sua grande resistência e adaptabilidade, a população de tatu-bola foi reduzida quase pela metade nas últimas duas décadas, devido à caça e à predação e contaminação de seu habitat natural.

Para proteger o tatu-bola, é necessário intensificar os esforços de conservação na Caatinga, promovendo práticas agrícolas sustentáveis e desenvolvendo programas de educação ambiental que enfatizem a importância dessa espécie para o ecossistema local. Além disso, a criação de áreas protegidas pode oferecer um refúgio seguro contra as ameaças que enfrentam.

Uacari

O uacari (Cacajao hosomi) é outro dos primatas nativos da região amazônica que infelizmente está entre os 15 animais ameaçados de extinção no Brasil. É caracterizado por seu tamanho médio, rosto pequeno com grandes olhos esbugalhados e pelo escuro com reflexos avermelhados.

Por vários séculos, essa espécie habitou as terras indígenas das tribos Yanomami, vivendo em harmonia com seus membros. No entanto, a redução das reservas indígenas, a caça ilegal destinada ao tráfico de espécies e o desmatamento têm ameaçado sua sobrevivência nas últimas décadas e hoje os macacos-uacari estão em um estado crítico de conservação.

Para garantir a sobrevivência do uacari, é essencial fortalecer a proteção das terras indígenas e promover a colaboração com as comunidades locais para implementar práticas de manejo sustentável. Além disso, campanhas de conscientização sobre o valor cultural e ecológico do uacari podem ajudar a reduzir a pressão do tráfico ilegal.

Imagem: Reprodução/http://www4.icmbio.gov.br/

Morceguinho-do-cerrado

O morceguinho-do-cerrado (Lonchophylla dekeyseri), como é conhecido no Brasil, é uma das menores espécies de morcegos que habitam o continente americano, pesando cerca de 10 a 12 gramas e está entre os animais de hábitos noturnos.

Este animal é endêmico do cerrado brasileiro, onde vive principalmente nas cavernas e buracos das regiões com presença de Mata Atlântica. Além do desmatamento e da degradação ambiental, a ausência de uma infraestrutura e organização turística que respeite a fauna e a flora nativas também é uma das maiores ameaças à sua sobrevivência.

A implementação de políticas de conservação que protejam o habitat do morceguinho-do-cerrado, bem como o incentivo ao ecoturismo responsável, são fundamentais para garantir a sua preservação. Além disso, o apoio à pesquisa científica sobre a ecologia desse morcego pode fornecer insights valiosos para estratégias de conservação mais eficazes.

Mico-leão-dourado

O mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), como é chamado no Brasil, é a espécie de mico-leão mais representativa da fauna brasileira, e quase desapareceu graças à caça indiscriminada para o tráfico de espécies exóticas e ao desmatamento de seu habitat natural

Sua situação se tornou tão crítica que os últimos representantes vivos da espécie estavam limitados às pequenas reservas naturais do estado do Rio de Janeiro. Com a criação e o crescimento de projetos e iniciativas protecionistas, estima-se que será possível recuperar gradualmente parte de sua população no país. No entanto, por enquanto, o mico-leão-dourado permanece entre os animais em risco de extinção com perigo mais elevado.

Para melhorar as chances de sobrevivência do mico-leão-dourado, é essencial continuar apoiando projetos de conservação que reintroduzam a espécie em áreas seguras e monitoradas. Além disso, esforços para restaurar seu habitat natural e aumentar a conectividade entre fragmentos florestais podem ajudar a garantir um futuro mais promissor para esses primatas.

Onça-pintada

A belíssima onça-pintada (Panthera onca) é o maior felino que vive nos ecossistemas americanos, sendo conhecida também como jaguar no Brasil. Originalmente, esses animais ocupavam praticamente todos os biomas brasileiros, mas a caça, o avanço das atividades agrícolas e o desmatamento de seu habitat causaram um declínio radical em sua população.

Sua pele continua tendo alto valor no mercado e ainda é comum os proprietários de terras matarem esses felinos para proteger seu gado, assim como fazem com as onças-pardas. Por tudo isso, a onça-pintada está em risco de extinção no Brasil e seu status de conservação é ainda mais crítico em países vizinhos, como a Argentina e o Paraguai, onde a espécie está prestes a ser extinta.

Para a conservação da onça-pintada, é crucial implementar programas de coexistência entre humanos e felinos, como o uso de cercas elétricas para proteger o gado e a promoção da compensação financeira para perdas causadas por ataques de onças. Além disso, a proteção das áreas de floresta remanescente é vital para garantir a sobrevivência a longo prazo da espécie.

Arara-azul é um dos animais em risco de extinção no Brasil?

Depois do enorme sucesso do filme animado "Rio", diversas polêmicas e perguntas foram levantadas sobre o estado de conservação da arara-azul, como é conhecida no Brasil. Mas antes de saber se essas belas aves se encontram ameaçadas de extinção no Brasil, devemos esclarecer uma questão muito importante.

É comum chamar de arara-azul quatro espécies diferentes, pertencentes aos gêneros Anodorhynchus (no qual se encontram 3 destas 4 espécies) e Cyanopsitta, que se destacam por terem uma plumagem total ou principalmente em tons de azul. Essa variedade de espécies gerou certa confusão ao se falar sobre o estado de conservação da arara-azul.

Mas quando falamos sobre a arara-azul mais popular, nos referimos à espécie Cyanopsitta spixii, que protagoniza o filme "Rio". Atualmente, essa espécie está extinta na natureza, pois não há mais indivíduos vivendo livremente em seu habitat natural. Os últimos espécimes sobreviventes (menos de 100) são desenvolvidos de forma controlada em cativeiro e são protegidos por iniciativas que buscam recuperar a população de araras-azuis da fauna brasileira. No entanto, não é correto dizer que a espécie desapareceu, dados que pudemos ouvir no ano de 2018.

Para que a arara-azul possa ser reintroduzida com sucesso na natureza, é fundamental assegurar a proteção de seu habitat natural e promover programas de reprodução em cativeiro que sigam rigorosos protocolos de manejo. A colaboração internacional também pode ser uma ferramenta valiosa na troca de experiências e técnicas para a conservação dessas aves emblemáticas.

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Bibliografia
  • Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Listas das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção. Disponível em: <http://www.icmbio.gov.br/portal/faunabrasileira/lista-de-especies?start=400>. Acesso em: 04 Oct. 2019.
  • Ministério do Meio Ambiente do Brasil. Catálogo Taxonómico de la Fauna de Brasil. Disponível em: <http://fauna.jbrj.gov.br/fauna/listaBrasil/ConsultaPublicaUC/ConsultaPublicaUC.do>. Acesso em 04 Oct. 2019.
  • Ministério do Meio Ambiente do Brasil. Portaria nº 444/2014 - Fauna ameaçada. Disponível em: <http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=121&data=18/12/2014>. Acesso em 04 Oct. 2019.